Se você quer entender como reduzir as parcelas do financiamento, aqui vai uma dica: existem caminhos eficientes para aliviar o orçamento sem colocar o imóvel em risco. Porém, cada solução funciona de uma forma e traz impactos diferentes tanto no valor pago ao banco quanto na sua organização financeira.
Nesse sentido, a melhor estratégia depende do tipo de contrato, do prazo, dos juros, do sistema de amortização escolhido e até das suas necessidades a curto, médio e longo prazo. E é por isso que, muitas vezes, é difícil saber por onde começar.
Para te ajudar a evitar escolhas impulsivas, listamos abaixo sete formas de reduzir as parcelas do financiamento imobiliário. Assim, você pode entender o impacto de cada uma e optar por aquela que mais combina com o seu perfil.
Se interessou e quer saber mais? Então continue a leitura deste artigo e fique por dentro do assunto!
Navegue pelo conteúdo:
- Como reduzir as parcelas do financiamento?
- 1. Use o FGTS
- 2. Renegocie o contrato com o banco
- 3. Faça portabilidade de crédito
- 4. Invista na amortização das parcelas
- 5. Aumente o prazo
- 6. Avalie refinanciar
- 7. Conheça outras linhas de crédito
- Como saber se o financiamento está caro?
- Vale a pena reduzir as parcelas do financiamento?
- Quando a redução das parcelas não é indicada?
- É melhor reduzir as parcelas ou o prazo?
- Documentos necessários para renegociar o financiamento
- Simule seu financiamento no QuintoAndar
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Como reduzir as parcelas do financiamento?

Existem várias formas de reduzir as parcelas do financiamento imobiliário: você pode usar o FGTS, renegociar o contrato com o banco, fazer portabilidade de crédito, amortizar parcelas, aumentar o prazo ou até mesmo refinanciar.
Aqui, o importante é entender que cada alternativa funciona de um jeito. Por isso, vale comparar as opções para encontrar a que se adapta melhor à sua realidade e objetivos. Entenda:
1. Use o FGTS
Usar o FGTS para amortizar a dívida é uma das maneiras mais tradicionais de reduzir as parcelas do financiamento imobiliário.
A Caixa, por exemplo, permite diminuir até 80% do valor de cada prestação durante 12 meses. Porém, o financiamento deve estar no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), não pode haver parcelas em atraso e só é possível usar o recurso novamente após dois anos.
Além disso, só é possível usar o benefício em um imóvel residencial que esteja no nome de quem vai amortizar. Ou seja, antes de solicitar, vale conferir seu contrato e entender se você se encaixa nas exigências do banco.
Apesar das regras, o FGTS costuma ser um dos caminhos mais vantajosos para reduzir parcelas porque atinge diretamente o saldo devedor. Afinal, quanto menor o saldo, menor o valor das próximas prestações.
2. Renegocie o contrato com o banco
Renegociar o contrato com o banco também é uma opção acessível para reduzir a parcela, especialmente quando a renda diminui ou quando as condições do financiamento não estão de acordo com o seu momento financeiro.
Assim, é possível reduzir juros, mudar o sistema de amortização ou até mesmo aumentar o prazo.
Para aumentar as chances de aprovação, é importante aprsentar comprovantes de renda atualizados, histórico de pagamento, extrato do saldo devedor e, se possível, simulações de outras instituições. Além disso, quanto melhor for o seu histórico, maior a chance de conseguir condições realmente vantajosas.
Embora seja útil para quem precisa de alívio imediato, vale se atentar ao Custo Efetivo Total (CET).
Assim, antes de aceitar qualquer proposta, compare o valor do financiamento atual com o do novo contrato e veja se a redução das parcelas compensa o aumento dos juros ao longo do tempo.
3. Faça portabilidade de crédito
Também é possível transferir o financiamento para um banco que oferece juros menores.
Para iniciar o processo, basta solicitar ao banco atual o saldo devedor atualizado e as condições do contrato. Depois, compare com ofertas de outras instituições e veja qual delas apresenta um Custo Efetivo Total mais baixo.
A partir daí, a nova instituição quita sua dívida antiga e assume o financiamento com condições melhores. É simples, mas exige cuidado com detalhes como tarifas, prazos e taxas extras.
De modo geral, essa opção costuma ser útil para quem quer saber como reduzir as parcelas do financiamento sem depender de FGTS ou renda extra.
4. Invista na amortização das parcelas
A amortização é uma das formas mais inteligentes de reduzir parcelas. Afinal, essa estratégia reduz juros futuros e atua direto no saldo devedor.
Dessa forma, ao antecipar parte da dívida, você pode escolher entre diminuir o valor da parcela ou reduzir o prazo total do financiamento.
Porém, é importante entender que existem dois tipos principais de amortização nos financiamentos:
- SAC (Sistema de Amortização Constante): as parcelas começam maiores e diminuem ao longo do tempo. Amortizar nesse sistema costuma gerar bom impacto no valor final da dívida;
- Tabela Price: parcelas fixas, mas com juros maiores no início. Amortizar aqui ajuda a reduzir juros acumulados.
Assim, é importante verificar qual é o sistema do seu contrato para avaliar as opções disponíveis.
5. Aumente o prazo
Aumentar o prazo é outra forma possível para quem busca entender como reduzir as parcelas do financiamento. Afinal, ao aumentar o tempo de pagamento, você automaticamente reduz o valor mensal da dívida.
Porém, embora traga alívio rápido para o orçamento, essa estratégia costuma elevar o custo total por causa dos juros.
Nesse sentido, antes de pedir o alongamento, compare cenários: veja o CET atual e o CET com o novo prazo, planeje amortizações futuras quando surgir renda extra e verifique se há outra possibilidade disponível.
6. Avalie refinanciar
Refinanciar significa trocar o contrato atual por outro, geralmente com garantia (como home equity). Na prática, você quita a dívida antiga com um novo crédito, em juros menores e prazo maior, o que reduz a parcela.
Essa estratégia funciona bem quando a taxa do seu financiamento está alta. Contudo, ela envolve garantia real do imóvel ou do veículo. Portanto, simule o novo CET, analise custos de avaliação e cartório e confirme se a economia mensal compensa os riscos.
7. Conheça outras linhas de crédito
Você também pode usar um crédito mais barato para quitar parte do financiamento e, assim, reduzir a parcela. Por exemplo: o consignado costuma ter juros menores que o crédito pessoal comum e pode aliviar o bolso.
Mesmo assim, compare tudo. Trocar dívida cara por outra mais cara derruba a estratégia.
Dessa forma, avalie a taxa, prazo, IOF, seguros e tarifas. Se o CET da nova linha ficar menor que o do financiamento atual, a troca tende a valer a pena. Caso contrário, siga com renegociação, portabilidade ou amortização.
Como saber se o financiamento está caro?

