Como se organizar financeiramente para comprar um imóvel para investir ou morar

Alto valor agregado exige um planejamento especial antes de entrar no mercado imobiliário. Conheça as principais estratégias

Por Redação - 29/08/2022 às 13:26
Atualizado: 15/04/2025 às 10:56
Foto que ilustra matéria sobre como se organizar financeiramente para comprar imóvel mostra um relógio ao lado de um pilha de moedas e uma casinha de brinquedo de madeira
  • Apenas 45% dos brasileiros que desejam comprar imóvel possuem planejamento financeiro, enquanto 70% dos que não desejam apontam falta de recursos como principal motivo.
  • O financiamento imobiliário é escolhido por 52% dos interessados por ser mais rápido que poupança, mas exige comprometer no máximo 30% da renda mensal com a dívida.
  • Imóveis com contrato de aluguel vigente permitem ao investidor ter retorno imediato e previsibilidade, evitando custos de vacância e falta de rentabilidade durante período sem inquilino.
Resumo supervisionado por jornalista.

Seja pela conquista da casa própria ou pela possibilidade de investir em ativos sólidos e seguros, que se valorizam ao longo do tempo e ainda podem gerar renda mensal, adquirir imóveis é um sonho muito recorrente entre os brasileiros, nas mais diversas etapas da vida.

De acordo com o Censo QuintoAndar, estudo realizado pela maior plataforma de moradia da América Latina em parceria com o instituto Datafolha, 87% dos brasileiros consideram a compra da casa como um sonho.

O principal impeditivo para a realização desse sonho, contudo, é a questão financeira. Ainda segundo o Censo QuintoAndar, apenas 45% dos que desejam adquirir imóveis possuem um planejamento a respeito de como pagá-lo.

O dado é ainda mais alarmante quando analisadas as pessoas que não desejam adquirir imóveis: o principal motivo de 70% desse grupo é justamente a falta de recursos financeiros.

Neste artigo, tratamos das principais dificuldades em se planejar para comprar um imóvel, bem como de possíveis estratégias de como se organizar financeiramente para alcançar esse objetivo.

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Por que comprar um imóvel exige tanto planejamento?

A resposta para essa pergunta à primeira vista pode parecer óbvia. O principal motivo que dificulta a compra de um imóvel é o alto valor agregado de casas e apartamentos, o que os torna, na maioria dos casos, o principal investimento de pessoas e famílias.

Entretanto, há uma série de outros fatores que precisam ser levados em conta. Da parte do investidor, por exemplo, a decisão de investir em um imóvel pode representar uma concentração de boa parte do patrimônio. Além disso, imóveis são ativos pouco líquidos, ou seja, que você não consegue transformar em dinheiro de uma hora para a outra.

Isso exige que, para o investidor, tão relevante quanto planejar como pagar pela compra de um imóvel é considerar como equilibrar seus investimentos, precavendo-se para eventuais necessidades de caixa.

Por outro lado, mais do que um investimento, os imóveis são ativos que suprem uma necessidade básica, que é a moradia. Assim, o custo com financiamentos ou aluguel deve ser levado em conta no momento de se planejar.

Outro ponto de atenção é relativo ao custo efetivo total da compra. Adquirir um imóvel envolve despesas extras ao valor do próprio imóvel, como taxas e encargos, além das regras de reajustes das parcelas de um financiamento. Portanto, é preciso ter as contas bem definidas e, se necessário, contar com ajuda especializada.

Leia também: Compra de imóvel: quais os principais custos envolvidos e como se planejar financeiramente para eles

Financiamento e pagamento à vista: como adotar as principais estratégias para comprar um imóvel

Os dois principais métodos usados para levantar dinheiro antes de comprar um imóvel são o financiamento imobiliário e a poupança para realizar a compra à vista.

Cada um desses métodos tem características que podem torná-lo mais ou menos vantajoso para o comprador, mas ambos também podem se tornar menos onerosos dependendo do plano seguido em cada situação.

