IPCA varia 0,67% em abril de 2026

A partir do acumulado dos últimos 12 meses, saiba como aplicar o índice no seu reajuste de aluguel

Por Redação - 12/05/2026 às 09:01
Atualizado: 12/05/2026 às 11:06
Em foto que ilustra matéria sobre o IPCA, uma mulher faz contas em uma calculadora
  • O IPCA de abril de 2026 registrou 0,67%, desacelerando 0,21 ponto percentual em relação a março, com inflação acumulada em 12 meses atingindo 4,39%.
  • Alimentação e bebidas liderou a variação entre os nove grupos pesquisados com 1,34%, impulsionada por restrições de oferta, clima seco reduzindo pastagens e elevação de combustíveis aumentando custos de frete.
  • Para reajustes de aluguel, o IPCA utiliza o índice acumulado de dois meses anteriores, resultando em 4,39% para contratos que fazem aniversário em junho de 2026, oferecendo maior estabilidade que índices como o IGP-M.
Resumo supervisionado por jornalista.
IPCA: abril de 2026

Os contratos que fazem aniversário em junho de 2026 terão reajuste de 4,39%.

Ao utilizar a calculadora, confirmo ter 18 anos ou mais, estar de acordo com os Termos de Uso e ter lido o Aviso de Privacidade do QuintoAndar.

O valor reajustado do seu aluguel é de:

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no dia 12 de maio, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de abril de 2026, que apresentou alta de 0,67%, uma desaceleração de 0,21 ponto percentual (p.p.) em relação ao índice aferido em março, que foi de 0,88%. Com o resultado, o IPCA acumulado dos últimos 12 meses, que é o índice oficial de inflação do país, subiu para 4,39%, ficando acima do acumulado registrado no mês passado (4,14%). No ano de 2026, o índice acumula alta de 2,60%.

Em abril de 2025, o índice de inflação variou 0,43%.

Por aqui você fica sabendo de tudo sobre o IPCA, que é considerado a inflação oficial do país, e como o índice é aplicado no reajuste do seu aluguel.
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Como calcular o reajuste do aluguel pelo IPCA?

Assim como acontece com o IGP-M, o reajuste de aluguel pelo IPCA é feito com base no acumulado de 12 meses. Porém, com uma diferença: como o IPCA de um mês é divulgado apenas na segunda semana do mês seguinte, para fins de reajuste, adota-se o índice de dois meses antes.

Veja como ficou a aplicação dos índices no reajuste do seu aluguel nos primeiros meses de 2026:

  • Junho de 2026: 4,39% (Acumulado de 12 meses de abril de 2026)
  • Maio de 2026: 4,14% (Acumulado de 12 meses de março de 2026)
  • Abril de 2026: 3,81% (Acumulado de 12 meses de fevereiro de 2026)
  • Março de 2026: 4,44% (Acumulado de 12 meses de janeiro de 2026)
  • Fevereiro de 2026: 4,26% (Acumulado de 12 meses de dezembro de 2025)
  • Janeiro de 2026: 4,46% (Acumulado de 12 meses de novembro de 2025)
  • Dezembro de 2025: 4,68% (Acumulado de 12 meses de outubro de 2025)

Por exemplo, um aluguel de R$ 1.500 que faz aniversário em maio de 2026 é reajustado pelo acumulado de 12 meses do IPCA de março (4,14%) e teria a seguinte conta: R$ 1.500 x 1,0414. Com isso, o novo valor da locação do imóvel ficaria em R$ 1.562,10.

Já o índice de 4,39% do acumulado de 12 meses registrado em abril de 2026 servirá para reajustar os contratos que fazem aniversário em junho próximo. Neste caso, a conta seria: R$ 1.500 x 1,0439, com o novo valor sendo reajustado para R$ 1.565,85.

Qual o valor do IPCA em abril de 2026?

O índice geral do IPCA de acordo com a aferição de abril de 2026 apresentou um recuo em relação ao mês anterior, ficando em 0,67% contra 0,88% de março. O percentual que leva em consideração o impacto de diferentes segmentos de produtos e serviços.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mensalmente, todos apresentaram variação positiva em abril de 2026. De acordo com a divulgação do IBGE, a variação e o impacto mais significativos ficaram com o grupo Alimentação e Bebidas, com 1,34% e 0,29 p.p., respectivamente. Educação e Transportes foram os grupos com menor variação (0,06%).

