Qual é a melhor época para comprar imóvel? Saiba analisar se é hora de agir ou esperar mais um pouco

Fatores macroeconômicos, como os juros, além da sazonalidade, podem tornar um negócio mais ou menos vantajoso na hora de comprar imóvel

Por Redação - 09/08/2023 às 16:33
Atualizado: 04/06/2025 às 20:29
Imagem que ilustra matéria sobre comprar imóvel agora ou esperar 2023 mostra um casal ao fundo desfocado segurando chaves na mão
  • A taxa Selic elevada encarece financiamentos imobiliários, mas pode reduzir preços pela queda de demanda, beneficiando compradores com liquidez disponível.
  • Ciclos de contração do mercado imobiliário criam oportunidades de negociação e descontos, enquanto períodos de expansão elevam preços rapidamente.
  • A decisão de compra deve priorizar estabilidade financeira pessoal e alinhamento com metas de vida, independentemente de fatores macroeconômicos externos.
Resumo supervisionado por jornalista.

Existe uma melhor época para comprar um imóvel? Embora não exista um consenso universal, alguns fatores pessoais, sazonais e de mercado podem contribuir para uma aquisição mais favorável.

Entre os fatores macroeconômicos, destaca-se a taxa Selic, que baliza os juros do financiamento e a dinâmica do mercado imobiliário.

Já dentro dos fatores sazonais é importante ficar atento ao ciclo do mercado imobiliário e às épocas de maior demanda por parte de outros compradores.

E claro, é preciso ter bem definida a sua situação pessoal e sua necessidade.

Neste artigo, explicamos um pouco cada um desses fatores, para que você saiba escolher a melhor época para comprar imóvel.

Navegue pelo conteúdo:

Fatores macroeconômicos

Dentre os principais fatores econômicos que definem a melhor época para comprar imóvel está a taxa básica de juros do Brasil, a Selic.

Ela possui forte influência sobre os financiamentos e o mercado imobiliário em geral, e está atualmente em 14,75% ao ano.

Este é um patamar considerado bem elevado, pois é o mais alto desde 2006.

Embora os juros ajudem a controlar a inflação, eles acabam encarecendo o crédito e sufocando o desempenho da economia.

No mercado imobiliário, esse efeito pode ser sentido de diversas maneiras:

  • Financiamento mais caro: Como a Selic é referência para empréstimos, quando ela sobe, as  taxas de juros tendem a subir. Portanto, se você deseja financiar um imóvel, pode ser interessante esperar os juros baixarem.
  • Baixa demanda pode reduzir preço: Com os financiamentos mais difíceis, a tendência é que a demanda por compra caia. Assim, os preços dos imóveis podem cair em função da dificuldade de venda. Para quem tem liquidez, o famoso “dinheiro na mão”, pode ser uma boa oportunidade de comprar barato.

Leia mais: Como a taxa Selic interfere no mercado imobiliário

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Ciclos do mercado imobiliário

O mercado imobiliário, assim como outros setores da economia, opera em ciclos de altos e baixos. Observar em qual fase o mercado se encontra pode ser crucial para identificar a melhor época para comprar imóvel.

  • Fase de Expansão: Durante esse período, a demanda por imóveis é alta, os preços tendem a subir rapidamente e a oferta de novas construções é impulsionada. É um momento de valorização para quem já possui um imóvel, mas para quem quer comprar, pode significar preços mais elevados.
  • Fase de Contração/Recessão: Aqui, o cenário se inverte. A demanda diminui, os preços podem estagnar ou até cair, e há menos lançamentos. Para quem tem liquidez e estabilidade financeira, essa pode ser uma janela de oportunidade, pois há mais espaço para negociar valores mais atrativos e encontrar bons negócios. Vendedores podem estar mais abertos a conceder descontos para fechar vendas.

Sazonalidade do Mercado

Embora não seja um fator decisivo isoladamente, a sazonalidade pode influenciar o poder de negociação e a disponibilidade de imóveis.

  • Início do ano (janeiro a março): Após as festividades de fim de ano, o mercado imobiliário tende a ficar um pouco mais calmo. Muitas construtoras e imobiliárias buscam iniciar o ano com boas vendas, e pode haver um maior estoque de imóveis remanescentes do ano anterior. A concorrência entre compradores é menor, o que pode abrir espaço para negociações mais flexíveis e, potencialmente, descontos.
  • Fim do ano (outubro a dezembro): De olho em metas de vendas, construtoras e incorporadoras podem lançar promoções e condições especiais para escoar estoques e fechar o ano com números positivos. A demanda pode diminuir um pouco devido às férias e festas de fim de ano, o que também pode beneficiar o comprador com mais opções e chances de negociação.

