Ciclovias em Curitiba: conheça a estrutura oferecida pela cidade a seus ciclistas

Cidade reconhecida mundialmente como referência em mobilidade urbana, Curitiba conta com mais de 200 Km de estrutura cicloviária

Por Redação - 31/05/2022 às 17:53
Atualizado: 25/09/2024 às 11:48
Foto que ilustra matéria sobre ciclovias em Curitiba mostra uma pista de asfalto repleta de ciclistas em meio a um parque arborizado.
  • Curitiba possui 249,2 km de estruturas cicloviárias distribuídas em seis tipos diferentes, com meta de alcançar 408 km até 2025, consolidando a mobilidade por bicicleta na cidade.
  • O plano de ampliação cicloviária, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, adicionou 40,7 km de novas vias desde 2019, aumentando a cobertura de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas em toda a capital paranaense.
  • A cidade oferece quatro roteiros cicloturísticos gratuitos com diferentes níveis de dificuldade que conectam pontos turísticos como Jardim Botânico, Museu Oscar Niemeyer e Parque Tanguá, facilitando o uso da bicicleta como transporte e lazer urbano.
Resumo supervisionado por jornalista.

A cidade de Curitiba se tornou uma referência em mobilidade urbana ao implementar, na década de 1970, um pioneiro sistema de ônibus expresso (BRT), a chamada Rede de Transporte Integrado (RIT), que serviu de referência para centenas de cidades pelo mundo. Mas o que a Capital Paranaense oferece para seus moradores que optam pela bicicleta como meio de transporte? Neste artigo, vamos falar sobre as ciclovias em Curitiba.

Navegue pelo conteúdo:

Tipos de estruturas cicloviárias em Curitiba

Dentro do plano de ampliação das ciclovias em Curitiba, estão previstos todos os diferentes tipos de estruturas cicloviárias estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal 9.503/97), que são adaptadas de acordo com a particularidade de cada cidade.

Em Curitiba, as estruturas são denominadas da seguinte forma:

  • Ciclovias: pistas separadas fisicamente da faixa de rolamento dos automóveis e também da calçada de pedestres – por meio de desnível ou algum outro elemento de proteção -, que é destinada exclusivamente ao tráfego de bicicletas.
  • Ciclofaixas: destinadas também ao tráfego de bicicleta, são pistas implementadas no mesmo sentido da via dos automóveis e separadas da faixa de rolamento por pintura asfáltica e/ou tachões refletivos.
  • Ciclofaixas sobre as calçadas: vias preferenciais para ciclistas que são implantadas no mesmo nível das calçadas de pedestres e balizadas com sinalização horizontal (pintada no chão).
  • Vias compartilhadas: faixas preferenciais para bicicletas, determinadas por sinalização horizontal, no canto direito e no mesmo sentido de trânsito de carros em vias lentas do eixo estrutural.
  • Ciclorrotas: também indicadas por sinalização horizontal, são percursos recomendados em vias de menor fluxo, onde os ciclistas dividem o espaço com os automóveis.
  • Calçadas compartilhadas: estruturas para ciclistas implementadas em calçadas junto ao espaço destinado a pedestres.

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Números das ciclovias em Curitiba

Em novembro de 2019 foi anunciado um plano de ampliação da estrutura cicloviária na Capital Paranaense. Na oportunidade, a cidade contava com 208,5 km de vias destinadas aos ciclistas e a meta é chegar a 408 Km até 2025. 

Veja como os espaços para ciclistas em Curitiba eram divididos então:

  • 100,8 Km de calçadas compartilhadas (48,3% da estrutura total)
  • 31,1 Km de ciclovias (14,9%)
  • 25,1 Km de ciclofaixa sobre a calçada (12%)
  • 19,6 Km de vias compartilhadas (9,4%)
  • 18,7 Km de ciclofaixas (9%)
  • 11,7 Km de ciclorrotas (5,6%)
  • 1,5 Km sem caracterização (0,7%)

Desde o lançamento do plano, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), foram implementados outros 40,7 Km de novas estruturas cicloviárias, totalizando 249,2 Km em toda a cidade.

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Curta Curitiba Pedalando

Em seu site, o Instituto Municipal de Turismo oferece gratuitamente o guia Curta Curitiba Pedalando que traz quatro passeios com diferentes graus de dificuldade.

