Vale a pena investir em fundos imobiliários? Veja quanto rendem os FIIs e se são melhores que os imóveis

Fundos imobiliários devem ganhar empurrãozinho da taxa Selic ainda em 2023; conheça vantagens e desvantagens dos FIIs

Por Redação - 22/07/2022 às 09:30
Atualizado: 25/04/2026 às 20:27
Imagem que ilustra matéria sobre comprar ou investir em fundos imobiliários mostra um homem sentado em frente a um computador com um café do lado esquerdo e um vaso de planta do lado direito.
  • Fundos imobiliários são ativos de renda variável que permitem investir em grandes empreendimentos imobiliários com baixo capital inicial e alta liquidez, gerando proventos isentos de imposto de renda.
  • Os FIIs sofrem forte oscilação de preço conforme variações da taxa Selic, inflação e condições de mercado, diferentemente de imóveis físicos que apresentam valorização mais estável no longo prazo.
  • Imóveis diretos valorizaram 145% entre 2009 e 2019, enquanto o índice Ifix de fundos imobiliários subiu apenas 6,17% de 2019 a 2022, indicando que a escolha entre ambos depende do perfil e objetivos do investidor.
Resumo supervisionado por jornalista.

Os fundos imobiliários se tornaram muito populares entre os investidores brasileiros, diante da sua praticidade, geração de renda, baixa exigência de capital e liquidez. Porém, os FIIs também pegaram muita gente com sua alta volatilidade. E a dúvida que fica é: vale a pena investir em fundos imobiliários?

Os FIIs são, inegavelmente, uma importante e confiável categoria de ativos no mercado brasileiro. Contudo, estão sujeitos a variações dependendo das condições de mercado e, por conta disso, não é recomendado que você concentre seu patrimônio neles.

Além disso, por mais que eles tenham lastro em grandes prédios corporativos, galpões logísticos e até mesmo shoppings, eles não são capazes de substituir totalmente a boa e velha compra direta de imóveis.

Neste texto, explicamos se vale a pena investir em fundos imobiliários, o que são FIIs, quanto rendem e se o cenário em 2023 está propício para este investimento.

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O que são FIIs? Entenda se vale a pena investir em fundos imobiliários

Os fundos imobiliários (FIIs) são produtos que permitem que investidores reúnam recursos para aplicar, geralmente, em grandes empreendimentos imobiliários, como prédios corporativos, galpões logísticos e shopping centers.

O investidor pode comprar cotas desses fundos na Bolsa de Valores, tornando-se, assim, dono de um pedacinho do FII.

Na modalidade mais tradicional, os “fundos de tijolos”, o fundo é dono dessas propriedades e obtém renda por meio da cobrança de aluguéis. As cotas também podem se valorizar ou desvalorizar conforme as flutuações de mercado.

Ao comprar uma cota de um fundo imobiliário, portanto, o investidor tem, na prática, o mesmo objetivo de quem compra um imóvel para aluguel: gerar renda recorrente, ao mesmo tempo em que protege o patrimônio principal.

A diferença é que os aluguéis são pagos em forma de proventos que “pingam” na conta, isentos de Imposto de Renda, enquanto o valor dos imóveis (pelo qual ele pode ser vendido) fica representado no preço da cota do fundo na bolsa.

Por se tratar de um mercado regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinculada ao governo federal, esse investimento possui um forte nível de regulamentação e pode ser considerado seguro em termos institucionais, o que não exclui os riscos de mercado.

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Vale a pena investir em FIIs? Confira vantagens e desvantagens

O investimento em fundos imobiliários está se tornando cada vez mais popular no Brasil. Em janeiro deste ano, segundo a B3, a bolsa brasileira, mais de 2 milhões de investidores pessoa física investiam em fundos imobiliários no Brasil. Em 2017, esse número não chegava a 100 mil.

