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Aluguel no Rio registra 9,5% de aumento no semestre, a maior alta desde 2020

Em junho, o preço médio do aluguel na capital fluminense foi de R$ 33,86, mostra índice QuintoAndar de Aluguel

5 de julho de 2022

Confira levantamento na Íntegra aqui

O mercado de aluguel no Rio de Janeiro registrou neste primeiro semestre a maior alta no preço desde 2020, com a média do metro quadrado chegando a R$ 33,86. Houve um crescimento de 9,5%, o maior de toda a série histórica, iniciada em 2019. O momento é bem diferente do vivenciado em 2020, quando houve uma queda neste período, de -2,58%, e em 2021, quando ocorreu uma ligeira alta de 1,58% nos primeiros seis meses do ano. 

Dos 23 bairros analisados pela pesquisa, 22 tiveram valorização no último semestre. O principal deles é Ipanema, com alta de 24% no período. Os bairros do Leblon e da Lagoa fecham o top 3, com alta de 18,6% e 17,9%, respectivamente. Somente a Pechincha, na Zona Oeste, teve queda do preço do metro quadrado negociado (-2,6%) no período. 

“Os dados mostram que o mercado imobiliário está, de fato, aquecido na cidade. Isso porque a alta não está restrita a apenas uma região. Trata-se de um aumento consistente e espalhado por quase todos os bairros da capital. Quando são analisados os dez bairros com a maior elevação no preço do metro quadrado para aluguel, é possível ver todas as zonas da cidade representadas na lista, ressalta Thiago Reis, gerente de Dados do QuintoAndar.

Confira abaixo os dez bairros mais valorizados no Rio nos últimos seis meses:

  • Ipanema – 24%
  • Leblon – 18,6%
  • Lagoa – 17,9%
  • Centro – 15,5%
  • Vila Isabel – 14,9%
  • Freguesia – 12,4%
  • Recreio – 11,1%
  • Flamengo – 10,7%
  • Maracanã – 9,7%
  • Engenho Novo – 8,4%

Nos últimos meses, a capital segue quebrando recordes no preço dos novos contratos de aluguel. Em junho, a alta foi de 0,56% em comparação com maio. Foi o décimo mês consecutivo de alta. Em 12 meses, o valor médio do metro quadrado subiu 14,66%.

Segundo o indicador, a capital fluminense mantém o aquecimento do mercado após a alta temporada de procura de aluguéis, comum nos primeiros meses do ano. Em junho, em comparação com maio, houve valorização dos apartamentos de um (0,83%), dois (0,88%) e três dormitórios (1,13%).

Diferentemente de outros índices do mercado baseados somente no valor do anúncio, o índice QuintoAndar de Aluguel é pautado nos valores concretos de contratos fechados. Isso significa que são consideradas as negociações entre locatário e inquilino, refletindo uma realidade mais assertiva e confiável do cenário residencial.

A diferença entre o preço médio do valor dos anúncios e o dos contratos efetivamente fechados ficou em -9,52%. “Mesmo com o mercado aquecido, essa distância mostra que ainda há espaço para negociação. A melhor saída tanto para o proprietário como para o inquilino é sempre chegar a um valor que consiga trazer benefícios a ambos”, afirma Thiago Reis.