Casa modernista: 5 lugares imperdíveis em São Paulo para conhecer

No início do século 20, São Paulo foi palco para o movimento modernista, que chegou em seu ápice com a realização da Semana de Arte Moderno de 1922, realizada no Theatro Municipal.

Por Redação - 02/09/2021 às 16:42
Atualizado: 30/08/2024 às 15:29
Casa de vidro em São Paulo
  • São Paulo preserva cinco casas modernistas tombadas como patrimônio histórico, construídas entre 1928 e 1951 por arquitetos como Gregori Warchavchik, João Batista Vilanova Artigas e Lina Bo Bardi.
  • Essas residências aplicaram princípios modernistas de integração de espaços, uso de materiais inovadores e eliminação de corredores, resolvendo problemas de economia sem comprometer a estética arquitetônica.
  • As casas funcionam atualmente como museus, fundações e institutos abertos ao público, perpetuando o legado modernista brasileiro e servindo como referência para projetos contemporâneos de design e arquitetura.
Resumo supervisionado por jornalista.

Por: WestWing

Durante todo o período, produções artísticas, literárias e musicais marcaram a influência do modernismo, porém vale ressaltar que a arquitetura e o planejamento urbano também refletiram muito a estética do movimento. 

Para os apaixonados por cultura, a boa notícia é que muitos dos projetos construídos na época modernista ainda estão abertos e podem ser visitados para relembrar a estética do passado. Venha conferir 5 lugares imperdíveis para relembrar o modernismo em São Paulo

Casa Modernista da Rua Santa Cruz

Considerada a primeira obra da arquitetura moderna no Brasil, a Casa Modernista da Rua Santa Cruz foi projetada pelo arquiteto Gregori Warchavchik como lar para sua família. Construída em 1928, o local é tombado pelo CONDEPHAAT, IPHAN e CONPRESP.  

O jardim da Casa Modernista foi projetado pela esposa do arquiteto, Mina Klabin, e proporcionou o uso pioneiro de espécies tropicais em residências. 

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Em 2000, iniciaram-se projetos e obras para a recuperação do imóvel, que só foram concluídos em 2007. Dessa forma, a Casa Modernista e seu terreno foram adaptados a um parque para dar acesso às áreas externas da casa, preservando assim a sua história. Além disso, o projeto de ajardinamento paisagístico buscou resgatar o jardim histórico de Mina Klabin através de registros fotográficos. 

Casa Modernista da Rua Itápolis

Localizada no bairro do Pacaembu, em São Paulo, a Casa Modernista da Rua Itápolis foi projetada pelo arquiteto ucraniano-brasileiro Gregori Warchavchik e inaugurada em 1930.  

A casa ficou em exposição de 26 de março a 20 de abril de 1930, servindo assim para impulsionar a renovação arquitetônica brasileira e complementar a revolução assinalada pela “Semana de Arte Moderna de 1922”. 

Em seu projeto arquitetônico, o arquiteto buscou resolver problemas de economia para produzir um resultado estético que fosse o mais satisfatório possível. Dessa forma, Warchavchik eliminou corredores e integrou espaços para obter áreas mais amplas. 

A Casa Modernista da Rua Itápolis é tombada como patrimônio histórico e artístico em todas as esferas de poder do Brasil. Em 1986, a edificação recebeu essa classificação por parte do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com as confirmações municipal em 1991, através do Conpresp, e estadual em 1994, através do Condephaat.

Casa Vilanova Artigas

A Casa Vilanova Artigas foi projetada pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas para ele morar com sua família. Ela é composta por duas casas em um terreno de mil metros quadrados, sendo a primeira chamada Casinha (de 1942) e a segunda com grandes linhas geométricas (de 1949). 

A casa é compacta, econômica e tem uma grande sala de estar integrada a um jardim e a um estúdio elevado. Ela conta com nove espaços, sendo a maior parte do terreno ocupada por um jardim projetado por Burle Marx. 

Feita de diferentes materiais, como concreto armado, panos de vidro e paredes de tijolos, a Casa Vilanova Artigas é tombada pelo CONDEPHAAT. Hoje em dia, ela é ocupada pelo grupo editorial Giz Brasil, que é voltado para arquitetura e design, e organiza palestras, visitas guiadas pela casa e diversas outras ações.

Fundação Maria Luisa e Oscar Mariano

A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano foi instituída por Oscar Americano em março de 1974, dois anos após o falecimento de Maria Luisa Ferraz Americano. Além de ser o local em que o casal viveu com seus dois filhos durante 20 anos, tornou-se também um acervo de obras de arte com um extenso parque. 