Embora esse investimento traga uma série de benefícios, ele também contém riscos importantes de serem ponderados. Abaixo, separamos algumas vantagens e desvantagens:

Vantagens de investir em FIIs

  1. Baixo valor para começar: as cotas de fundos imobiliários são bem baratinhas. Uma cota do MXRF11, por exemplo, o mais popular da bolsa, é negociada na casa dos R$ 10,80. Além de ser acessível, esse baixo valor permite que o investidor não comprometa grande parte do seu patrimônio, diversificando entre categorias e até mesmo entre diferentes FIIs;
  2. Alta liquidez: por ser negociado em bolsa de valores, as cotas de fundos imobiliários podem ser vendidas facilmente, embora os valores estejam sujeitos às osiclações de mercado;
  3. Isenção de impostos: os proventos recebidos dos FIIs não pagam imposto de renda, mas o ganho de capital com a venda das cotas, sim.

Leia mais: Liquidez – Confira os imóveis que alugam mais rápido

Desvantagens de investir em FIIs

  1. Forte oscilação: os fundos imobiliários são enquadrados dentro da categoria de renda variável, ou seja, seu retorno depende de uma série de fatores e condições de mercado. Taxa de juros (Selic), inflação e PIB, bem como situações específicas de inquilinos, podem fazer o preço das cotas oscilar e até mesmo derreter – mas também possibilitam altas valorizações;
  2. Precificação do mercado: como são negociados em bolsa, os fundos imobiliários são ativos precificados diariamente pelo mercado. Isso reduz as oportunidades de encontrar grandes pechinchas;
  3. Poder de decisão e taxas: todas as decisões relativas aos imóveis dos FIIs ficam a cargo dos gestores do fundo, que também levam uma parte da rentabilidade para sua própria remuneração.
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Quanto rende investir R$ 1.000 em fundos imobiliários?

Não é simples definir quando rende o investimento em fundos imobiliários. Como já explicamos, essa categoria se trata de renda variável e, portanto, oscila.

Mas para ilustrar, vamos tomar como exemplo o MXRF11, fundo mais popular da bolsa. Nos últimos 12 meses, segundo o Status Invest, o FII pagou 12% em proventos, o que dá cerca de 1% ao mês.

Logo, R$ 1.000 investidos representariam um retorno mensal de R$ 10. Em um ano, a cota também se valorizou em em 11,23%, o que daria um ganho de R$ 9,36 por mês.

Vale a pena investir em FIIs em 2023, com a Selic a 13,75%?

Bem, mas se os fundos imobiliários dependem muito das condições de mercado, quais são elas agora?

Podemos afirmar que a principal variável que interfere, mas de maneira inversa, ao desempenho dos FIIs, são os juros.

Neste momento, o Brasil está com juros altos, com a taxa Selic em 13,75% ao ano, o que penaliza ativos de risco, como os fundos imobiliários. A tendência, contudo, é a de que, nos próximos meses, os juros comecem a cair.

Em tese, isso seria bom para o desempenho dos fundos imobiliários. Apenas as expectativas de redução já trouxeram uma valorização importante para os FIIs neste ano. O desempenho do Ifix, principal índice da categoria, em 2023, registra alta de 8,47% no ano. Portanto, com a expectativa de queda, a tendência é a de que os FIIs, de maneira geral, performem bem daqui para a frente.

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Fundos imobiliários ou imóveis: o que é melhor?

É comum que seja feita a oposição entre investimento direto em imóveis e em fundos imobiliários, já que os FIIs possuem elementos em comum com o investimento mais tradicional do país, como o lastro em propriedades físicas e a geração de renda passiva.

Quem compra imóveis, por exemplo, embora precise dispor de um alto valor e muitas vezes não consiga vender de imediato, tende a desfrutar de uma valorização mais alta no longo prazo e está mais protegido das oscilações.

Entre 2009 e 2019, por exemplo, as propriedades pessoais subiram 145%, sem considerar a rentabilidade dos aluguéis. De 2019 a 2022, a média da alta foi de 33,5%, segundo dados da Abrainc.

Já o Ifix, principal índice que mede a valorização dos fundos imobiliários, subiu apenas 6,17% nos últimos no mesmo período, de acordo com o Google Finance, embora, como já mostramos, viva um bom 2023.

Cada maneira de se expor ao mercado imobiliário tem seus prós e contras e, naturalmente, a escolha do que é “melhor” depende dos objetivos e das condições de cada investidor.

Nada impede, contudo, que a mesma pessoa invista nas duas modalidades ou então, enquanto está num processo de construção de patrimônio, opte pelos FIIs e, quando já estiver mais consolidado, passe a optar pela compra direta dos imóveis.

