Mercado imobiliário em 2024: quais as tendências para quem investe em imóveis?

Veja o que a economia reserva para quem tem a intenção de comprar, vender ou alugar uma casa ou apartamento

Por Redação - 21/11/2022 às 19:48
Atualizado: 02/10/2024 às 11:22
A foto mostra vários prédios grandes vistos de baixo para cima.
  • O mercado imobiliário brasileiro em 2024 apresenta perspectivas positivas impulsionadas pela queda de juros, redução do desemprego para 7,5% e inflação controlada dentro da meta.
  • A redução da taxa Selic pelo Banco Central viabiliza financiamentos com taxas menores e estimula a economia, enquanto programas governamentais como expansão do Minha Casa Minha Vida ampliam acesso à moradia para famílias de baixa renda.
  • O aquecimento do mercado pode elevar preços dos imóveis e reduzir demanda por aluguel, criando riscos para investidores locadores, mas oportunidades para compradores com maior poder de compra e acesso a crédito.
Resumo supervisionado por jornalista.

Antes de comprar, vender ou alugar um imóvel, é fundamental estar ciente das principais tendências econômicas do momento. Nesse contexto, o que podemos esperar do mercado imobiliário em 2024?

Embora o mercado imobiliário todo ano seja atingido por fatores imprevisíveis – e não necessariamente reaja sempre da mesma maneira a eles -, algumas variáveis podem indicar o melhor a ser feito neste ano.

Neste artigo, trazemos um resumo do que pode impactar nos preços dos imóveis, bem como na demanda por aluguéis e financiamentos.

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Cenário do mercado imobiliário em 2024 no Brasil

A perspectiva para o mercado imobiliário em 2024 é mais positiva do que o cenário que se desenhava em 2023.

No início do ano passado, o país convivia com a pressão da inflação e dos juros altos, que impactam diretamente no poder de compra da população e no preço dos financiamentos.

Apesar disso, o mercado não foi mal. Segundo a Abrainc, o número de imóveis comercializados entre janeiro e setembro de 2023 foi 22% maior que no mesmo período do ano anterior.

Agora, o cenário é mais propício para um aquecimento do mercado imobiliário em 2024, por conta dos seguintes fatores:

Perspectiva de queda de juros

A taxa básica de juros (Selic) é a principal referência para o custo de empréstimos e financiamentos no país. De maneira geral, quando ela sobe, o dinheiro fica mais caro, o que acaba desestimulando a economia como um todo. No entanto, esse é um mecanismo para frear a inflação quando os preços estão subindo de maneira acelerada.

Como a pressão da inflação está diminuindo (em 2023, o IPCA ficou dentro da meta, após dois anos acima), o Banco Central vem baixando os juros e promete seguir nessa toada.

Isso acaba beneficiando o mercado imobiliário de duas maneiras:

  1. Estimulando a economia como um todo, o que aumenta a geração de emprego e renda;
  2. Possibilitando financiamentos imobiliários com condições menos restritivas e taxas de juros menores.

Leia mais: Como a Selic alta impacta o mercado imobiliário

Melhora da economia como um todo

Além da queda dos juros, os dados e expectativas de melhora da economia como um todo também desenham um cenário promissor para o mercado imobiliário em 2024.

O desemprego medido pelo IBGE, por exemplo, ficou em 7,5% em novembro de 2023, menor cifra desde fevereiro de 2015.

Já as perspectivas de crescimento do PIB do ano passado estão em 3%, muito acima do que era esperado na virada do ano anterior.

Isso sem falar que a inflação fechou abaixo dos 5%, dentro da meta estabelecida, o que ajuda a preservar o poder de compra da população.

Nesse cenário, os brasileiros querem comprar mais imóveis. Segundo a consultoria Brain, 39% das pessoas possuem a intenção de adquirir uma propriedade no período de 24 meses no país.

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Estímulo governamental

Soma-se ao cenário propício para o mercado imobiliário os estímulos do governo para que as famílias de baixa renda consigam adquirir seu imóvel próprio:

  • Ampliação do Minha Casa Minha Vida, com aumento dos valores que se enquadram na principal faixa de subsídio;
  • Aprovação de um orçamento de R$ 117 bilhões para que o FGTS financie moradias para famílias de baixa renda;
  • Execução de programas que desestimulam o endividamento das famílias, como o Desenrola e a limitação dos juros cobrados no rotativo do cartão de crédito.