Em meio a plantas e árvores de vários tipos, encontra-se a casa projetada pelo arquiteto Oswaldo Arthur Bratke, em 1950. Nela, é possível visitar um acervo com pinturas desde o século XVII, mobiliário, prataria, porcelana, tapeçaria e arte sacra do século XVIII.  

Casa de vidro em São Paulo

Considerada um verdadeiro ícone da arquitetura moderna brasileira, a Casa de Vidro, localizada no bairro Morumbi, foi o primeiro projeto construído da arquiteta Lina Bo Bardi. Além disso, foi também residência do casal Bardi por mais de 40 anos, tornando-se, desde sua inauguração em 1951, um ponto de encontro de artistas, arquitetos e intelectuais. 

Hoje em dia, o projeto tornou-se sede do Instituto Bardi/Casa de Vidro, continuando a ser um espaço ativo e de troca de conhecimento, cumprindo assim o seu papel de perpetuar o pensamento e a obra de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi.  

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Fonte: parceria Westwing

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Dúvidas mais comuns

A Casa Modernista da Rua Santa Cruz, projetada pelo arquiteto Gregori Warchavchik em 1928, é considerada a primeira obra da arquitetura moderna no Brasil. Construída como residência para a família do arquiteto, a casa é tombada pelo CONDEPHAAT, IPHAN e CONPRESP, e seu jardim foi inovador ao utilizar pioneiramente espécies tropicais em residências.

A arquitetura modernista caracteriza-se por formas simples, uso de novos materiais como concreto armado e vidro, eliminação de elementos desnecessários como corredores, integração de espaços para criar áreas mais amplas, e uma abordagem funcional que busca resolver problemas de economia sem comprometer o resultado estético. O movimento reflete a estética de liberdade e inovação do modernismo.

Os cinco principais lugares são: Casa Modernista da Rua Santa Cruz (1928), primeira obra moderna brasileira; Casa Modernista da Rua Itápolis (1930) no Pacaembu; Casa Vilanova Artigas (1942-1949) com projeto de Burle Marx; Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (1950) com acervo de arte; e Casa de Vidro (1951) no Morumbi, ícone da arquitetura moderna brasileira.

Gregori Warchavchik foi um arquiteto ucraniano-brasileiro responsável por duas das principais casas modernistas de São Paulo: a Casa Modernista da Rua Santa Cruz (1928) e a Casa Modernista da Rua Itápolis (1930). Suas obras foram fundamentais para impulsionar a renovação arquitetônica brasileira e complementar a revolução marcada pela Semana de Arte Moderna de 1922.

A Casa de Vidro, projetada pela arquiteta Lina Bo Bardi em 1951 no bairro Morumbi, é considerada um verdadeiro ícone da arquitetura moderna brasileira por ser o primeiro projeto construído da arquiteta e ter servido como residência do casal Bardi por mais de 40 anos. A casa funcionou como ponto de encontro de artistas, arquitetos e intelectuais, e hoje é sede do Instituto Bardi/Casa de Vidro, perpetuando o pensamento e obra de seus criadores.

As casas modernistas foram preservadas através de tombamentos em diferentes esferas de poder. A Casa Modernista da Rua Santa Cruz foi recuperada entre 2000 e 2007, transformando-se em um parque que preserva sua história e resgata o jardim histórico. A Casa Modernista da Rua Itápolis é tombada em nível nacional (1986), estadual (1994) e municipal (1991). A Casa Vilanova Artigas é tombada pelo CONDEPHAAT e hoje abriga o grupo editorial Giz Brasil.

O paisagismo foi fundamental nas casas modernistas, com destaque para o jardim da Casa Modernista da Rua Santa Cruz, projetado por Mina Klabin, que introduziu pioneiramente espécies tropicais em residências. A Casa Vilanova Artigas possui um extenso jardim projetado por Burle Marx, e a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano oferece um acervo em meio a plantas e árvores de vários tipos, demonstrando a integração entre arquitetura e natureza.

Sim, muitos dos projetos construídos na época modernista ainda estão abertos para visitação. A Casa Vilanova Artigas organiza palestras e visitas guiadas através do grupo editorial Giz Brasil. A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano funciona como museu com acervo de obras de arte. A Casa de Vidro é sede do Instituto Bardi e continua sendo um espaço ativo de troca de conhecimento. A Casa Modernista da Rua Santa Cruz foi transformada em parque público acessível.


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