- A regularização fundiária transforma ocupações informais em propriedades legalizadas através de medidas jurídicas, urbanísticas e ambientais definidas pela Lei nº 13.465/2017.
- A Lei estabelece dois tipos: Reurb-S para famílias de baixa renda com atos cartorários gratuitos, e Reurb-E para ocupantes com renda superior, onde os interessados arcam com custos técnicos e administrativos.
- Imóveis regularizados ganham segurança jurídica, acesso a financiamento bancário, possibilidade de venda formal e valorização de mercado, enquanto imóveis irregulares enfrentam restrições legais e perda patrimonial.
Se você precisa transformar a posse de um imóvel em propriedade reconhecida por lei, então já ouviu falar em regularização fundiária. Esse processo organiza o território, dá segurança ao morador e abre portas para melhorias que antes não eram possíveis.
Afinal, quando falamos em regularizar um imóvel, estamos falando também das condições urbanísticas, ambientais e sociais que tornam aquele espaço parte oficial da cidade. E é nesse ponto que a legislação entra para orientar como tudo deve acontecer.
Quer saber o que é regularização fundiária, quais são os tipos, o que a lei determina e quais são as etapas para regularizar um bem? Então, continue a leitura deste artigo e tire todas as dúvidas sobre o assunto!
Navegue pelo conteúdo:
- O que é regularização fundiária?
- Quais são os tipos de regularização fundiária?
- Reurb-S
- Reurb-E
- Etapas do processo de regularização fundiária
- É vantajoso regularizar um imóvel?
- O que acontece se não regularizar o imóvel?
- Quanto custa para regularizar um imóvel?
- Qual a diferença entre usucapião e regularização fundiária?
- Quem pode solicitar a regularização fundiária?
- Seu novo lar te espera no QuintoAndar
- Perguntas frequentes
- O que é um projeto de regularização fundiária?
- Quais são os documentos necessários para solicitar a regularização fundiária?
- Quanto tempo leva a regularização fundiária?
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O que é regularização fundiária?

A regularização fundiária é o conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais criadas pela Lei n° 13.465/2017 para transformar ocupações informais em áreas legalizadas.
Nesse sentido, ela ajusta o imóvel às normas da cidade e permite que o ocupante receba um título de propriedade válido.
A lei determina que esse processo deve considerar algumas etapas, que vão desde o estudo da área até o cadastro dos moradores, além da elaboração de um projeto urbanístico e do registro final no cartório.
Além disso, a regularização não beneficia apenas o proprietário individual. Afinal, ela melhora a infraestrutura local, organiza o bairro e reduz conflitos fundiários. Ou seja, é uma solução que dá legalidade e estabilidade ao imóvel.
Quais são os tipos de regularização fundiária?
A lei de regularização fundiária estabelece dois tipos possíveis: Reurb-S e Reurb-E. Entenda as diferenças a seguir:
Reurb-S
A Regularização Fundiária de Interesse Social (Reurb-S) é voltada para famílias de baixa renda e busca garantir acesso ao título de propriedade com condições facilitadas.
Segundo a Lei nº 13.465/2017, diversos atos de registro relacionados à Reurb-S são gratuitos, incluindo:
- Abertura de matrícula;
- Legitimação fundiária;
- Legitimação de posse;
- Primeiro registro da propriedade.
Essa gratuidade existe para garantir que o processo seja acessível e que a regularização aconteça sem que os beneficiários enfrentem barreiras financeiras.
Reurb-E
Por outro lado, a Regularização Fundiária de Interesse Específico (Reurb-E) se aplica a núcleos informais ocupados por pessoas que não se enquadram na faixa de baixa renda.
Aqui, os interessados são os responsáveis pelos custos, como:
- Levantamento técnico da área;
- Elaboração do projeto urbanístico;
- Taxas cartorárias e administrativas;
- Eventuais obras de adequação.
Etapas do processo de regularização fundiária
A regularização fundiária segue um fluxo definido pela lei:
1. Requerimento e início do processo
A regularização pode ser iniciada pelo município, proprietários, beneficiários ou entidades habilitadas. A formalização do pedido acontece junto ao órgão responsável.
2. Diagnóstico da área
São levantadas as condições urbanísticas, ambientais, jurídicas e sociais do local. Isso inclui:
- Levantamento topográfico;
- Identificação das construções;
- Análise da situação ambiental;
- Mapeamento dos ocupantes.
3. Elaboração do Projeto de Regularização Fundiária (PRF)
O projeto inclui:
- Planta da área;
- Estudo das desconformidades;
- Definição das unidades imobiliárias;
- Diretrizes de infraestrutura;
- Soluções de mobilidade e acessibilidade.
4. Aprovação do PRF e emissão da CRF
O município analisa e aprova o projeto. Em seguida, é emitida a Certidão de Regularização Fundiária (CRF), que é o documento que autoriza o registro.
5. Registro em cartório e titulação
O cartório abre as matrículas individualizadas de cada unidade. É nessa fase que o morador finalmente recebe o título de propriedade.
É vantajoso regularizar um imóvel?

