Aluguel residencial acumula queda de 5,27% em São Paulo e 3,66% no Rio em 12 meses

As informações fazem parte do Índice QuintoAndar de janeiro de 2021, que aponta também que a diferença entre preços de contratos versus o registrado nos anúncios se mantém acima de 10% nas duas capitais

Por Redação - 04/02/2021 às 13:40
Atualizado: 05/11/2024 às 18:27
Índice QuintoAndar de Janeiro
  • O aluguel residencial acumula queda de 5,27% em São Paulo e 3,66% no Rio de Janeiro nos últimos 12 meses, conforme o Índice QuintoAndar de janeiro de 2021.
  • A diferença entre preços anunciados e valores efetivamente contratados atinge 11,05% em São Paulo e 14,18% no Rio, indicando resistência do mercado à recuperação de preços.
  • A retomada de preços entre dezembro e janeiro permanece insuficiente para reverter quedas acumuladas, sugerindo que a estabilização do mercado de aluguel residencial ainda demandará tempo.
Resumo supervisionado por jornalista.

O valor médio do aluguel residencial por metro quadrado em São Paulo aumentou 1,25% entre dezembro de 2020 e o primeiro mês deste ano, conforme aponta o Índice QuintoAndar de janeiro de 2021. Feito mensalmente pelo QuintoAndar, o levantamento mostrou, no entanto, que no acumulado dos últimos 12 meses o aluguel apresenta baixa de 5,27% na Capital Paulista. Já no Rio de Janeiro, as variações mensal e no acumulado continuam em queda: 0,19% e 3,66%, respectivamente.

Índice QuintoAndar de janeiro de 2021

Levando em consideração preços efetivamente usados em contratos fechados, o Índice QuintoAndar de Aluguel mais precisos que os valores de aluguel. O indicador aponta, inclusive, a distância entre as médias de preços dos anúncios e os realmente utilizados nos aluguéis. Em São Paulo, a diferença foi de 11,05% e, no Rio de Janeiro, de 14,18% no primeiro mês do ano.

“A recuperação dos preços entre dezembro e janeiro em São Paulo ainda é pequena para reverter a queda no acumulado do ano. Sendo que, no Rio, o início dessa retomada ainda não aconteceu”, diz Fernando Paiva, Head de Dados do QuintoAndar. “As diferenças entre os preços de anúncio e os de contrato, de mais de 11% em São Paulo e 14% no Rio, indicam que uma recuperação mais forte ainda deve demorar um pouco mais.”

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Índice QuintoAndar de Aluguel de dezembro de 2020

Dados de São Paulo

Em São Paulo, o bairro que mais se valorizou entre dezembro e janeiro foi o Jardim São Savério, seguido pela Vila Carrão e pelo Portal do Morumbi. Já as maiores quedas nesse intervalo foram na Vila Nova Conceição, Santo Amaro e Centro. Entre os bairros com metro quadrado de aluguel mais caro na cidade estão, Vila Olímpia, Pinheiros e Santo Amaro. Apesar da baixa de preço entre dezembro e janeiro, a Vila Nova Conceição continua entre os 10 bairros mais caros da cidade.

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Em relação ao tamanho, o Índice QuintoAndar de janeiro aponta que o preço do aluguel por metro quadrado dos imóveis de três quartos em São Paulo caiu 0,33% em janeiro, em comparação com dezembro. No mesmo período, houve alta de 0,67% e 1,42% nos preços médios de aluguel dos imóveis de 1 e 2 dormitórios, respectivamente.

Dados do Rio de Janeiro

A maior alta de aluguel por metro quadrado no Rio foi no bairro Taquara, na Zona Oeste, seguido por Leblon e Recreio. Já as maiores retrações vieram de Santa Tereza, Lagoa e Laranjeiras. Na lista de mais caros da cidade, aparecem Ipanema, Leblon e Flamengo.

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Os imóveis de até um dormitório tiveram baixa de 0,62% no preço médio de aluguel por metro quadrado, enquanto unidades maiores, de 2 e 3 quartos tiveram alta de 0,64% e 0,34% em relação a dezembro.

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Dúvidas mais comuns

O Índice QuintoAndar de Aluguel é um levantamento mensal que acompanha a variação dos preços de aluguel residencial por metro quadrado em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Diferentemente de outras métricas, ele utiliza preços efetivamente usados em contratos fechados, oferecendo dados mais precisos que os valores de anúncios publicados.

De acordo com o Índice QuintoAndar de janeiro de 2021, o aluguel residencial em São Paulo acumulou uma queda de 5,27% nos últimos 12 meses. Apesar de ter havido um aumento de 1,25% entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, essa recuperação foi insuficiente para reverter a tendência de queda no período analisado.

No Rio de Janeiro, o aluguel apresentou quedas tanto na variação mensal quanto no acumulado de 12 meses. Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, houve uma queda de 0,19%, e no acumulado dos últimos 12 meses, a redução foi de 3,66%, indicando uma retração mais moderada comparada a São Paulo.

Existe uma diferença significativa entre os valores anunciados e os efetivamente utilizados nos contratos de aluguel. Em São Paulo, essa diferença foi de 11,05% em janeiro de 2021, enquanto no Rio de Janeiro foi de 14,18%. Essas diferenças indicam que os inquilinos conseguem negociar valores menores que os inicialmente anunciados pelos proprietários.

Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, os bairros que mais se valorizaram em São Paulo foram Jardim São Savério, Vila Carrão e Portal do Morumbi. Por outro lado, as maiores quedas ocorreram em Vila Nova Conceição, Santo Amaro e Centro, apesar de Vila Nova Conceição continuar entre os 10 bairros mais caros da cidade.

O tamanho do imóvel tem impacto direto nos preços de aluguel. Em janeiro de 2021, imóveis de três quartos em São Paulo tiveram queda de 0,33%, enquanto imóveis de 1 e 2 dormitórios apresentaram altas de 0,67% e 1,42%, respectivamente, indicando que apartamentos menores tiveram melhor desempenho no período.

Um método comum para calcular o valor do aluguel é usar um percentual do valor de venda do imóvel, que geralmente varia entre 0,5% e 1% do valor de mercado, dependendo de fatores como localização e demanda. Além disso, é importante considerar o preço por metro quadrado da região, que varia conforme o bairro e as características do imóvel.

Os bairros mais caros para alugar no Rio de Janeiro são Ipanema, Leblon e Flamengo. No período analisado, Leblon e Recreio tiveram as maiores altas de aluguel por metro quadrado, enquanto Santa Tereza, Lagoa e Laranjeiras apresentaram as maiores retrações de preço.


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