Novas regras do Minha Casa, Minha Vida: veja o que muda para comprar seu imóvel

O programa habitacional passou por mudanças. Saiba quais são as novas faixas de renda, subsídios e condições de financiamento atualizadas

Por Redação - 17/11/2025 às 15:07
Atualizado: 27/01/2026 às 13:53
Imagem de um casal sorridente revisando documentos juntos, sentado em um escritório moderno, enquanto uma mulher com um laptop está sentada em frente a eles, possivelmente discutindo uma papelada sobre as novas regras do Minha Casa, Minha Vida.

As novas regras do Minha Casa, Minha Vida começaram a valer em 2025 e trazem mudanças que afetam diretamente quem pretende financiar um imóvel. O programa passou por atualizações para ajustar critérios de renda, valores e condições de financiamento.

As alterações definem novos limites para participação, revisam o valor máximo dos imóveis e reorganizam o público atendido. 

Ou seja, as novas regras mexem em pontos importantes do programa e impactam tanto quem busca o primeiro imóvel quanto quem pretende investir em um financiamento com juros reduzidos.

Nesse sentido, continue a leitura para entender como as mudanças funcionam na prática e o que considerar antes de iniciar o processo de compra de um imóvel.

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Quais as novas regras do Minha Casa, Minha Vida?

Imagem de duas crianças sorridentes e uma mulher adulta ao fundo carregando caixas de mudança para a casa nova. A luz do sol entra pelas grandes janelas, iluminando o espaço aconchegante.
Critérios de renda, valores e condições de financiamento estão entre as principais atualizações

Entre as mudanças aplicadas ao programa Minha Casa, Minha Vida em 2025, uma das mais relevantes é a redução do valor de entrada exigido para imóveis usados na Faixa 3. 

A nova regra determina que, nas regiões Sul e Sudeste, o comprador deve oferecer 35% do valor do imóvel como entrada, enquanto nas demais regiões do país o percentual mínimo é de 20%. 

Outra atualização importante foi a ampliação do teto de financiamento para famílias das Faixas 1 e 2, que possuem renda mensal de até R$ 4.700. 

Agora, essas famílias podem financiar imóveis de até R$ 350 mil, o mesmo limite anteriormente reservado à Faixa 3. No entanto, ao optar por unidades de valor mais alto, elas passam a se enquadrar nas condições de financiamento da Faixa 3.

O programa também passou a contar com a Faixa 4, criada para atender famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. 

Nessa nova categoria, também chamada de Minha Casa, Minha Vida – Classe Média, é possível financiar imóveis de até R$ 500 mil, com juros fixos de 10% ao ano e prazo de até 420 meses (35 anos).

Por fim, os limites de renda das faixas anteriores foram reajustados, acompanhando o aumento do custo de vida e as variações salariais registradas nos últimos anos.

O que é a nova Faixa 4?

Imagem de uma pessoa segurando um pequeno modelo de casa em uma mão e um conjunto de chaves na outra, simbolizando a compra de um imóvel.
A Faixa 4 inclui famílias com renda mensal de até R$ 12 mil

A Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida amplia o público atendido, incluindo famílias com renda mensal entre R$ R$ 8.600,01 e R$ 12.000. 

Ou seja, um grupo que até então ficava fora das condições tradicionais de financiamento habitacional oferecidas pelo programa.

Essa nova categoria permite o financiamento de imóveis novos ou usados com valor de até R$ 500 mil, o que amplia as possibilidades de compra em diferentes regiões do país. 

Além disso, o prazo para pagamento foi estendido para 420 parcelas mensais e os juros foram fixados em 10,5% ao ano, valor inferior às taxas praticadas no mercado, que geralmente variam entre 11,5% e 12%.

A proposta da Faixa 4 é atender famílias de renda intermediária que, embora não se enquadrem nas faixas anteriores, também enfrentam dificuldade para financiar um imóvel dentro das condições oferecidas pelos bancos comerciais. 

Com isso, o programa passa a cobrir uma fatia maior da população, especialmente a chamada classe média urbana.

Quais são as regras da Faixa 4?

Como a Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o financiamento segue critérios específicos definidos para garantir o uso correto dos recursos e o foco habitacional do programa. 

Assim, as regras de participação são: 

  • Primeiro imóvel: o financiamento só pode ser feito por quem ainda não possui imóvel próprio;
  • Percentual financiado: o programa permite o financiamento de até 80% do valor total do imóvel, exigindo que o comprador pague os 20% restantes como entrada;
  • Tipo de imóvel: são aceitos imóveis novos e usados, desde que atendam às regras de avaliação e documentação exigidas pela instituição financeira responsável. 

Quais são todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida?

Imagem de um casal sorridente recebendo um conjunto de chaves de casa. O homem está estendendo a mão para aceitar as chaves
Ao todo, o programa atende a quatro faixas de rendas diferentes

Com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida, o programa passou a atender um público mais amplo, abrangendo desde famílias de baixa renda até a classe média. 