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, avalia Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.

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Veja a variação de cada grupo no IPCA em abril de 2026:

GrupoVariaçãoImpacto
Alimentação e bebidas1,34%0,29 p.p.
Saúde e cuidados pessoais1,16%0,16 p.p.
Artigos de residência0,65%0,02 p.p.
Habitação0,63%0,10 p.p.
Comunicação0,57%0,03 p.p.
Vestuário0,52%0,02 p.p.
Despesas pessoais0,35%0,04 p.p.
Transportes0,06%0,01 p.p.
Educação0,06%0,00 p.p.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de abril de 2026 a 30 de abril de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 04 de março de 2026 a 31 de março de 2026 (base).

Qual o IPCA dos últimos 12 meses? Acumulado em 2026

IPCA 2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a nova base usada pelo QuintoAndar pro reajuste anual dos contratos de aluguel. O cálculo considera a variação acumulada nos últimos 12 meses.
MAI
5,32%
JUN
5,35%
JUL
5,23%
AGO
5,13%
SET
5,17%
OUT
4,68%
NOV
4,46%
DEZ
4,26%
JAN
4,44%
FEV
3,81%
MAR
4,14%
ABR
4,39%
MAI
5,32%
JUN
5,35%
JUL
5,23%
AGO
5,13%
SET
5,17%
OUT
4,68%
NOV
4,46%
DEZ
4,26%
JAN
4,44%
FEV
3,81%
MAR
4,14%
ABR
4,39%

IPCA: Resultados 2024 e 2023 em cada mês

No mês de dezembro de 2024, o IPCA teve alta de 0,52%, após subir 0,39% em novembro, uma variação de 0,13 ponto percentual. Com o resultado, o índice acumulou alta de 4,83% no ano de 2023 e em 12 meses. Em dezembro de 2023, o índice variou em 0,56%, acumulando 4,62% em 12 meses.

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.Em novembro de 2024, o IPCA variou 0,39%, um recuo de 0,17 ponto percentual em relação ao que foi registrado em outubro (0,56%). Com o resultado, o índice acumulou 4,29% no ano e 4,87% em 12 meses. Em novembro de 2023, a variação havia sido de 0,28%, com acúmulo de 4,68% em 12 meses.

No mês de outubro de 2024, o IPCA teve alta de 0,56%, um avanço de 0,12 ponto percentual em relação à taxa de setembro, que foi de 0,44%. Com o resultado, o índice acumulou 3,88% no ano de 2024 e 4,76% em 12 meses. Em outubro de 2023, o índice teve alta de 0,24% e acúmulo de 4,82% em 12 meses.B“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

Em setembro de 2024, o IPCA variou 0,44%, um avanço de 0,46 ponto percentual em relação ao que foi registrado em agosto (-0,02%). Com o resultado, o índice acumulou 3,31% no ano e 4,42% em 12 meses. Em setembro de 2023, a variação havia sido de 0,26%, com acúmulo de 5,19% em 12 meses.

No mês de agosto de 2024, o IPCA teve queda de -0,02%, um recuo de 0,40 ponto percentual em relação à taxa de julho, que foi de 0,38%. Com o resultado, o índice acumulou 2,85% no ano de 2024 e 4,24% em 12 meses. Em agosto de 2023, o índice teve variação de 0,23% e acúmulo de 4,61% em 12 meses.ra

Em julho de 2024, o IPCA variou 0,38%, uma aceleração de 0,17 ponto percentual em relação ao que foi registrado em junho (0,21%). Com o resultado, o índice acumulou 2,87% no ano de 2024 e 4,50% em 12 meses. Em agosto de 2023, o índice havia variado 0,23% e acumulava 4,61% em 12 meses.

No mês de junho de 2024, o IPCA teve alta de 0,21%, um recuo de 0,25 ponto percentual em relação à taxa de maio, que foi de 0,46%. Com o resultado, o índice acumulou 2,48% no ano de 2024 e 4,23% em 12 meses. Em junho de 2023, o índice teve deflação de -0.08% e acúmulo de 3,16% em 12 meses.

Em maio de 2024, o IPCA variou 0,46%, uma aceleração de 0,08 ponto percentual em relação ao que foi registrado em abril (0,38%). Com o resultado, o índice acumulou 2,27% no ano de 2024 e 3,93% em 12 meses. Em maio de 2023, o índice havia variado 0,23% e acumulava 3,94% em 12 meses.

