
Baalbek
Rua Dr. Timóteo, 272 - Floresta
Pioneiro da culinária árabe, o premiadíssimo restaurante popularizou a cozinha libanesa na capital gaúcha
Eleito oito vezes consecutivas o melhor restaurante árabe de Porto Alegre, o Baalbek, aberto desde 1981, é o mais tradicional restaurante de comida árabe da cidade e foi responsável por popularizar na cidade a cozinha libanesa e delícias como a esfirra, o kibe e o tabule. Como é comum nesse tipo de empreendimento tradicional, a casa, criada pelo mascate libanês Gabriel Ghanem, segue sendo administrada pela família.
O nome do local é referência a um dos pontos turísticos mais visitados do Líbano: a cidade de Baalbek, patrimônio histórico mundial reconhecido pela Unesco, onde se encontram as ruínas de templos romanos dedicados a Baco (deus do vinho), Hermes, Vênus e Júpiter.
Localizado inicialmente na Avenida Cristóvão Colombo, ao lado da antiga Cervejaria Brahma – hoje Shopping Total –, o Baalbek transferiu-se em 1985 para o atual endereço, na Rua Dr. Timóteo, por conta do aumento da clientela. Além do pioneirismo na gastronomia árabe, o lugar destacou-se desde o início pela fartura e variedade de seu rodízio, que enchia as mesas e os olhos dos frequentadores.
Atualmente, o antigo rodízio foi substituído pelo mezze, serviço típico composto por uma seleção de pratos colocados na mesa para compartilhar entre os comensais. No almoço, o Baalbek oferece duas opções: o tradicional, com nove porções, e o vegetariano (sete porções).
Os pratos salgados incluem os principais itens da culinária do Oriente Médio, como mjadra (arroz com lentilha e cebola), charutos de folha de parreira e repolho, salada fatuche, espeto de kafta e chancliche. Não deixe de provar a exclusividade da casa: a saborosa berinjela gratinada com carne.
Os doces também são o forte do Baalbek. Nessa categoria, os mais pedidos são halawi (feitos com sementes de gergelim), semolina, ninho de nozes e belewa de pistache – experimente ao menos um deles!
A casa tem ainda serviço de tele-entrega e retirada no local. O sucesso do pão árabe servido foi tamanho que logo a família passou a produzi-lo para venda em supermercados – e, a partir de 2010, a panificadora também começou a produzir miniesfirras e chips de pão árabe, além de doces.
Créditos de imagem - Destaque: Gabriel Barros | Feed: Eduardo Seidl