Quem começa um consórcio costuma olhar para dois pontos principais: o valor da carta de crédito e o prazo. Esses números ajudam a planejar a compra, mas, ao longo do tempo, podem sofrer ajustes. É nesse momento que surge a dúvida sobre como funciona o reajuste no consórcio.
De modo geral, o reajuste no consórcio segue regras definidas em contrato e tem o objetivo de manter o valor da carta de crédito alinhado ao mercado ao longo dos anos. Ou seja, isso acontece para que o crédito continue suficiente para a compra do imóvel.
Quer entender por que o reajuste existe, como ele funciona e o que considerar antes de entrar em um consórcio? Então, continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre o assunto!
Navegue pelo conteúdo:
- Por que existe reajuste no consórcio?
- Como funciona o reajuste no consórcio?
- O reajuste no consórcio aumenta muito a parcela?
- O reajuste acontece antes ou depois da contemplação?
- O reajuste no consórcio acontece todo mês?
- Como o reajuste no consórcio impacta o planejamento financeiro?
- Reajuste no consórcio x juros no financiamento: qual a diferença na prática?
- Encontre seu novo lar com o Consórcio QuintoAndar
- Conclusão
Leia também: Consórcio imobiliário para quem já tem entrada ainda faz sentido? Conheça as possibilidades
Por que existe reajuste no consórcio?

O reajuste no consórcio acontece porque o valor do bem que você pretende comprar tende a mudar ao longo do tempo.
Quando um consórcio é formado, a carta de crédito é definida com base no preço de mercado naquele momento. Só que, com o passar dos anos, fatores como inflação, aumento no custo da construção e valorização imobiliária fazem com que os preços mudem.
Sem o reajuste, o consorciado correria um risco importante. Mesmo pagando todas as parcelas, poderia chegar ao momento da contemplação com um crédito que já não é suficiente para comprar o imóvel planejado no início.
Por isso, o reajuste no consórcio existe para manter o valor da carta de crédito atualizado e mais próximo da realidade do mercado. Ou seja, ele preserva o poder de compra ao longo do contrato.
Como consequência, as parcelas também podem sofrer ajustes, já que o saldo devedor acompanha essa atualização.
Como funciona o reajuste no consórcio?
Depois de entender por que o reajuste existe, o próximo passo é ver como ele acontece no dia a dia do consórcio.
O reajuste no consórcio não é feito de forma aleatória. Ele segue um índice definido em contrato que serve como referência para atualizar tanto o valor da carta de crédito quanto as parcelas ao longo do tempo.
No consórcio de imóveis, o índice mais comum é o INCC, que acompanha a variação dos custos da construção civil.
Funciona assim: em determinados momentos do contrato, geralmente uma vez por ano, a administradora aplica esse índice sobre o valor da carta de crédito.
Se o índice acumulado for positivo, o valor do crédito aumenta. Como consequência, o saldo devedor também é atualizado, o que impacta o valor das parcelas.
No caso do Consórcio QuintoAndar, a correção é fixa: as parcelas e a carta de crédito passam por um reajuste anual de 3%.
Isso acontece para dar previsibilidade, já que os participantes do grupo conhecem a regra desde o início.
Além disso, há uma proteção ao poder de compra, uma vez que a correção acompanha a tendência de valorização dos imóveis, sem depender de índices que podem oscilar.
O reajuste no consórcio aumenta muito a parcela?

