Crise hídrica e energética: conheça algumas dicas importantes para economia de água e luz em condomínios

Condomínios e moradores podem contribuir com medidas simples para lidar com a situação crítica em que vivemos

Por 458573 - 07/01/2022 às 12:34
Atualizado: 25/04/2026 às 20:17
Foto que ilustra matéria sobre crise hídrica e energética em condomínios mostra duas mãos se lavando em uma pia
  • Condomínios sem hidrômetros individualizados apresentam maior desperdício de água porque faltam incentivos para economia individual das famílias.
  • Pesquisa do SíndicoNet revela que 52% dos condomínios brasileiros não adotaram medidas para reduzir consumo de água e luz, enquanto 66% carecem de medidores individualizados.
  • A implementação de campanhas de conscientização, inspeção de vazamentos, hidrômetros e energia fotovoltaica são estratégias viáveis para condomínios enfrentarem a crise hídrica e energética atual.
Resumo supervisionado por jornalista.

A atual crise hídrica já é considerada uma das mais intensas da história do país em quase um século. Com o nível dos reservatórios cada vez mais baixos por conta da quantidade insuficiente de chuvas, outro desdobramento também é realidade: a crise energética e o risco de apagão. 

Diante desse cenário, uma constatação é emergencial: os condomínios sem hidrômetros individualizados são vilões no consumo e na economia de água – já que, em muitos casos, não há comprometimento e engajamento individual das famílias. Diante desse cenário, vale ressaltar que as atitudes de moradores e inquilinos são fundamentais para combater a falta de água. Confira, mais adiante, o que fazer para economizar água em condomínios.

A situação crítica também atingiu a conta de luz e a crise energética também já é uma ameaça real. Somado a isso, uma pesquisa do SíndicoNet mostra que mais da metade dos condomínios do país ainda não adotaram medidas para reduzir o consumo de água e luz. 

Por essas razões, listamos aqui dicas básicas de conscientização que, se aplicadas, podem aliviar o bolso e também resgatar o senso de comunidade:

  • Tome banhos mais curtos
  • Conserte vazamentos internos
  • Ensaboe toda a louça antes de enxaguá-la
  • Não use o vaso sanitário como lixeira. Aperte apenas uma vez a descarga
  • Evite lavar o carro ou lave com balde
  • Lave roupa uma vez por semana
Foto de uma mulher de costas tomando banho para ilustrar uma das dicas para amenizar a crise hídrica e energética que estamos vivendo que é tomar banhos mais curtos

Pesquisa SíndicoNet: Crise hídrica e energética

Confira mais detalhes da pesquisa que ouviu mais de 2 mil síndicos de todo o país:

  • 48% informaram que tomaram alguma medida para economizar água ou luz
  • 52% não aplicaram nenhuma medida 
  • 18% não adotaram nenhuma ação, mas estão providenciando

Ainda segundo o SíndicoNet, 66% dos condomínios ouvidos em todo o Brasil não possuem hidrômetros para medição de água individualizada. Além disso, 75% não têm geradores de energia elétrica, 3% pretendem adquirir e apenas 21% possuem o equipamento.

Leia também: Área comum do condomínio, regras que você deve conhecer

Hidrômetros

Por outro lado, para combater a crise hídrica e energética, a pesquisa mostra que muitos já estão ou pretendem tomar medidas sobre o uso racional de água e de energia elétrica, como por exemplo:

  • Campanhas de conscientização (40% dos condomínios)
  • Inspeção contra vazamentos (35%)
  • Instalação de hidrômetros (33%)
  • Poço artesiano (12%)* – *importante respeitar as diretrizes técnicas, seguir as leis e garantir a preservação de recursos naturais
  • Reaproveitamento de água da chuva (22%)
  • Reuso de água (17%)

Energia elétrica

Com relação ao uso consciente de energia elétrica, a amostra diz que 12% dos condomínios já possuem ou pretendem fazer a instalação de energia fotovoltaica (ou usam painéis solares). Outras medidas identificadas na pesquisa são:

  • Troca de lâmpadas fluorescentes pelas de LED (89%)
  • Reforma na parte elétrica (32%)
  • Elevadores e equipamentos mais modernos (23%)
  • Sensores de presença (78%)

Por fim, ainda segundo a pesquisa do SíndicoNet, boa parte dos condomínios têm sistema de captação de água da chuva, mas não reaproveitam a água. Nesses casos, os empreendimentos já são construídos para ter esse tipo de reservatório, contudo, não reaproveitam a água pois a implementação do sistema não é tão simples de ser feita. Nesse sentido, o levantamento do SíndicoNet mostra que:

  • 16% dos condomínios já reaproveitam a água da chuva
  • 51% não reaproveitam essa água
  • 15% desconheciam essa possibilidade
  • 18% não sabiam, mas têm interesse em reaproveitar a água da chuva

De acordo com a Sabesp, por enquanto, não há risco de desabastecimento de água na região metropolitana da capital paulista e Grande São Paulo, mas em nota enviada à imprensa, a empresa destaca a necessidade do uso consciente da água a fim de amenizar a crise hídrica e energética. “Neste momento de estiagem, a queda no nível das represas é esperada e a projeção da Sabesp aponta níveis satisfatórios para os próximos meses, até 2022”.