Leia mais: Juros no crédito imobiliário; como pagar menos?

Suas necessidades e situação pessoal

Acima de qualquer fator externo, o “melhor momento” para comprar um imóvel é sempre aquele que se alinha com a sua realidade e seus objetivos de vida.

  • Estabilidade financeira: Avalie se sua renda é estável, se você possui uma boa reserva de emergência e se as parcelas do financiamento, somadas aos custos adicionais (impostos, taxas, condomínio), cabem no seu orçamento sem comprometer sua segurança financeira. Comprar um imóvel é um compromisso de longo prazo que exige planejamento.
  • Metas de vida: Seus planos futuros, como casamento, aumento da família, mudança de cidade ou até mesmo a busca por um novo estilo de vida, são determinantes. A necessidade de um imóvel maior, de um bairro específico ou de uma infraestrutura diferente pode ditar o momento da sua busca, independentemente dos ciclos do mercado.
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Mas então, existe uma melhor época para comprar imóvel?

Por mais que existam fatores que mexam com o mercado imobiliário, isoladamente eles não são suficientes para a tomada de decisão do negócio.

Além disso, quem investe em imóveis normalmente olha para janelas de longo prazo, que compreendem diversos ciclos de altas e baixas dos juros.

O que vai definir principalmente se é hora de comprar ou não um imóvel são as grandes oportunidades que podem vir a aparecer.

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Leia Também: Entenda como as taxas de juros no financiamento imobiliário funcionam e saiba como pagar menos

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Dúvidas mais comuns

Não existe uma época universalmente melhor, pois a decisão depende de fatores pessoais, sazonais e macroeconômicos. O ideal é considerar sua situação financeira, necessidades de vida e oportunidades do mercado. Quem investe em imóveis geralmente observa janelas de longo prazo que compreendem diversos ciclos de altas e baixas dos juros, sendo as grandes oportunidades que surgem o principal fator para determinar se é hora de comprar.

A taxa Selic é a taxa básica de juros do Brasil e possui forte influência sobre os financiamentos imobiliários. Quando a Selic sobe, as taxas de juros dos empréstimos também tendem a subir, tornando o financiamento mais caro. Por outro lado, com juros elevados, a demanda por compra diminui, o que pode resultar em queda de preços dos imóveis, criando oportunidades para quem possui liquidez.

Entre abril e junho, o mercado imobiliário tende a se estabilizar após o início do ano, oferecendo mais opções de escolha e diversidade de imóveis, já que muitas construtoras começam a lançar novos empreendimentos. Além disso, janeiro a março é um período mais calmo com menor concorrência entre compradores, permitindo negociações mais flexíveis. Já outubro a dezembro pode oferecer promoções especiais, pois construtoras buscam atingir metas de vendas.

O mercado imobiliário opera em dois ciclos principais: a fase de expansão, quando a demanda é alta, preços sobem rapidamente e há muitos lançamentos de novas construções; e a fase de contração ou recessão, quando a demanda diminui, preços estagnam ou caem, e há menos lançamentos. Para quem tem liquidez e estabilidade financeira, a fase de contração pode ser uma janela de oportunidade para negociar valores mais atrativos.

De modo geral, não existe uma renda mínima exigida para comprar um imóvel. A regra principal é que o valor das parcelas do financiamento não pode comprometer mais do que 30% da sua renda familiar mensal. Além disso, é importante avaliar se sua renda é estável, se possui uma boa reserva de emergência e se as parcelas, somadas aos custos adicionais como impostos, taxas e condomínio, cabem no seu orçamento.

Os principais fatores pessoais são a estabilidade financeira e suas metas de vida. Você deve avaliar se sua renda é estável, se possui reserva de emergência e se consegue arcar com as parcelas sem comprometer sua segurança financeira. Além disso, seus planos futuros como casamento, aumento da família, mudança de cidade ou busca por novo estilo de vida são determinantes para definir o momento ideal da compra.

A sazonalidade influencia o poder de negociação e a disponibilidade de imóveis. No início do ano (janeiro a março), o mercado fica mais calmo com menor concorrência entre compradores, permitindo negociações mais flexíveis. No fim do ano (outubro a dezembro), construtoras lançam promoções para atingir metas de vendas, e a demanda diminui devido às férias, beneficiando o comprador com mais opções e chances de negociação.

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