No mês de abril de 2024, o IPCA teve alta de 0,38%, após subir 0,16% em março, uma variação de 0,22 ponto percentual. Com o resultado, o índice acumulou 1,80% no ano de 2024 e 3,69% em 12 meses. Em abril de 2023, o índice variou em 0,61%, acumulando 4,18% em 12 meses.

Em março de 2024, o IPCA variou 0,16%, uma redução de 0,67 ponto percentual em relação ao que foi registrado em fevereiro (0,83%). Com o resultado, o índice acumulou 1,42% no ano de 2024 e 3,93% em 12 meses. Em março de 2023, o índice havia variado 0,71% e acumulava 4,65% em 12 meses.

No mês de fervereiro de 2024, o IPCA teve alta de 0,83%, após subir 0,42% em janeiro, uma variação de 0,41 ponto percentual. Com o resultado, o índice acumulou 1,25% no ano de 2024 e 4,50% em 12 meses. Em fevereiro de 2023, o índice variou em 0,84%, acumulando 5,60% em 12 meses.

Em janeiro de 2024, o IPCA variou 0,42%, uma redução de 0,14 ponto percentual em relação ao que foi registrado em dezembro de 2023 (0,56%). Com o resultado, o índice acumulou 4,51% em 12 meses. Em janeiro de 2023, o índice havia variado 0,53% e acumulava 5,77% em 12 meses.

No mês de dezembro de 2023, o IPCA teve alta de 0,56%, após subir 0,28% em novembro, uma variação de 0,28 ponto percentual. Com o resultado, o índice acumulou alta de 4,62% no ano de 2023 e em 12 meses. Em dezembro de 2022, o índice variou em 0,62%, acumulando 5,70% em 12 meses.

Em novembro de 2023, o IPCA variou 0,28%, um leve aumento de 0,04 ponto percentual em relação ao que foi registrado em outubro (0,24%). Com o resultado, o índice acumulou alta de 4,04% no ano de 2023 e 4,68% em 12 meses. Em novembro de 2022, o índice havia variado 0,41% e acumulava 5,90% em 12 meses.

No mês de outubro de 2023, o IPCA teve alta de 0,24%, após subir 0,26% em setembro, um leve recuo de 0,02 ponto percentual. Com o resultado, o índice acumulou alta de 3,75% no ano de 2023 e de 4,82% em 12 meses. Em outubro de 2022, o índice teve variação de 0,59%, acumulando 6,47% em 12 meses.

Em setembro de 2023, o IPCA variou 0,26%, um leve aumento de 0,03 ponto percentual em relação ao que foi registrado em agosto (0,23%). Com o resultado, o índice acumulou alta de 3,50% no ano de 2023 e 5,19% em 12 meses. Em setembro de 2022, o índice chegava ao seu terceiro mês de deflação, com variação de -0,29%, e acumulava 7,17% em 12 meses.

No mês de agosto de 2023, o IPCA teve alta de 0,23%, após subir 0,12% em julho, um avanço de 0,11 ponto percentual. Com o resultado, o índice acumulou alta de 3,23% no ano de 2023 e de 4,61% em 12 meses. Em agosto de 2022, o índice teve variação negativa (-0,36%), acumulando variação de 8,73% em 12 meses.

Em julho de 2023, o IPCA variou 0,12%, um aumento de 0,20 ponto percentual em relação à deflação de -0,08% registrada em junho. Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,99% no ano de 2023 e 3,99% em 12 meses. Em julho de 2022, o índice teve variação de -0,68%, a menor taxa registrada desde o início da série histórica, em janeiro de 1980, e acúmulo de 10,07% em 12 meses.

No mês de junho de 2023, o IPCA apontou deflação de -0.08%, após subir 0,23% em maio, uma queda de 0,31 ponto percentual. Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,87% no ano de 2023 e de 3,16% em 12 meses. Em junho de 2022, o índice teve alta de 0,67%, acumulando 11,89% em 12 meses.

Em maio de 2023, o IPCA variou 0,23%, um recuo de 0,38 ponto percentual em relação ao que foi registrado em abril (0,61%). Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,95% no ano de 2023 e 3,94% em 12 meses. Em maio de 2022, o índice havia variado 0,47% e acumulava 11,73% em 12 meses.