Essa é, provavelmente, a principal dúvida de quem está avaliando entrar em um consórcio. No geral, a variação costuma ser gradual, mas o valor depende do período e do índice aplicado.
Para facilitar, imagine uma carta de crédito de R$ 300 mil em um plano de 120 meses, sem considerar taxa de administração e fundo de reserva. Suponha que você já pagou 24 parcelas e que o valor atual está em torno de R$ 2.500.
Agora, considere um cenário em que o reajuste acompanha o INCC, com uma variação acumulada de 5,81% em 12 meses.
Nesse caso, a carta de crédito passa a ser corrigida para aproximadamente R$ 317.430. Como o saldo devedor acompanha essa atualização, a parcela também sofre ajuste e pode subir para algo próximo de R$ 2.645.
Já no Consórcio QuintoAndar, o reajuste é fixo em 3% ao ano. Para a mesma carta de R$ 300 mil, a parcela sairia de R$ 2.500 para aproximadamente R$ 2.575.
Perceba que, nos dois casos, existe aumento. A diferença está no tamanho da variação e, principalmente, na previsibilidade.
Outro ponto importante é que o reajuste não afeta só a parcela. A carta de crédito também é atualizada. Ou seja, o valor que você passa a pagar acompanha um aumento no crédito que poderá utilizar na compra do imóvel.
O reajuste acontece antes ou depois da contemplação?
O reajuste no consórcio pode acontecer tanto antes quanto depois da contemplação.
Antes da contemplação, o reajuste impacta o valor da carta de crédito e das parcelas. À medida que o índice de correção é aplicado, o crédito é atualizado para acompanhar o mercado, e o saldo devedor acompanha esse movimento.
Depois da contemplação do consórcio, o cenário muda um pouco. Se você ainda não utilizou a carta de crédito, o valor continua sendo atualizado até o momento da compra.
Agora, se o crédito já foi utilizado, não há como atualizar o valor da carta. Ainda assim, as parcelas continuam sendo pagas até o fim do plano e podem sofrer reajustes conforme previsto em contrato.
O reajuste no consórcio acontece todo mês?
Não, o reajuste no consórcio segue uma periodicidade definida em contrato, que, na maioria dos casos, é anual.
Esse ponto é importante porque muita gente associa o reajuste a uma variação constante na parcela. Além disso, o índice utilizado também influencia esse processo.
Mesmo que indicadores como inflação ou custo da construção variem mês a mês, o repasse para o consórcio costuma ser consolidado em períodos maiores, o que ajuda a manter a previsibilidade.
Por isso, apesar de existir reajuste, ele não torna o consórcio um modelo instável.
Continue a leitura: FGTS no consórcio: veja quando é possível usar e quais são as regras
Como o reajuste no consórcio impacta o planejamento financeiro?

O primeiro impacto está na previsibilidade. Diferente de um financiamento com parcelas fixas ou pré-definidas, o consórcio trabalha com atualizações periódicas.
Por isso, o ideal é não considerar apenas o valor da parcela no início do contrato. O mais importante é avaliar se aquele valor continua confortável mesmo com possíveis reajustes ao longo do tempo.
Outro ponto relevante é o poder de compra. Quando o reajuste acontece, a carta de crédito também é atualizada. Isso ajuda a evitar que você precise complementar valores no momento da compra, especialmente em cenários de alta no mercado imobiliário.
Quem entra em um consórcio com o orçamento muito apertado pode sentir mais o efeito desses ajustes ao longo do tempo. Já quem se organiza com uma margem maior tende a passar por esse processo com mais tranquilidade.
Reajuste no consórcio x juros no financiamento: qual a diferença na prática?
Uma forma de entender o reajuste no consórcio é comparar com o que acontece em um financiamento.
No financiamento, o valor da parcela inclui juros. Isso significa que, ao longo do tempo, você paga um valor maior do que o preço original do imóvel. Mesmo com uma parcela previsível, o custo total tende a crescer por causa dessas taxas.
Já no consórcio, não existem juros. O que entra na parcela é:
- A taxa de administração;
- O fundo de reserva;
- E o reajuste anual que, no Consórcio QuintoAndar, é de 3%.
Encontre seu novo lar com o Consórcio QuintoAndar
Se você chegou até aqui, já entendeu que o reajuste no consórcio faz parte do funcionamento do modelo e segue uma lógica importante para manter o crédito alinhado ao mercado.
O Consórcio QuintoAndar é um modelo inteligente que te ajuda a conquistar a casa própria pagando menos. É sem entrada, sem juros e as parcelas são leves.
Além disso, ao utilizar a carta de crédito para comprar um imóvel pela plataforma do QuintoAndar, você recebe 10% de cashback sobre o valor da carta. Esse valor pode ajudar em custos importantes da compra, como documentação, mudança ou ajustes no novo imóvel.
Após o pagamento de 60 parcelas, ainda existe a possibilidade de utilizar o valor acumulado para adquirir um imóvel disponível no QuintoAndar, mesmo sem contemplação por sorteio. Isso traz mais previsibilidade para quem quer avançar na compra.
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Conclusão
Ao longo do tempo, a atualização da carta de crédito e das parcelas ajuda a manter o valor alinhado ao mercado, evitando que o crédito fique defasado no momento da compra.
Isso não elimina a necessidade de organização. Pelo contrário, exige que você considere possíveis variações ao longo do contrato e mantenha uma margem no orçamento para lidar com esses ajustes.
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