A professora selecionou três ótimos espaços para você harmonizar mente e corpo com a prática milenar indiana
Todos os lugares dessa seleção para você conhecer melhor por aqui
Nas aulas, a auto-observação é trabalhada por meio de um conjunto variado de posturas, movimentos, exercícios de respiração e meditação que promovem o bem-estar
Psicanalista, professora-aluna de yoga, bailarina, dona de uma confecção e mãe do Pedro. A múltipla Ana Guedes mora na Ramiro Barcelos, rua que atravessa os bairros Floresta, Independência e Bom Fim, região com a qual ela tem uma relação de muito carinho. “Gosto de transitar por onde há afeto. Estar aberta às possibilidades que a cidade oferece é estar aberta para a vida”, afirma Ana, que morou nos bairros Santa Cecília e Bela Vista.
A história de Ana com a yoga começou longe de Porto Alegre, nas praias uruguaias. Na época, ela estava viajando e enfrentava um período difícil. Enquanto caminhava pelas ruas, deparou com um lugar chamado Alma, ficou curiosa e resolveu entrar. Era uma escola de yoga, prática que ela já havia experimentado, mas que adquiriu outro significado naquele instante e se tornou um hábito transformador.
Em 2017, de volta a Porto Alegre e empolgada com a experiência no país vizinho, seguiu praticando yoga diariamente na escola Bijam Yoga. Em 2019, deu início à formação como professora e passou a dar aulas em 2021. “Minha trajetória vem me trazendo para o mesmo resgate que eu proponho no consultório de psicanálise, pois enxergo na yoga uma forma de reaproximação com a nossa criança interior. No processo de ‘adulteração’, como eu brinco ao falar de crescimento, perdemos contato com a criança que fomos. Isso é um grande impeditivo para gostarmos de nós mesmos”, afirma.

Tradição milenar indiana, a yoga oferece diferentes métodos voltados ao bem-estar físico e mental. Suas práticas costumam dedicar atenção à auto-observação por meio de um conjunto variado de posturas, movimentos, exercícios de respiração e meditação.
Com o entendimento de que mente e corpo não estão separados, a yoga se espalhou pelo mundo com inúmeras linhas de atuação – muitas vezes, com nomes que têm origem no idioma sânscrito –, exigindo boa pesquisa sobre cada abordagem e de que forma elas são seguidas nas escolas.
Mas, para Ana, mais importante do que investigar dezenas de estilos, deve-se encontrar um espaço para a prática em que seja possível construir um vínculo com o professor ou professora que, claro, precisam atuar de forma profissional e atenciosa. “É essencial gostar e estabelecer uma relação de afeto com o professor, que também deve estar aberto para essa relação. A porta de entrada para yoga envolve encontrar vínculo em um lugar onde a pessoa se sinta acolhida”.
Créditos de imagem: Instagram_Ana Guedes