A pesquisa do SindicoNet foi realizada nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.



 (*) O SíndicoNet (https://www.sindiconet.com.br/) é a principal plataforma de conteúdo, capacitação e serviços referência para síndicos, condomínios e administradoras condominiais do país. A companhia oferece também cursos de capacitação de síndicos com a plataforma ‘SíndicoNet Experts’, e o portal ‘SíndicoNet CoteiBem’, marketplace para cotação de serviços de todos os tipos para condomínios com mais de 5.000 fornecedores em mais de 200 cidades do país, cadastrados e avaliados por síndicos e administradoras de condomínios. Mensalmente, a página do SíndicoNet registra mais de 1,2 milhão de visitas. Fundado em 1996, o SíndicoNet foi adquirido pelo QuintoAndar em 2020, mas mantém sua operação independente e focada em fortalecer o ecossistema condominial do país. Para mais informações, acesse: www.sindiconet.com.br e www.coteibem.com.br

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Dúvidas mais comuns

Condomínios sem hidrômetros individualizados são vilões no consumo de água porque não há comprometimento e engajamento individual das famílias. Quando o consumo não é medido individualmente, os moradores não têm incentivo para economizar, já que o custo é dividido entre todos. Segundo pesquisa do SíndicoNet, 66% dos condomínios brasileiros não possuem hidrômetros para medição individualizada de água.

As medidas mais simples incluem: tomar banhos mais curtos, consertar vazamentos internos, ensaboe toda a louça antes de enxaguá-la, não usar o vaso sanitário como lixeira, apertar a descarga apenas uma vez, evitar lavar o carro ou lavar com balde, e lavar roupa uma vez por semana. Essas ações, se aplicadas por todos os moradores, podem aliviar significativamente o bolso e contribuir para combater a crise hídrica.

O chuveiro elétrico é o maior vilão da conta de energia, pois consome muita energia de uma vez, é usado diariamente e geralmente no horário de pico. Para economizar, recomenda-se tomar banhos de até 10 minutos. Além disso, a pesquisa do SíndicoNet mostra que 89% dos condomínios já trocaram ou pretendem trocar lâmpadas fluorescentes por LED, uma medida eficaz de economia.

Segundo pesquisa do SíndicoNet com mais de 2 mil síndicos, apenas 48% dos condomínios tomaram alguma medida para economizar água ou luz, enquanto 52% não aplicaram nenhuma medida. Além disso, 75% dos condomínios não possuem geradores de energia elétrica, e apenas 21% têm esse equipamento. Essa situação mostra que ainda há muito a avançar na adoção de práticas sustentáveis.

O reaproveitamento de água da chuva é uma estratégia importante, mas ainda pouco utilizada. Segundo a pesquisa do SíndicoNet, apenas 16% dos condomínios reaproveitam essa água, 51% não reaproveitam, 15% desconheciam essa possibilidade e 18% têm interesse mas não sabem como implementar. Muitos condomínios já possuem sistemas de captação construídos, mas não os utilizam porque a implementação do reuso não é tão simples.

As medidas mais adotadas incluem: troca de lâmpadas fluorescentes por LED (89% dos condomínios), instalação de sensores de presença (78%), reforma na parte elétrica (32%), elevadores e equipamentos mais modernos (23%), e energia fotovoltaica ou painéis solares (12%). Essas ações demonstram o compromisso dos condomínios com o uso racional de energia elétrica.

As principais medidas estruturais incluem: campanhas de conscientização (40% dos condomínios), inspeção contra vazamentos (35%), instalação de hidrômetros (33%), reaproveitamento de água da chuva (22%), reuso de água (17%) e poços artesianos (12%, respeitando diretrizes técnicas e leis ambientais). Essas ações combinadas podem reduzir significativamente o consumo de água nos condomínios.

A inclusão de água e luz na taxa de condomínio varia de acordo com o regimento de cada condomínio. Em alguns casos, esses serviços podem estar incluídos na taxa condominial, enquanto em outros, os moradores são responsáveis por pagar diretamente por seu consumo. É importante verificar o contrato e o regimento interno do seu condomínio para esclarecer essa questão.


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