Obras em apartamento: como funcionam as regras para iniciar uma reforma

Saiba como funciona a NBR 16.280, norma da ABNT que garante a saúde estrutural dos edifícios e trata de obras em apartamento.

Por 458573 - 19/07/2021 às 11:34
Atualizado: 12/09/2024 às 11:45
Um encanador de macacão ajoelha-se no chão de um banheiro consertando canos embaixo da pia durante uma reforma em apartamento, cercado por ferramentas, uma caixa de ferramentas e um balde preto. A luz do sol entra por uma janela ao fundo.
  • A norma ABNT NBR 16.280 obriga proprietários a comunicar reformas ao síndico com documentação técnica assinada por engenheiro ou arquiteto responsável pela obra.
  • Desabamentos de edifícios como o Champlain Towers South em Miami evidenciaram que obras irregulares e sem supervisão técnica comprometem a integridade estrutural de prédios verticais.
  • Síndicos devem analisar a ART/RRT, verificar conformidade do plano de reforma com a norma e aplicar penalidades previstas em lei ou convenção caso detectem irregularidades na execução.
Resumo supervisionado por jornalista.

Se você está pensando em fazer aquela reforma dos sonhos para mudar o estilo do seu apartamento ou até mesmo uma simples obra de reparo na unidade em que você mora, temos uma dica importante: é preciso comunicar o seu síndico e, principalmente, seguir a norma NBR 16.280, da ABNT, que trata de reformas em unidades condominiais e também nas áreas comuns de edificações brasileiras. Veja neste conteúdo como as obras em apartamento devem ser tratadas segundo a norma.

Qualquer alteração feita nas edificações – inclusive as realizadas dentro das unidades – deve ser  comunicada ao síndico. A norma vale para condomínios verticais e também tem como objetivo mudar a cultura de que a contratação de um bom pedreiro não ocasiona problemas para a estrutura do condomínio e não coloca a vida dos moradores em risco.

Regras para obras em apartamentos

Essa necessidade ganha força justamente após seguidos casos de desabamentos de prédios verticais no Brasil e no mundo. Exemplo disso é o edifício Champlain Towers South, localizado à beira-mar de Miami, que iniciou o seu desabamento parcial em Junho de 2021 e, um mês depois, teve a outra parte demolida de forma controlada antes da chegada da tempestade Elsa.

Neste caso de Miami, para a maioria dos especialistas, uma combinação de fatores pode ter causado o acidente e varia desde problemas estruturais do edifício (que tinha 40 anos), assim como construções irregulares.

O que é e como funciona a norma ABNT NBR 16.280


Em toda e qualquer obra ou reforma realizada dentro dos apartamentos, é responsabilidade do inquilino ou responsável legal (proprietário) do apartamento realizar a formalização de uma documentação para  fornecer ao síndico o conhecimento sobre a execução da obra. Essa documentação é válida para obras como pintura e restaurações ou impermeabilização, entre outras necessidades.

Para executar uma reforma dentro de uma unidade em edificação, é necessário:

  •  Apresentar ao síndico um plano de reforma detalhado contendo a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica), assinado pelo engenheiro ou arquiteto responsável pela obra, e tudo que será alterado dentro da unidade;

  • Detalhar os materiais que serão utilizados e até das ferramentas, caso sejam de impacto, como um martelete elétrico, além de lista com os dados dos funcionários que participarão do trabalho.

Veja detalhadamente como funciona um plano de reforma.

As responsabilidades dos moradores, inquilinos, proprietários e síndicos em uma reforma de apartamento


Moradores, inquilinos e proprietários nas obras em apartamento

  • O proprietário ou morador é responsável pela contratação de um profissional habilitado, que deve ser o responsável técnico pelas alterações executadas no local e por cumprir o plano de reforma, e todas as regras internas que possam impactar no bem-estar e segurança das pessoas, sistemas e da edificação como um todo.
  • A responsabilidade pelos documentos e pela reforma em si é do morador, inquilino ou proprietário que executa a alteração em sua unidade, e do arquiteto ou engenheiro que assina o RRT ou a ART da obra.

