Aquele apartamento que parecia fora do orçamento pode se tornar uma opção quando você encontra alguém para morar junto. Mas, antes de fechar o contrato, é importante saber como dividir o aluguel de um jeito que faça sentido para todos.
Repartir o valor em partes iguais é a forma mais simples, mas nem sempre resolve. Afinal, um morador pode ocupar a suíte, outro pode usar a única vaga de garagem, e a renda de cada um pode ser bem diferente.
Além disso, há despesas com contas de consumo, condomínio e IPTU.
Por isso, o melhor momento para conversar sobre dinheiro é antes da mudança. Neste artigo, você vai conhecer diferentes formas de calcular a parcela de cada pessoa e os combinados que ajudam a manter as contas da casa em ordem. Vamos lá?
Navegue pelo conteúdo:
- Como dividir aluguel entre moradores?
- Divisão igualitária: o mesmo valor para todos
- Divisão proporcional à renda: quanto cada pessoa paga?
- Divisão pelo uso dos espaços: quarto maior, suíte e garagem
- Como dividir condomínio e IPTU?
- Como dividir água, luz, gás e internet?
- Quem fica responsável por pagar as contas?
- O que fazer quando alguém entra ou sai da casa?
- Encontre seu novo lar com o QuintoAndar
- Perguntas frequentes
- Posso dividir o pagamento do aluguel para aliviar o aperto financeiro?
- Como dividir o aluguel quando um casal mora junto?
- Quem passa pouco tempo em casa deve pagar menos?
- Como calcular a parte de alguém que se mudou no meio do mês?
- Conclusão
Leia também: O que deve constar em um contrato de aluguel + modelo simples para baixar
Como dividir aluguel entre moradores?

O primeiro passo é separar o valor do aluguel das demais despesas da casa. Depois, os moradores escolhem um critério para repartir cada custo. Aqui, a melhor divisão é aquela que todos conseguem entender, pagar e rever se a rotina da casa mudar.
Em geral, há três possibilidades: dividir o aluguel igualmente entre os moradores, considerar a renda de cada pessoa para uma divisão proporcional ou ajustar as parcelas conforme o uso dos espaços.
Divisão igualitária: o mesmo valor para todos
Nesse modelo, basta dividir o aluguel pelo número de moradores. Se três pessoas alugam um imóvel por R$ 2.400, cada uma paga R$ 800 de aluguel por mês.
A conta é simples e fácil de acompanhar, especialmente quando todos têm acesso semelhante aos espaços da casa.
Ainda assim, ela não precisa determinar o rateio de todas as despesas. Os moradores podem dividir o aluguel igualmente e combinar uma regra diferente para a vaga de garagem, por exemplo.
Divisão proporcional à renda: quanto cada pessoa paga?
Quando os moradores têm rendas diferentes, dividir tudo pela metade pode pesar mais no orçamento de uma pessoa. A divisão proporcional considera quanto cada um ganha em relação à renda total do grupo.
Imagine um casal em que uma pessoa recebe R$ 4 mil por mês e a outra, R$ 6 mil. Juntas, elas recebem R$ 10 mil. A primeira responde por 40% dessa renda; a segunda, por 60%. Se o aluguel custa R$ 2.000, as parcelas ficam em R$ 800 e R$ 1.200, respectivamente.
Esse critério também pode servir para outras despesas fixas, desde que os moradores concordem.
Antes de adotá-lo, porém, combinem qual renda será considerada no cálculo e quando vão rever os percentuais. Uma mudança de emprego, por exemplo, pode alterar um acordo que antes funcionava bem.
Divisão pelo uso dos espaços: quarto maior, suíte e garagem
Quem fica com uma suíte, ocupa um quarto maior ou usa sozinho a vaga de garagem pode pagar uma parcela maior do aluguel. Nesse caso, os moradores precisam chegar a um acordo que considerem razoável.
Uma forma simples de fazer isso é partir da divisão igualitária e transferir um valor combinado a quem usa o benefício exclusivo.
Por exemplo: em um aluguel de R$ 2.400 dividido entre três pessoas, a base seria de R$ 800 para cada uma. Se todos concordarem que a suíte justifica uma diferença de R$ 200, quem a ocupa paga R$ 1.000, enquanto os outros dois pagam R$ 700 cada.
Como dividir condomínio e IPTU?
Depois de definir o aluguel, definam como ficará a divisão dos custos com condomínio e IPTU.
Os moradores podem dividir os valores igualmente ou aplicar o mesmo percentual escolhido para o aluguel quando as rendas são muito diferentes.
Ao conferir o condomínio, também é importante distinguir as despesas ordinárias, ligadas à manutenção e ao funcionamento do prédio, das extraordinárias, que em regra cabem ao proprietário.