O financiamento está caro quando a taxa de juros efetiva está acima da média do mercado, o CET é elevado e as parcelas comprometem uma parte significativa da sua renda.
Esse conjunto de sinais indica que o contrato perdeu eficiência e pode estar pesando mais do que deveria no orçamento. Além disso, situações como uso frequente do limite, atraso em contas ou necessidade de parcelar despesas do dia a dia mostram que a dívida já pressiona suas finanças.
Para confirmar isso, o ideal é analisar alguns pontos:
- Sistema de amortização: entender se você está no SAC ou na Price ajuda a visualizar como os juros se comportam ao longo do tempo;
- CET (Custo Efetivo Total): ele mostra o custo real do financiamento e permite comparar bancos de forma justa;
- Saldo devedor atualizado: importante para simular portabilidade e amortizações. Com esses dados em mãos, fica mais fácil perceber se o financiamento está realmente caro ou se é apenas uma fase do contrato.
Vale a pena reduzir as parcelas do financiamento?
Reduzir as parcelas do financiamento pode valer a pena quando você precisa de alívio imediato para manter as contas organizadas e evitar inadimplência. Assim, você mantém estabilidade no curto prazo e ganha tempo para ajustar o orçamento com mais tranquilidade.
Entretanto, é importante observar que nem sempre essa redução traz economia. Ao alongar o prazo, por exemplo, a parcela cai, mas o custo total aumenta. Por isso, a decisão precisa estar alinhada ao seu momento financeiro.
Quando a redução das parcelas não é indicada?
Reduzir as parcelas do financiamento pode não valer a pena quando seu contrato já apresenta taxas competitivas, o prazo está próximo do fim ou a parcela atual não compromete seu orçamento.
Em cenários assim, reduzir a parcela pode significar pagar mais no total sem necessidade.
Além disso, se você está comparando contratos e percebe que a diferença entre taxas é mínima, talvez seja melhor focar em amortizações pontuais do que renegociar ou mexer no prazo.
É melhor reduzir as parcelas ou o prazo?

De modo geral, seu momento financeiro e necessidades a curto, médio e longo prazo é que vão definir se é melhor reduzir as parcelas ou o prazo do financiamento.
Se você pode, reduzir o prazo pode valer mais a pena. Agora, se você precisa de um alívio financeiro imediato, a melhor escolha pode ser reduzir a parcela.
Reduzir o prazo gera muita economia em juros e antecipa o fim da dívida. Já reduzir a parcela é ideal para momentos de aperto financeiro.
Para comparar, faça duas simulações: uma com o prazo menor e outra com a parcela reduzida. Veja quanto os juros mudam, como o saldo devedor se comporta e qual impacto isso traz no orçamento mensal.
Documentos necessários para renegociar o financiamento
Para renegociar o financiamento, o banco precisa avaliar sua situação atual e confirmar que você tem condições de seguir com as novas regras. Por isso, é importante apresentar alguns documentos. Os mais solicitados são:
- Documento de identificação;
- CPF;
- Comprovante de residência atualizado;
- Comprovantes de renda (holerites, extratos bancários ou declaração de MEI);
- Contrato do financiamento atual;
- Extrato atualizado do saldo devedor;
- Comprovantes das últimas parcelas pagas;
- Declaração de Imposto de Renda (quando houver);
- Avaliação ou documentação do imóvel, caso a renegociação envolva portabilidade ou garantia adicional.
Simule seu financiamento no QuintoAndar
Simular o financiamento é o passo mais importante para conquistar a casa própria. Afinal, você entende desde o início os valores, as regras contratuais e como vai ficar seu orçamento.
No QuintoAndar, você consegue visualizar todas as variáveis do financiamento e ainda encontra as melhores taxas do mercado para conquistar a casa própria. Assim, você compara cenários e escolhe a melhor opção para a sua realidade financeira.
Você pode testar diferentes prazos, usar ou não FGTS, simular amortizações e avaliar o impacto direto na parcela e no custo total. Além disso, você ainda conta com todo o suporte da equipe do QuintoAndar para te ajudar em todo o processo.
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