Todos os roteiros têm como ponto de partida o Passeio Público, no Centro, e o guia traz a distância para importantes pontos da cidade, como:

Roteiros para ciclistas em Curitiba

Conheça os quatro roteiros sugeridos pelo guia Curta Curitiba Pedalando, com algumas das atrações pelo caminho:

  • Roteiro Jardim Botânico (Nível I de dificuldade): 16,5 Km
    • Jardim Botânico
    • Bosque Capão da Imbuia
    • Museu de História Natural
    • Praça das Nações
  • Roteiro Parque Barigui (Nível II): 13,6 Km
  • Roteiro Parques e Bosques Norte (Nível III): 17,5 Km
  • Roteiro Parque Náutico Iguaçu/Jardim Botânico (Nível IV): 19,8 Km
    • Parque Náutico do Iguaçu (Zoológico)
    • Bosque Reinhard Maack
    • Jardim Botânico

Clique aqui e conheça a descrição detalhada dos quatro percursos.

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More perto de ciclovias em Curitiba

Morar na Capital Paranaense significa ter à sua disposição um alto nível de mobilidade urbana. E estar perto de ciclovias em Curitiba é ter uma opção a mais, e mais saudável, de se movimentar pela cidade. Com o bônus de ter um bom espaço para se exercitar pedalando ao ar livre. 

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Dúvidas mais comuns

Curitiba oferece seis tipos diferentes de estruturas cicloviárias: ciclovias (pistas separadas fisicamente dos automóveis e pedestres), ciclofaixas (pistas no mesmo sentido da via dos automóveis, separadas por pintura), ciclofaixas sobre calçadas (vias no nível das calçadas), vias compartilhadas (faixas preferenciais em vias lentas), ciclorrotas (percursos recomendados em vias de menor fluxo) e calçadas compartilhadas (estruturas junto ao espaço de pedestres). Todas essas estruturas estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro e são adaptadas conforme as particularidades de cada região da cidade.

Curitiba possui 249,2 km de estruturas cicloviárias em toda a cidade. Em novembro de 2019, a cidade contava com 208,5 km e tinha como meta chegar a 408 km até 2025. Desde então, foram implementados 40,7 km de novas estruturas cicloviárias, consolidando Curitiba como a segunda maior malha cicloviária do país.

De acordo com dados de 2019, as estruturas cicloviárias em Curitiba eram distribuídas da seguinte forma: 100,8 km de calçadas compartilhadas (48,3%), 31,1 km de ciclovias (14,9%), 25,1 km de ciclofaixas sobre calçada (12%), 19,6 km de vias compartilhadas (9,4%), 18,7 km de ciclofaixas (9%) e 11,7 km de ciclorrotas (5,6%). Essa distribuição reflete a estratégia de adaptação das estruturas às características de cada região da cidade.

O Instituto Municipal de Turismo oferece gratuitamente o guia 'Curta Curitiba Pedalando' com quatro roteiros de diferentes níveis de dificuldade, todos partindo do Passeio Público no Centro: Roteiro Jardim Botânico (Nível I, 16,5 km), Roteiro Parque Barigui (Nível II, 13,6 km), Roteiro Parques e Bosques Norte (Nível III, 17,5 km) e Roteiro Parque Náutico Iguaçu/Jardim Botânico (Nível IV, 19,8 km). Cada roteiro passa por importantes atrações turísticas e culturais da cidade.

Dentro do Jardim Botânico não é permitido usar bicicletas, mas há paraciclos disponíveis na entrada para estacionar as bicicletas. O Jardim Botânico é um dos principais pontos de interesse para ciclistas em Curitiba, estando a apenas 4 km do Passeio Público, ponto de partida dos roteiros recomendados.

Curitiba se tornou uma referência mundial em mobilidade urbana ao implementar, na década de 1970, um pioneiro sistema de ônibus expresso (BRT) chamado Rede de Transporte Integrado (RIT), que serviu de modelo para centenas de cidades pelo mundo. Essa tradição de inovação em transporte urbano se estende também ao desenvolvimento de uma extensa malha cicloviária que oferece aos moradores opções saudáveis e sustentáveis de mobilidade.

Curitiba oferece diversas atrações acessíveis de bicicleta a partir do Passeio Público: Jardim Botânico (4 km), Museu Oscar Niemeyer (2,1 km), Torre Panorâmica (3,1 km), Parque Barigui (5 km), Parque Tanguá (8 km) e Santa Felicidade (15 km). Esses pontos estão integrados aos roteiros sugeridos pelo guia 'Curta Curitiba Pedalando', permitindo que ciclistas combinem exercício físico com turismo cultural e lazer.

Os 120 quilômetros de malha cicloviária de Curitiba conectam a cidade de ponta a ponta, com ligações que vão do bairro Cachoeira no extremo Norte ao Pinheirinho no Sul, e do Capão da Imbuia no Leste ao Orleans no Oeste. Essa integração permite que ciclistas se desloquem pela cidade de forma segura e eficiente, consolidando Curitiba como uma das cidades mais acessíveis para o ciclismo no Brasil.


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