Síndicos nas obras em apartamento

  • O fundamental para o síndico se precaver é prestar bastante atenção à ART/RRT, além, é claro, de analisar o plano de reforma.
  • Também ao síndico, cabe cobrar, checar se toda a documentação foi entregue e guardar os documentos, além de ficar atento para que se execute o que foi previamente combinado, seguindo a análise técnica do especialista contratado para a segurança necessária.
  • Continua sendo dever do síndico avaliar o plano de reforma das unidades privativas e, caso se verifique algum problema, tomar medidas que, mesmo não previstas na norma da ABNT, são previstas em lei ou na convenção (como multa).

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Dúvidas mais comuns

Sim, é permitido fazer reforma em apartamento, mas é fundamental seguir a norma NBR 16.280 da ABNT e comunicar o síndico sobre qualquer alteração. É necessário apresentar um plano de reforma detalhado com a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) assinado por um engenheiro ou arquiteto responsável, além de detalhar os materiais, ferramentas e dados dos funcionários que participarão do trabalho.

A norma NBR 16.280 é a regulamentação da ABNT que trata de reformas em unidades condominiais e áreas comuns de edificações brasileiras. Seu objetivo é garantir a saúde estrutural dos edifícios e mudar a cultura de que a contratação de um bom pedreiro não ocasiona problemas para a estrutura do condomínio. A norma se aplica a condomínios verticais e foi criada após casos de desabamentos de prédios no Brasil e no mundo.

O proprietário ou morador é responsável pela contratação de um profissional habilitado que assine a ART ou RRT, pelo cumprimento do plano de reforma e por seguir todas as regras internas que impactem no bem-estar e segurança das pessoas, sistemas e da edificação. A responsabilidade pelos documentos e pela reforma em si recai sobre o morador, inquilino ou proprietário que executa a alteração, bem como sobre o arquiteto ou engenheiro que assina a documentação técnica.

O síndico deve prestar atenção à ART/RRT, analisar o plano de reforma, cobrar e verificar se toda a documentação foi entregue, guardar os documentos e ficar atento para que se execute o que foi previamente combinado. Também é dever do síndico avaliar o plano de reforma das unidades privativas e, caso se verifique algum problema, tomar medidas previstas em lei ou na convenção, como aplicação de multas.

Para executar uma reforma dentro de uma unidade em edificação, é necessário apresentar ao síndico um plano de reforma detalhado contendo a ART ou RRT assinado pelo engenheiro ou arquiteto responsável. O plano deve detalhar tudo que será alterado dentro da unidade, os materiais que serão utilizados, ferramentas de impacto (como martelete elétrico) e uma lista com os dados dos funcionários que participarão do trabalho.

Comunicar o síndico é importante porque qualquer alteração feita nas edificações, inclusive as realizadas dentro das unidades, deve ser formalizada e documentada. Isso garante a segurança estrutural do condomínio, protege a vida dos moradores e evita problemas legais. A norma NBR 16.280 foi criada justamente após casos de desabamentos de prédios verticais, como o do edifício Champlain Towers South em Miami, que teve problemas estruturais e construções irregulares.

A ordem para reformar um apartamento começa com a comunicação ao síndico, seguida pela contratação de um profissional habilitado (engenheiro ou arquiteto). Em seguida, é necessário elaborar um plano de reforma detalhado com a ART ou RRT, detalhar os materiais e ferramentas a serem utilizados, listar os dados dos funcionários envolvidos e, por fim, executar a obra conforme o plano aprovado e as normas da ABNT NBR 16.280.

Em média, a reforma de um apartamento de 50 m² pode variar entre R$ 70 mil e R$ 170 mil, dependendo do padrão de acabamento. Para apartamentos de 70 m², o custo costuma variar entre R$ 100 mil e R$ 240 mil, enquanto imóveis de 100 m² podem exigir investimento entre R$ 140 mil e R$ 350 mil quando a reforma é completa.


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