Sim, é vantajoso regularizar um imóvel. Afinal, o processo de regularização fundiária urbana traz vantagens imediatas e a longo prazo, já que transforma a posse em propriedade formal e elimina inseguranças que podem comprometer o uso do bem.
A partir do momento em que o imóvel passa a existir legalmente, o proprietário ganha acesso a direitos que não estavam disponíveis antes.
Além disso, a regularização desbloqueia outras oportunidades: o imóvel pode ser financiado, usado como garantia, transmitido em inventário e vendido com segurança. Portanto, regularizar não é apenas “ficar em dia”, mas proteger o bem para que ele cumpra sua função patrimonial.
Outro ponto importante é a valorização. Imóveis regularizados costumam ter maior aceitação no mercado e preço superior aos que permanecem irregulares.
Você pode querer saber: Habitação de Interesse Social: entenda o que é, quais são as regras e quem pode participar
O que acontece se não regularizar o imóvel?
Manter um imóvel irregular pode trazer consequências imediatas e de longo prazo. Afinal, sem a regularização, o imóvel continua vulnerável e limitado em vários aspectos, como:
- Não é possível vender formalmente;
- Bancos recusam financiamento e crédito com garantia;
- O imóvel perde valor de mercado;
- Pode haver multas e autuações;
- Dificulta inventário e partilha;
- Existe risco de terceiros pedirem usucapião;
- Não há segurança jurídica em caso de disputa.
Quanto custa para regularizar um imóvel?
Os valores variam bastante porque dependem do tipo de regularização, da complexidade da área e dos documentos necessários. Mas, de modo geral:
- Reurb-S: vários atos cartorários são gratuitos, conforme a Lei nº 13.465/2017. Essa isenção inclui o registro da regularização, a legitimação de posse e a abertura de matrícula;
- Reurb-E: os custos são pagos pelos interessados e o valor pode variar de acordo com o processo e as taxas da região.
Em média, o processo pode levar de 6 meses a 2 anos, dependendo da estrutura do município e das pendências da área.
Qual a diferença entre usucapião e regularização fundiária?
A usucapião é uma forma de adquirir propriedade baseada no tempo de posse, desde que a ocupação seja pacífica e contínua. É um processo individual, judicial ou extrajudicial. Além disso, não depende de análise urbanística da área.
Já a regularização fundiária é um processo coletivo e administrativo, regulado pela Lei nº 13.465/2017. Ele analisa infraestrutura, meio ambiente, cadastro dos moradores e adequação urbanística antes de emitir a titulação.
Ou seja, enquanto a usucapião resolve a situação de uma pessoa, a regularização reorganiza todo um núcleo urbano informal.
Quem pode solicitar a regularização fundiária?

A Lei nº 13.465/2017 permite que vários agentes iniciem o processo:
- União, Estados, Distrito Federal e Municípios;
- Autarquias e entidades públicas;
- Beneficiários (moradores) individualmente;
- Associações, cooperativas e entidades civis;
- Proprietários de áreas e loteadores;
- Defensoria Pública;
- Ministério Público.
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Perguntas frequentes
O que é um projeto de regularização fundiária?
O projeto de regularização fundiária é o documento técnico que organiza todas as informações necessárias para legalizar um núcleo urbano ou rural.
Ele inclui o levantamento da área, diagnóstico das irregularidades, definição das unidades imobiliárias, estudo de viabilidade urbanística e ambiental, além das propostas de infraestrutura e dos ajustes necessários para a integração formal do local à cidade.
Quais são os documentos necessários para solicitar a regularização fundiária?
Os documentos variam conforme a modalidade (Reurb-S ou Reurb-E) e a situação do imóvel, mas geralmente incluem:
- Documento pessoal (RG e CPF);
- Comprovante de residência;
- Certidão de estado civil;
- Comprovante de posse ou contrato de compra e venda;
- Certidão de propriedade ou negativa perante o cartório de registro de imóveis;
- Comprovante de renda, quando exigido para enquadramento na Reurb-S.
Quanto tempo leva a regularização fundiária?
Em média, o processo pode levar de 6 meses a 2 anos. Esse prazo depende do tamanho da área, da quantidade de unidades envolvidas e do nível da intervenção. Quando há pendências ambientais, disputas jurídicas ou necessidade de obras de infraestrutura, o processo pode ser mais longo.
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