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Após quase dois anos de altas consecutivas, o preço do aluguel em São Paulo voltou a cair. Em maio, o preço médio do metro quadrado ficou em R$ 44,55, valor 0,56% menor que o registrado em abril. Os dados são do índice de Aluguel QuintoAndar, divulgado hoje.
Desde junho de 2021 a cidade não apresentava retração nos preços dos aluguéis. Na oportunidade, a cidade ainda sofria com os impactos da Covid-19 na economia e na mobilidade das pessoas, o que impactou o mercado imobiliário como um todo.
Nesse período de 23 meses, a cidade não apenas recuperou a queda dos preços registrada durante o biênio 2020-2021, como voltou a apresentar um crescimento real dos preços, impulsionado pela retomada da economia nos grandes centros e a volta ao trabalho presencial.
O momento de retração nos preços da cidade coincide com o fim da alta dos preços dos imóveis de um dormitório. Em maio, esse tipo de imóvel registrou queda de 0,76% em comparação com abril, atingindo a média de R$ 56,46 por metro quadrado. Foi o segundo mês consecutivo de declínio, o que também não acontecia desde junho de 2021.
Segundo Vinicius Oike, economista do QuintoAndar, o fim da alta temporada de procura dos aluguéis, que acontece nos primeiros meses do ano, também influenciou na acomodação dos preços na capital paulista.
“Com o fim da alta temporada, era esperado que os preços registrassem um aumento menor ou até uma retração, o que de fato ocorreu. Desde o fim do ano passado esse movimento de alta vinha perdendo força a cada mês, projetando esse atual cenário, destaca Oike.
Dados do índice QuintoAndar mostram que, nos últimos 12 meses, a alta acumulada foi de 12,08% em São Paulo. O valor é o menor registrado desde abril de 2022, quando a alta acumulada atingiu 9,87%. No ano de 2023, o crescimento ficou em 5,52%.
Planejamento e negociação para economizar
A queda nos preços representa um momento favorável para aqueles que desejam alugar um imóvel, já que podem se beneficiar das condições mais vantajosas. Dados do índice QuintoAndar mostram que a diferença entre o preço do anúncio e o do contrato atingiu -12,07% em São Paulo, crescendo nos três últimos meses. Isso significa que há mais espaço para negociar, mesmo com um cenário de preços elevados.
“Os proprietários ainda têm aumentado os preços em geral, mas os contratos fechados não estão acompanhando essa alta. Ou seja, há espaço para negociar e conseguir um desconto na hora de fechar negócio, conclui Oike.