Neste último caso, o ideal para aproveitar todas as benesses da compra sem grandes burocracias e contar com a parceria de uma plataforma imobiliária de sucesso como o QuintoAndar.

Assim, além de todo um suporte administrativo para simplificar a vida do investidor, evitar a vacância e rentabilizar seu imóvel, você conta com a maior exposição do país e até mesmo a garantia do aluguel em caso de inadimplência.

Isso sem falar que, diante da alta capilaridade do QuintoAndar, a plataforma é capaz de fechar negócios de maneira mais rápida, o que reduz uma das principais desvantagens do imóvel físico, que é a falta de liquidez.

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Dúvidas mais comuns

Fundos imobiliários são produtos de investimento que permitem que investidores reúnam recursos para aplicar em grandes empreendimentos imobiliários, como prédios corporativos, galpões logísticos e shopping centers. O investidor compra cotas do fundo na Bolsa de Valores, tornando-se dono de uma fração do fundo. Nos fundos de tijolos, o fundo é proprietário dos imóveis e obtém renda através da cobrança de aluguéis, que são distribuídos aos cotistas como proventos isentos de Imposto de Renda.

O rendimento varia conforme o fundo e as condições de mercado, já que FIIs são ativos de renda variável. Tomando como exemplo o MXRF11, o fundo mais popular da bolsa, nos últimos 12 meses pagou 12% em proventos (cerca de 1% ao mês), o que representaria R$ 10 de retorno mensal em um investimento de R$ 1.000. Além disso, a cota também se valorizou em 11,23% no período, gerando um ganho adicional de aproximadamente R$ 9,36 por mês.

Os fundos imobiliários oferecem várias vantagens: baixo valor para começar (cotas custam em torno de R$ 10), permitindo diversificação sem comprometer grande parte do patrimônio; alta liquidez, pois são negociados em bolsa e podem ser vendidos facilmente; e isenção de Imposto de Renda sobre os proventos recebidos. Além disso, permitem acesso a grandes empreendimentos imobiliários com pouco capital inicial.

Os FIIs apresentam desvantagens significativas: forte oscilação de preço, pois são ativos de renda variável sujeitos a flutuações de mercado causadas por taxa de juros, inflação, PIB e situações específicas de inquilinos; precificação diária pelo mercado, reduzindo oportunidades de encontrar boas oportunidades; e falta de poder de decisão, já que todas as decisões sobre os imóveis ficam a cargo dos gestores do fundo, que também cobram taxas pela sua remuneração.

Os juros têm uma relação inversa com o desempenho dos FIIs. Quando os juros estão altos, como estava a Selic em 13,75% ao ano, isso penaliza ativos de risco como os fundos imobiliários, pois investidores preferem aplicações de renda fixa com menor risco. Quando há expectativa de queda dos juros, os FIIs tendem a se valorizar, como ocorreu em 2023, quando o Ifix registrou alta de 8,47% no ano.

Não existe uma resposta única, pois cada modalidade tem prós e contras. Imóveis diretos tendem a oferecer valorização maior no longo prazo (entre 2009 e 2019 subiram 145%) e maior proteção contra oscilações, mas exigem alto capital inicial e têm baixa liquidez. FIIs oferecem menor capital inicial, maior liquidez e isenção de IR nos proventos, mas sofrem mais com volatilidade de mercado. A escolha depende dos objetivos e condições de cada investidor, sendo possível investir nas duas modalidades simultaneamente.

Os FIIs podem ser considerados seguros em termos institucionais, pois o mercado é regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinculada ao governo federal, garantindo forte nível de regulamentação. Porém, isso não exclui os riscos de mercado. Os FIIs estão sujeitos a variações dependendo das condições de mercado, portanto não é recomendado concentrar todo o patrimônio neles. Eles devem fazer parte de uma carteira diversificada de investimentos.

Em 2023, o cenário era favorável para FIIs devido à expectativa de queda dos juros. Com a Selic em 13,75% ao ano, os FIIs estavam penalizados, mas as expectativas de redução de juros já trouxeram valorização importante. O Ifix, principal índice da categoria, registrou alta de 8,47% no ano. A tendência era de que os FIIs performassem bem nos meses seguintes, conforme os juros começassem a cair, tornando o investimento mais atrativo.


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