No mês de abril de 2023, o IPCA apontou alta de 0,61%, um leve recuo de 0,10 ponto percentual em relação à taxa de março (0,71%). Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,72% no ano de 2023 e de 4,18% em 12 meses. Em abril de 2022, o índice teve alta de 1,06%, acumulando 12,13% em 12 meses.

Em março de 2023, o IPCA variou 0,71%, um recuo de 0,13 ponto percentual em relação ao que foi registrado em fevereiro (0,84%). Com o resultado, o índice acumulou alta de 2,09% no ano de 2023 e 4,65% em 12 meses. Em março de 2022, o índice havia variado 1,62% e acumulava 11,30% em 12 meses.

No mês de fevereiro de 2023, o IPCA apontou alta de 0,84%, avançando 0,31 ponto percentual em relação à taxa de janeiro (0,53%). Com o resultado, o índice acumulou alta de 1,37% no ano de 2023 e de 5,60% em 12 meses. Em fevereiro de 2022, o índice teve alta de 1,01%, acumulando 10,54% em 12 meses.

Em janeiro de 2023, o IPCA variou 0,53%, um recuo de 0,09 ponto percentual em relação ao que foi registrado em dezembro de 2022 (0,62%). Com o resultado, o índice acumulou alta 5,77% em 12 meses. Em janeiro de 2022, o índice havia variado 0,54% e acumulava 10,38% em 12 meses.

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Calendário do IPCA 2026

Confira as datas das próximas divulgações do IPCA em 2026.

  • Janeiro: dia 09 ✅ (IPCA de Dezembro de 2025)
  • Fevereiro: dia 10 ✅ (IPCA de Janeiro de 2026)
  • Março: dia 12 ✅ (IPCA de Fevereiro de 2026)
  • Abril: dia 10 ✅ (IPCA de Março de 2026)
  • Maio: dia 12 (IPCA de Abril de 2026)
  • Junho: dia 12 (IPCA de Maio de 2026)
  • Julho: dia 10 (IPCA de Junho de 2026)
  • Agosto: dia 11 (IPCA de Julho de 2026)
  • Setembro: dia 11 (IPCA de Agosto de 2026)
  • Outubro: dia 09 (IPCA de Setembro de 2026)
  • Novembro: dia 12 (IPCA de Outubro de 2026)
  • Dezembro: dia 11 (IPCA de Novembro de 2026)

O que é o IPCA?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é calculado mensalmente pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980. O indicador é considerado a inflação oficial do país. 

O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

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Como é calculado o IPCA?

O IPCA é calculado com base na variação dos preços de um conjunto de produtos e serviços vendidos no varejo e consumidos pelas famílias brasileiras com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de renda. E abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

Para a definição do valor do IPCA, são coletados aproximadamente 430 mil preços de 30 mil locais, que vão de estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços a concessionárias de serviços públicos (como energia elétrica e água) e internet. E essa coleta acontece, em geral, entre os dias 1º e 30 do mês de referência.

Por conta da pandemia de Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março de 2020, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail. Mas no início de julho de 2021, o instituto deu início à retomada gradual da coleta presencial de preços em alguns estabelecimentos, conforme descrito na Portaria nº 207/2021 da Presidência do IBGE.

O uso do índice no QuintoAndar

Líder em alugueis residenciais no Brasil, o QuintoAndar anunciou no final de novembro de 2020, em uma ação pioneira para o setor imobiliário, que os novos contratos de aluguel passariam a ser reajustados pelo IPCA. Com a iniciativa, a imobiliária digital deixou de usar o reajuste de aluguel IGP-M como padrão, apesar de manter o índice como opção de reajuste para os proprietários que alugam imóveis pela plataforma.

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Os contratos que estão sendo firmados desde o final de novembro de 2020 são reajustados a cada aniversário. Mas, os inquilinos com contratos antigos podem procurar o QuintoAndar para negociar o reajuste com os proprietários, inclusive usando o IPCA como referência. 

Segundo um estudo recente do QuintoAndar, divulgado no final de novembro, a alteração do índice de referência no reajuste de aluguel do IGP-M para o IPCA, que é menos volátil, pode ser um movimento vantajoso para ambos os lados numa relação de locação de imóveis, até em negociações de aluguel direto com o proprietário.