Como dividir água, luz, gás e internet?

As contas de consumo merecem uma conversa à parte, pois podem variar de um mês para outro.
Para água, energia, gás e internet, a solução mais prática é somar os valores e dividir pelo número de moradores. Ou seja, se a casa gastou R$ 600 nessas contas e três pessoas participam do rateio, cada uma paga R$ 200.
Por outro lado, se uma pessoa contrata sozinha um serviço extra ou se os moradores identificam uma diferença relevante no uso de determinada conta, podem combinar outro critério.
Além disso, é importante decidir sobre as despesas que não são mensais, como a compra de um botijão de gás ou um reparo de responsabilidade dos inquilinos. Assim, é possível evitar que uma pessoa arque com o valor inteiro e precise cobrar as outras semanas depois.
Continue a leitura: Aluguel barato: entenda como encontrar o mais adequado ao seu bolso
Quem fica responsável por pagar as contas?
Mesmo que todos saibam quanto devem, o pagamento pode virar um problema se ninguém souber quem vai quitar cada cobrança.
Definam uma pessoa responsável por acompanhar o vencimento do aluguel e outra, se fizer sentido, pelas contas de consumo. Depois, estabeleçam até que dia cada morador deve transferir sua parte.
Uma planilha compartilhada ou um registro simples no grupo da casa já ajuda. O importante é que todos consigam consultar o valor da conta, o critério de divisão, o prazo e a confirmação do pagamento.
Se uma despesa variar, enviem a cobrança antes de solicitar o repasse, para que cada pessoa entenda como chegaram à sua parcela.
O que fazer quando alguém entra ou sai da casa?
A saída de um morador afeta tanto o orçamento quanto a divisão dos quartos e das contas.
Por isso, combinem desde o início como o grupo vai lidar com essa situação: quando a pessoa deve avisar, como acertar as despesas do último mês e como os moradores restantes vão escolher alguém para ocupar o espaço.
Se a mudança envolver uma pessoa que consta como inquilina no contrato, será necessário solicitar a alteração contratual. No QuintoAndar, esse pedido envolve uma análise de crédito, aprovação do proprietário e, se necessário, a assinatura de um aditivo contratual.
Encontre seu novo lar com o QuintoAndar
Depois de combinar quanto cada pessoa pode pagar, o próximo passo é procurar um imóvel que funcione para o orçamento e para a rotina de todos.
No QuintoAndar, você pode pesquisar casas e apartamentos para alugar em mais de 70 cidades brasileiras, usar filtros de preço, quartos e vagas e comparar os custos informados nos anúncios.
Assim, o grupo consegue fazer as contas antes de escolher quais imóveis visitar.
Já sabe quanto cabe no bolso de cada morador? Então acesse o site ou app do QuintoAndar, explore os imóveis disponíveis para alugar e encontre uma opção que faça sentido para todos.
Perguntas frequentes
Posso dividir o pagamento do aluguel para aliviar o aperto financeiro?
Sim. É possível dividir o pagamento do aluguel com outras pessoas que moram ou vão morar com você para aliviar o aperto financeiro. Antes de fechar esse acordo, confira, porém, as condições do contrato e quem é responsável pelo pagamento da locação.
Como dividir o aluguel quando um casal mora junto?
O casal pode dividir o aluguel igualmente ou considerar a renda de cada pessoa. Se as rendas são próximas e a divisão pela metade cabe no orçamento dos dois, esse pode ser o caminho mais simples. Quando a diferença é maior, a divisão proporcional pode fazer mais sentido.
Quem passa pouco tempo em casa deve pagar menos?
Não necessariamente. O aluguel garante o uso do imóvel durante todo o mês, mesmo quando um morador viaja ou fica o dia todo fora. Por isso, uma ausência temporária não costuma alterar a parcela combinada pelo quarto.
Nas contas de consumo, a conversa pode ser diferente. Se alguém ficar fora por um período longo, os moradores podem avaliar um ajuste para despesas variáveis, como água e energia.
Como calcular a parte de alguém que se mudou no meio do mês?
Vocês podem calcular a parcela de aluguel proporcional aos dias de ocupação. Se a parte mensal de uma pessoa é R$ 900 e o grupo concorda que ela pagará por 10 dias de um mês de 30 dias, o valor será de R$ 300: R$ 900 ÷ 30 × 10.
Conclusão
Dividir aluguel pode aliviar o orçamento, mas a economia só funciona quando todos sabem quanto devem pagar e por quê. Comecem pelo custo total do imóvel, escolham um critério para o rateio e especifiquem os prazos e as responsabilidades de cada pessoa. Se a renda, os moradores ou as despesas mudarem, retomem a conversa e refaçam as contas.
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