Riscos do mercado imobiliário em 2024

Apesar da perspectiva de aquecimento do mercado imobiliário, as condições econômicas também trazem riscos a depender do imóvel e dos objetivos de cada investidor.

Um financiamento mais barato e uma maior oferta de imóveis pode implicar, por exemplo, em uma redução da demanda por aluguel, o que poderia frear o retorno dos locadores, especialmente em caso de troca de contrato. Por outro lado, isso pode ser uma oportunidade para quem aluga.

Leia mais: Como calcular a rentabilidade de um investimento imobiliário?

Outra questão importante está relacionada ao custo de oportunidade do investimento. Quando os juros estão altos, ativos seguros, como títulos de renda fixa, pagam mais, o que muitas vezes cria competição com os imóveis, tradicionalmente negociados pode investidores mais conservadores e moderados.

Com a queda dos juros, pode haver uma maior demanda por compra para investimento e uma menor oferta dos proprietários que se desfazem para aplicar no mercado financeiro, por exemplo.

Outro possível risco é o de que, com o mercado mais aquecido, o preço dos imóveis também suba, já que os vendedores podem não se sentir pressionados para reduzir a pedida e, em tese, os compradores ganham mais poder de fogo com mais renda e maior oferta de crédito.

Leia mais: 6 dicas para negociar na hora de comprar, vender ou alugar um imóvel

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Dúvidas mais comuns

O mercado imobiliário em 2024 apresenta um cenário mais positivo do que em 2023. Segundo a Abrainc, o número de imóveis comercializados entre janeiro e setembro de 2023 foi 22% maior que no mesmo período do ano anterior. O mercado está aquecido pela queda de juros, melhora da economia, redução do desemprego para 7,5% (menor desde fevereiro de 2015) e expectativas de crescimento do PIB em 3%, criando condições favoráveis para compra, venda e aluguel de imóveis.

A queda da taxa Selic beneficia o mercado imobiliário de duas formas principais: estimula a economia como um todo, aumentando a geração de emprego e renda, e possibilita financiamentos imobiliários com condições menos restritivas e taxas de juros menores. Com juros mais baixos, mais pessoas conseguem acessar crédito para comprar imóveis, aumentando a demanda e aquecendo o mercado.

O governo implementou três principais estímulos: a ampliação do Minha Casa Minha Vida com aumento dos valores na principal faixa de subsídio, a aprovação de um orçamento de R$ 117 bilhões para que o FGTS financie moradias para famílias de baixa renda, e a execução de programas que desestimulam o endividamento das famílias, como o Desenrola e a limitação dos juros no rotativo do cartão de crédito.

Com o mercado mais aquecido em 2024, há uma tendência de alta nos preços dos imóveis. Os vendedores não se sentem pressionados a reduzir a pedida, e os compradores ganham mais poder de fogo com maior renda e maior oferta de crédito. Essa combinação de fatores tende a elevar os preços, especialmente em regiões com maior demanda.

Os principais riscos incluem: a possível redução da demanda por aluguel devido a financiamentos mais baratos e maior oferta de imóveis, o que pode frear o retorno dos locadores; a mudança no custo de oportunidade do investimento, com possível migração de investidores para renda fixa quando os juros estão altos; e a alta dos preços dos imóveis, que pode reduzir o poder de compra mesmo com melhores condições de financiamento.

A melhora da economia em 2024, evidenciada pela redução do desemprego, crescimento do PIB acima do esperado e inflação dentro da meta, aumenta a confiança dos brasileiros. Segundo a consultoria Brain, 39% das pessoas possuem intenção de adquirir uma propriedade nos próximos 24 meses, demonstrando que a estabilidade econômica estimula a demanda por imóveis.

A escolha entre imóvel e renda fixa depende do seu perfil de investidor e objetivos. Com a queda de juros em 2024, ativos de renda fixa pagam menos, tornando os imóveis mais atraentes para investimento. No entanto, é importante considerar o custo de oportunidade, a possível alta de preços dos imóveis e a redução da demanda por aluguel em algumas regiões antes de tomar sua decisão.

Para tomar a melhor decisão, é fundamental estar ciente das tendências econômicas do momento, como a queda de juros, melhora do emprego e inflação controlada. Se você quer comprar, as condições de financiamento estão melhores. Se quer vender, o mercado aquecido oferece mais compradores. Se quer alugar, considere que a demanda pode reduzir com mais pessoas conseguindo financiamento para compra própria.


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