Financiamento

O financiamento imobiliário é uma alternativa mais rápida se comparada ao esforço de juntar dinheiro por anos para adquirir um imóvel. É a intenção de 52% dos interessados, segundo o Censo QuintoAndar.

Essa comodidade, contudo, tem um preço: uma dívida onerosa que irá abocanhar uma boa parte da renda do comprador ao longo dos anos.

Apesar de não parecer ser inteligente financeiramente em um primeiro momento, o financiamento pode ser oportuno dependendo dos juros contratados.

Para quem quer um imóvel para morar, é a chance de se livrar do pagamento do aluguel em busca de ter seu próprio patrimônio. Já para quem deseja investir, é uma boa oportunidade para ter um ativo para alugar e ajudar a pagar o próprio financiamento.

Leia também:  Vendo ou alugo? Descubra o que é melhor para quem investe

Nesses casos, é importante comparar o aluguel não só com a parcela em si, mas com a incidência de juros (que é o dinheiro que está sendo “perdido” para o banco).

Outro ponto importante é o custo de oportunidade de amortizar o principal do imóvel, em relação a aplicações financeiras tradicionais e seguras, como o Tesouro Selic.

Em termos de preparação, existem quatro passos essenciais:

  1. Guardar um bom montante, usado para dar entrada ou amortizar o máximo possível do imóvel. De preferência, esse montante principal precisa estar investido em boas aplicações, que estejam alinhadas com o prazo em que pretende-se comprar o imóvel, bem como com um baixo nível de risco. E boas aplicações no plural: não guarde todos os ovos na mesma cesta!
  2. Ajustar a vida financeira, para gastar menos do que ganha, de maneira que sobre uma “folga” no orçamento para pagar o financiamento;
  3. Determinar quanto pode ser pago, levando em conta o custo efetivo total do financiamento. Segundo planejadores financeiros, o percentual ideal para comprometer a renda com uma dívida imobiliária é de, no máximo, 30%.
  4. Ser um bom pagador e ter nome limpo, para conseguir juros e condições mais favoráveis.
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Fazer uma poupança

A alternativa mais demorada e trabalhosa para adquirir um imóvel é juntar o dinheiro necessário, estratégia desejada por 25% dos interessados na compra.

Para pessoas com renda mais alta ou que não possuem despesas com aluguel, o tempo necessário tende a ser mais viável e a espera é compensada pela ausência de pagamento de juros ao longo de muitos anos.

Neste caso, é preciso determinar o prazo de intenção de compra, além do valor estipulado. Depois, o ideal seria escolher aplicações seguras, como o Tesouro Direto e títulos de renda fixa, com prazos condizentes com o objetivo.

O alinhamento de prazos é muito importante, pois títulos muito curtos costumam oferecer rentabilidades menos atrativas. Por outro lado, títulos muito longos podem prender o dinheiro para além do tempo em que ele será necessário.

O ideal, depois disso, seria projetar, de acordo com a rentabilidade estipulada, o quanto seria necessário guardar todos os meses para chegar ao objetivo.

O método vale também para quem quer financiar e montar uma reserva para a entrada ou para pagar boa parte do valor do imóvel.

Lembrando que, mesmo que o investidor seja mais agressivo, o ideal é que este dinheiro fique longe de ativos mais voláteis, como ações e fundos imobiliários, já que eles podem oscilar e comprometer todo o planejamento.

Leia também: Como montar uma carteira de investimentos para comprar um imóvel?

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Que tal comprar um imóvel que alugado?

Tanto o investidor que financia quanto o que paga à vista tem o objetivo de ver seu esforço financeiro trazer retorno o mais rápido possível.

Afinal, existe um custo de oportunidade em deixar de investir em outro produto para adquirir um imóvel. No caso do financiamento, o aluguel é essencial para cobrir parte das parcelas e os juros cobrados pelo banco.

O problema é que muitas vezes esse processo de alugar o imóvel pode demorar. Mas e se fosse possível comprar um imóvel e já ganhar um inquilino “de brinde”? 