Veja a seguir quem pode participar:

Faixa 1

Famílias com renda mensal de até R$ 2.850 têm acesso às maiores vantagens do programa, com subsídios que podem chegar a até 95% do valor do imóvel. 

Faixa 2

Para rendas entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700,00, o programa oferece subsídios de até R$ 55 mil, além de juros reduzidos em relação ao crédito tradicional. 

Faixa 3

Famílias com renda entre R$ 4.700,01 e R$ 8.600,00 contam com condições facilitadas de financiamento, mas sem subsídios diretos.

Faixa 4

A nova Faixa 4 é voltada para famílias com renda mensal de R$ 8.600,01 a R$ 12 mil. Nessa categoria, é possível financiar imóveis de até R$ 500 mil, com juros de 10,5% ao ano e prazo de pagamento de até 420 meses (35 anos).

Leia mais: Apartamento Minha Casa, Minha Vida pode ser vendido? Entenda as regras e restrições

Faixa de renda para famílias em áreas rurais

Imagem de uma pessoa caminhando em direção a uma casa de madeira moderna com grandes janelas, cercada por grama verde, com um rebanho de ovelhas pastando nas proximidades sob um céu azul claro.
No caso das áreas rurais, o programa tende três faixas de renda

O Minha Casa, Minha Vida também contempla famílias que vivem em áreas rurais. Atualmente, as novas faixas de renda propostas para as áreas rurais são:

  • Faixa 1: renda anual de até R$ 40.000,00;
  • Faixa 2: renda anual entre R$ 40.000,01 e R$ 66.600,00;
  • Faixa 3: renda anual entre R$ 66.600,01 e R$ 120.000,00.

Como participar do Minha Casa, Minha Vida?

As famílias da Faixa 1, que possuem renda mensal de até R$ 2.850, devem fazer a inscrição diretamente na prefeitura do município onde residem. 

É o poder público local que organiza o cadastro, verifica os critérios de prioridade e encaminha as informações ao Ministério das Cidades para seleção e aprovação. Nesse caso, o processo é gratuito e voltado principalmente para famílias de baixa renda.

Já as famílias das Faixas 2, 3 e 4 seguem um processo diferente, feito junto ao banco. O caminho é o seguinte:

1. Verifique sua faixa de renda
Confirme o valor total da renda familiar mensal. Essa informação define em qual faixa do programa você se enquadra e quais condições de juros, subsídios e limites de imóvel estarão disponíveis.

2. Escolha um imóvel dentro do limite permitido
Cada faixa do programa possui um valor máximo de imóvel que pode ser financiado. A compra só é aprovada se o imóvel estiver dentro desse teto definido pelas regras vigentes.

3. Simule o financiamento
Os bancos disponibilizam simuladores online para que o interessado verifique o valor aproximado das parcelas, o subsídio aplicável (quando houver) e a taxa de juros correspondente à sua faixa de renda.

4. Reúna e envie a documentação
Após escolher o imóvel, o comprador deve apresentar documentos pessoais, comprovantes de renda, declaração de não possuir outro imóvel e informações do bem a ser adquirido. 

5. Aguarde a análise e a assinatura do contrato
Depois da avaliação e aprovação do crédito, o subsídio é aplicado automaticamente no valor do financiamento, sem necessidade de solicitação separada. A partir daí, o contrato é assinado e o imóvel pode ser adquirido.

Quais são os documentos exigidos?

Para comprar um imóvel pelo programa Minha Casa, Minha Vida, será necessário apresentar:

  • Documento de identificação com foto (RG ou CNH);
  • CPF;
  • Carteira de Trabalho;
  • Comprovante de renda;
  • Comprovante de estado civil;
  • Título de eleitor;
  • Comprovante de residência;
  • Certidão de nascimento e CPF dos filhos menores de idade, se houver;
  • Laudo médico com CID, no caso de pessoas com deficiência.

Leia mais: Subsídio do Minha Casa, Minha Vida: regras, valores e como solicitar

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Perguntas frequentes

Reunimos outras dúvidas comuns sobre as novas regras do Minha Casa, Minha Vida. Confira:

O que mudou no programa Minha Casa, Minha Vida em 2025?

Em resumo, a principal novidade é a criação da Faixa 4, voltada a famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. 

Além disso, as faixas de renda anteriores foram atualizadas, acompanhando o aumento do custo de vida e a variação salarial dos últimos anos.

Outras mudanças incluem a revisão dos valores máximos dos imóveis financiáveis e novas regras para imóveis usados, com percentuais de entrada ajustados conforme a região do país.

Quem pode participar?

Em 2025, podem participar do Minha Casa, Minha Vida as famílias que não possuem imóvel próprio e se enquadram nos limites de renda do programa: até R$ 12 mil por mês em áreas urbanas ou R$ 120 mil por ano em áreas rurais.

O programa é dividido em quatro faixas de renda, que determinam o valor do imóvel, o subsídio e as condições do financiamento. Quanto menor a renda familiar, maiores são os benefícios e mais acessíveis se tornam as parcelas.

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