- A Receita Federal atualizou a tabela de isenção do Imposto de Renda para 2025 e exige declaração de quem aderiu à janela extraordinária de atualização de valor de imóveis em 2024.
- Proprietários que utilizaram a janela até dezembro de 2024 podem reduzir o imposto futuro sobre ganho de capital ao antecipar a tributação com alíquota reduzida.
- Investidores imobiliários devem acompanhar mudanças fiscais em discussão, como imposto mínimo de 10% para renda acima de R$ 500 mil, e utilizar ferramentas de gestão para simplificar a declaração anual.
É época de acertar as contas com o Leão. E para quem compra, vende ou aluga imóveis, é fundamental ficar atento às principais mudanças no Imposto de Renda 2026.
Para quem investe em imóveis, as principais mudanças são a atualização da tabela de isenção do IR e a obrigatoriedade de declaração para quem se beneficiou da janela extraordinária de atualização do valor do imóvel.
Neste artigo, separamos as principais mudanças definidas e em discussão e explicamos como elas podem impactar o investidor do mercado imobiliário.
Navegue pelo conteúdo:
- Mudanças no Imposto de Renda em 2026
- Possibilidade de atualizar o valor do imóvel
- Nova faixa de isenção do Imposto de Renda
- Imposto mínimo de 10%
- Planejamento financeiro: fundamental para quem investe em imóveis
- Descubra por quanto vender ou alugar o seu imóvel com a Calculadora QPreço
Mudanças no Imposto de Renda em 2026
Possibilidade de atualizar o valor do imóvel
Em 2024, a Receita Federal abriu uma oportunidade para que proprietários de imóveis pudessem atualizar suas propriedades a preço de mercado, antecipando o imposto sobre ganho de capital com uma alíquota reduzida. Quem aderiu à medida foi obrigado a declarar o IR.
Leia mais: Como atualizar o valor do imóvel no Imposto de Renda
Para 2026, o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp Atualização) permite a pessoas físicas e jurídicas atualizar o valor de bens móveis e imóveis adquiridos até 31 de dezembro de 2024, no Brasil ou no exterior. A medida busca incentivar o pagamento antecipado de tributos sobre ganho de capital, com alíquotas reduzidas.
Podem ser atualizados bens como veículos, embarcações e aeronaves sujeitos a registro, imóveis em geral, direitos sobre imóveis e ativos já declarados em regimes anteriores (Abex e Dabim). Para aderir, os bens devem ter origem lícita, estar devidamente declarados (na DIRPF 2025, no caso de pessoas físicas, ou no balanço patrimonial de 2024, para pessoas jurídicas) e não podem ter sido vendidos ou baixados antes da opção.
A adesão exigia envio da Deap até 19 de fevereiro de 2026 e pagamento do tributo em parcela única ou em até 36 vezes, com primeira quota até 27 de fevereiro de 2026 e demais acrescidas de Selic.
A tributação ocorre sobre a diferença entre o valor atualizado e o custo de aquisição: 4% para pessoas físicas. Para pessoas jurídicas, aplica-se 4,8% de IRPJ e 3,2% de CSLL sobre a diferença.
Nova faixa de isenção do Imposto de Renda
Outra mudança no Imposto de Renda 2026 é a ampliação da faixa de isenção do tributo. Esta tabela é importante para quem investe em imóveis porque ela é a referência de cobrança para fontes de renda como salários e aluguéis.
Em 2024, o governo elevou a faixa de isenção do IR para R$ 2.259,20 mensais. O objetivo era o de que, com a dedução simplificada de 20%, qualquer brasileiro que ganhasse até R$ 2.824 – exatamente dois salários mínimos na época – não pagasse Imposto de Renda.
Em 2025, com o salário mínimo reajustado para R$ 1.518,o governo conseguiu isentar quem ganha até R$ 3.036. Além disso, já está aprovado o ajuste da tabela para o próximo ano, que irá isentar quem ganha até R$ 5 mil por mês.
Leia mais: Confira a tabela do Imposto de Renda 2025
Imposto mínimo de 10%
Outra mudança no Imposto de Renda que já está aprovada é a imposição de um imposto mínimo de 10% sobre quem ganha mais de R$ 600 mil por ano, válida a partir de 1º de janeiro de 2026. A ideia aqui é cobrar de quem aufere sua renda de fontes isentas, como lucros e dividendos.
No caso do investidor imobiliário, pode ser afetado aquele que negocia imóveis por meio de uma empresa (PJ). Essa é uma mudança será aplicada na declaração do Imposto de Renda em 2027.
Planejamento financeiro: fundamental para quem investe em imóveis
A declaração do Imposto de Renda é apenas uma parte do acompanhamento financeiro que um investidor imobiliário precisa ter, tanto para aumentar a sua rentabilidade como para não ter problemas burocráticos e fiscais.
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Todo ano, a plataforma de moradia, inclusive, emite um informe dos rendimentos obtidos com aluguel.
Isso acaba sendo um grande facilitador para aquele proprietário que possui vários imóveis, consolidando todas essas informações em um só lugar – e reduzindo muito o trabalho e a burocracia na hora de declarar o IR.
Além disso, esses investidores, chamados de Proprietários Multi, ainda contam com o acompanhamento de especialistas no ramo, que podem ser um ponto focal para tirar eventuais dúvidas e colaborar para uma administração de sucesso, inclusive no aspecto financeiro.
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