Desde a mudança, a imobiliária digital já vem atuando para facilitar a negociação de reajuste entre inquilinos e proprietários, além de entrar em contato com os donos de imóveis sugerindo a aplicação proativa de taxas menores na correção dos aluguéis. A decisão, porém, é inteiramente dos proprietários.

Vantagens do IPCA no reajuste de aluguel?

  • É o índice oficial de inflação do país, feito por uma instituição federal;
  • Não sofre variações por fatores como dólar e exportações por exemplo, como acontece com o IGP-M;
  • Reflete mais a realidade da condição financeira das população, uma vez que mede somente a variação de itens do dia a dia de uma família;
  • É um índice estável. Isso significa que o seu uso evita que os inquilinos precisem pedir descontos ou até mesmo cancelamentos de seus contratos de aluguel.
  • Não gera um “susto” no orçamento dos inquilinos por ter um histórico de reajuste estável de valores;
  • Traz maior segurança para os inquilinos se planejarem; 
  • Evita inadimplências para proprietários quando há um reajuste alto.

E caso você ainda tenha dúvidas inicias sobre como funciona o aluguel de imóveis pode contar com o auxílio da maior plataforma de moradia do país para ter um processo agilizado e desburocratizado.

Leia também: Aprenda o que é deflação do IPCA e do IGP-M e quais os efeitos para quem aluga imóveis

Tabela IGP-M/IPCA – Variações nos últimos 12 meses

IGP-M IPCA
JUN/25 -1.67% 0.24%
JUL/25 -0.77% 0.26%
AGO/25 0.36% -0.11%
SET/25 0.42% 0.48%
OUT/25 -0.36% 0.09%
NOV/25 0.27% 0.18%
DEZ/25 -0.01% 0.33%
JAN/26 0.41% 0.33%
FEV/26 -0.73% 0.70%
MAR/26 0.52% 0.88%
ABR/26 2.73% 0.67%
MAI/26 0.84%

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Dúvidas mais comuns

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1980. Ele mede a variação de preços de produtos e serviços consumidos por famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos em dez regiões metropolitanas e seis municípios brasileiros.

O IPCA é calculado com base na coleta de aproximadamente 430 mil preços de 30 mil locais diferentes, incluindo estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços e concessionárias de serviços públicos. A coleta ocorre entre os dias 1º e 30 do mês de referência, comparando os preços coletados com o mês anterior para determinar a variação percentual.

O IPCA de abril de 2026 apresentou uma variação de 0,67%, representando uma desaceleração de 0,21 ponto percentual em relação a março, que foi de 0,88%. O acumulado dos últimos 12 meses subiu para 4,39%, enquanto o acumulado no ano de 2026 chegou a 2,60%.

O reajuste de aluguel pelo IPCA é feito com base no acumulado de 12 meses, porém utiliza o índice de dois meses antes da data do aniversário do contrato, pois o IPCA é divulgado apenas na segunda semana do mês seguinte. Por exemplo, um aluguel de R$ 1.500 com aniversário em maio de 2026 seria reajustado pelo IPCA acumulado de março (4,14%), resultando em: R$ 1.500 x 1,0414 = R$ 1.562,10.

O IPCA não sofre variações por fatores como dólar e exportações, diferentemente do IGP-M. O IPCA reflete melhor a realidade da condição financeira da população, pois mede apenas a variação de itens do dia a dia de uma família, sendo um índice mais estável e previsível para reajustes de aluguel.

O grupo Alimentação e Bebidas apresentou a maior variação em abril de 2026, com 1,34% e impacto de 0,29 ponto percentual. Isso foi impulsionado pela restrição de oferta de alimentos, redução de pasto devido ao clima seco e aumento nos preços dos combustíveis, que afetam o custo do frete dos alimentos.

O IPCA é o índice oficial de inflação calculado por instituição federal, não sofre variações por fatores externos como dólar, reflete a realidade financeira da população e é um índice estável. Essas características evitam 'sustos' no orçamento dos inquilinos, trazem maior segurança no planejamento financeiro e reduzem inadimplências para proprietários ao manter reajustes previsíveis.

O IPCA acumulado nos últimos 12 meses até abril de 2026 foi de 4,39%, ficando acima do acumulado registrado no mês anterior (4,14%). Em comparação, em abril de 2025 o índice de inflação variou 0,43%, demonstrando uma inflação mais elevada no período atual.


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