O QuintoAndar disponibiliza imóveis ideais para investimento, que são segmentados pelo alto rendimento (porcentagem do aluguel) e pelo retorno imediato, ou seja, propriedades que já têm contrato de aluguel vigente.

Filtros de busca disponíveis na plataforma do QuintoAndar.

Dessa maneira, o investidor pode ter uma previsibilidade muito maior a respeito do retorno do seu investimento, bem como não precisa incorrer em custos relacionados à vacância, como a falta de rentabilidade e despesas como condomínio e IPTU.

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Dúvidas mais comuns

Para se organizar financeiramente, é essencial reservar pelo menos 20% do valor do imóvel como entrada, poupar 30% da sua renda mensal, preparar-se para gastos adicionais além do valor do imóvel, e fazer um planejamento claro sobre seu objetivo. O ideal é escolher aplicações seguras como Tesouro Direto ou títulos de renda fixa, com prazos alinhados ao seu objetivo de compra, e garantir que o comprometimento com dívidas imobiliárias não ultrapasse 30% da sua renda mensal.

O financiamento é uma alternativa mais rápida, desejada por 52% dos interessados, permitindo adquirir o imóvel rapidamente, mas gerando uma dívida onerosa com juros ao longo dos anos. A poupança é mais demorada e trabalhosa, desejada por 25% dos interessados, mas oferece a vantagem de não pagar juros. Para quem financia, o ideal é comparar o aluguel com a parcela do financiamento incluindo juros, enquanto para quem poupa, é importante projetar quanto guardar mensalmente em aplicações seguras.

Segundo planejadores financeiros, o percentual ideal para comprometer a renda com uma dívida imobiliária é de, no máximo, 30%. Isso significa que o valor das parcelas do financiamento não pode ultrapassar 30% da sua renda familiar mensal, garantindo que você tenha folga no orçamento para outras despesas essenciais.

Comprar um imóvel exige planejamento porque envolve o alto valor agregado de casas e apartamentos, tornando-o geralmente o principal investimento de uma pessoa ou família. Além disso, imóveis são ativos pouco líquidos, ou seja, não podem ser transformados em dinheiro rapidamente. O custo efetivo total também é importante, pois envolve despesas extras como taxas, encargos e reajustes de parcelas, exigindo contas bem definidas.

Os quatro passos essenciais são: (1) guardar um bom montante para entrada ou amortização máxima do imóvel, investindo em aplicações seguras e diversificadas; (2) ajustar a vida financeira para gastar menos do que ganha, criando folga no orçamento; (3) determinar quanto pode ser pago considerando o custo efetivo total do financiamento, respeitando o limite de 30% da renda; e (4) ser um bom pagador com nome limpo para conseguir juros e condições mais favoráveis.

O ideal é escolher aplicações seguras como Tesouro Direto e títulos de renda fixa com prazos condizentes com seu objetivo de compra. O alinhamento de prazos é crucial: títulos muito curtos oferecem rentabilidades menos atrativas, enquanto títulos muito longos podem prender o dinheiro além do tempo necessário. Evite ativos voláteis como ações e fundos imobiliários, pois podem oscilar e comprometer todo o planejamento.

Investir em um imóvel que já possui contrato de aluguel vigente oferece maior previsibilidade de retorno e retorno imediato. Dessa forma, o investidor não precisa incorrer em custos relacionados à vacância, como falta de rentabilidade e despesas com condomínio e IPTU durante o período sem inquilino. Além disso, o aluguel pode ajudar a cobrir parte das parcelas do financiamento e juros cobrados pelo banco.

Adquirir um imóvel envolve despesas extras ao valor do próprio imóvel, como taxas e encargos, além das regras de reajustes das parcelas de um financiamento. É importante preparar-se para esses gastos adicionais e ter as contas bem definidas, podendo contar com ajuda especializada para calcular o custo efetivo total da compra.


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