Financiamento de imóvel usado: como funciona e quais as diferenças para um imóvel novo

Processo está praticamente equiparado, mas ainda guarda diferenças sutis, em especial para quem financia via Minha Casa Minha Vida

Por Redação - 13/09/2021 às 08:37
Atualizado: 02/10/2024 às 10:54
Como comprar a casa própria com o financiamento Caixa para imóvel usado
  • Financiamento de imóvel usado agora permite até 70% do valor total, exigindo entrada de 30%, enquanto imóvel novo permite até 90% financiado com entrada de 20%.
  • Bancos historicamente evitavam imóveis usados por risco adicional de documentação irregular e deterioração do bem em caso de inadimplência, mas condições se equipararam nos últimos anos.
  • Programa Minha Casa Minha Vida limita financiamento de usados a R$ 270 mil na faixa 3, contra R$ 350 mil para novos, para estimular construção civil.
Resumo supervisionado por jornalista.

Você sabia que existem algumas diferenças entre o financiamento de um imóvel usado e de um novo ou comprado na planta?

No passado, existiam uma série de restrições à contração de dívida para comprar um imóvel pronto, como taxas mais altas e mesmo a impossibilidade de financiar via Caixa Econômica Federal.

Atualmente, as condições praticadas se equilibram, embora ainda exista uma diferença no percentual aceito de entrada e nos valores a serem financiados por meio do programa Minha Casa Minha Vida.

Neste artigo, explicamos como funciona o financiamento de um imóvel usado e quais suas principais diferenças em relação a um imóvel novo.

Navegue pelo conteúdo:

Como funciona o financiamento de um imóvel usado?

O financiamento de um imóvel usado segue praticamente o mesmo rito do financiamento de um imóvel novo, com etapas como:

  • Simulação;
  • Análise de crédito;
  • Documentação;
  • Avaliação e vistoria;
  • Assinatura do contrato.

Naturalmente, há peculiaridades relacionadas ao banco contratado ou ao sistema de financiamento, como SFI, SFH ou mesmo o Minha Casa, Minha Vida. Confira abaixo o passo a passo para financiar um imóvel usado:

Passo 1: planejamento financeiro

Como vamos explicar mais abaixo, o valor de entrada exigido para um imóvel usado costuma ser maior.

Portanto, antes mesmo de pensar em contratar o crédito imobiliário, você precisa ter uma reserva financeira para fazer o pagamento da entrada, que pode usar recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Lembre-se que, além do financiamento, você também terá os seguintes custos extras:

  • Tarifas cobradas pelo banco;
  • Custos de cartório, como escritura de imóvel e registro de imóvel;
  • Pagamento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

Tudo isso sem contar a parte de mobílias, reforma, decoração e muito mais…

Passo 2: simulação dos juros e plano de pagamento

Ao fazer uma simulação do financiamento, você consegue ter uma percepção geral do que o banco oferece como possibilidades e fazer uma estimativa de valores.

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Passo 3: documentação e análise de crédito

Ao solicitar um financiamento, o banco irá exigir sua documentação e também fará uma análise de crédito para decidir se concede ou não os valores. Veja abaixo uma lista padrão de documentos necessários:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Comprovantes de renda;
  • Comprovante de estado civil;
  • Extrato atualizado do FGTS, se for usar

Passo 4: avaliação do imóvel

Após analisar toda a sua documentação, o banco faz uma vistoria e avalia o valor de venda e as condições de uso do bem. E uma vez que esteja tudo certo, você já poderá começar a se preparar para, enfim, fechar o negócio.

Passo 5: assinatura do contrato

Após todas essas etapas, é chegado o momento da assinatura do contrato de financiamento, que tem valor de escritura de imóvel. 

Esta é a fase em que é necessário fazer o registro de imóvel no cartório, para a liberação do crédito.

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Quais as diferenças entre o financiamento de um imóvel usado e um novo?

Muita gente ainda acredita que financiar um imóvel usado é mais complicado ou até mesmo inviável.

Essa crença se dá por alguns motivos que ficaram no passado, como:

  1. No passado, a Caixa Econômica Federal e o programa Minha Casa, Minha Vida não financiavam imóveis usados;
  2. Nos bancos em que o financiamento era aceito, as taxas eram mais altas e as condições mais restritas.

Mas por que isso acontecia? Bem, em primeiro lugar, o governo sempre priorizou o financiamento de imóveis novos para estimular a indústria da construção civil e, consequentemente, a atividade econômica e a geração de empregos.

Por outro lado, financiar um imóvel usado sempre representou um grau adicional de risco para o banco. Isso porque a documentação nem sempre já está em ordem como no caso de um imóvel novo, vendido por uma construtora e, além disso, em caso de inadimplência, o bem dado como garantia pode estar mais deteriorado.

Além disso, no caso dos imóveis usados, é necessário verificar dívidas e ônus relacionados à propriedade.

Hoje, contudo, as condições estão praticamente iguais, com exceção para o valor da entrada e os financiamentos via Minha Casa, Minha Vida.

Dá pra financiar 100% de um imóvel usado?

Uma das diferenças que ainda persiste entre o financiamento de um imóvel usado ou novo é o percentual do valor da propriedade que o banco aceita financiar.

Enquanto no caso de um imóvel novo o valor financiado por chegar a 80% ou 90% do total, exigindo uma entrada de até 20%, no imóvel usado é raro passar dos 70% financiados, o que pode exigir uma entrada de até 30%.

Regras do Minha Casa, Minha Vida para imóveis usados

Outra diferença importante relacionada ao financiamento de imóveis usados diz respeito ao programa Minha Casa, Minha Vida.

No início, o programa habitacional não financiava imóveis usados. Isso mudou em 2020, mas neste ano, algumas restrições voltaram a ser levantadas.

O valor máximo para um imóvel financiado na faixa 3 do programa habitacional, que é de R$ 350 mil para imóveis novos, é de apenas R$ 270 mil para imóveis usados.

O objetivo é estimular a construção civil, já que a fatia de imóveis usados no Minha Casa Minha Vida saiu de 7% em 2022 para 24% em 2024.

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Dúvidas mais comuns

O financiamento de um imóvel usado segue praticamente o mesmo processo de um imóvel novo, passando por cinco etapas principais: planejamento financeiro (reserva para entrada), simulação de juros e plano de pagamento, documentação e análise de crédito, avaliação do imóvel pelo banco e, por fim, assinatura do contrato com registro em cartório. Além do financiamento em si, é importante considerar custos extras como tarifas bancárias, custos de cartório (escritura e registro) e ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis).

As principais diferenças estão no percentual financiado e nas regras do Minha Casa, Minha Vida. Para imóveis novos, o banco financia até 80-90% do valor, exigindo entrada de até 20%. Para imóveis usados, o financiamento raramente ultrapassa 70%, exigindo entrada de até 30%. No programa Minha Casa, Minha Vida, o valor máximo para imóveis usados na faixa 3 é de R$ 270 mil, enquanto para novos é de R$ 350 mil. Atualmente, as taxas de juros e condições gerais estão praticamente equiparadas entre os dois tipos.

Não, não é possível financiar 100% de um imóvel usado. Os bancos geralmente financiam até 70% do valor total do imóvel usado, exigindo uma entrada de pelo menos 30%. Essa restrição é maior do que a aplicada a imóveis novos, onde o financiamento pode chegar a 80-90%, com entrada de até 20%. A diferença existe porque imóveis usados representam um risco adicional para o banco, considerando possíveis problemas de documentação e deterioração do bem.

Atualmente, diversos bancos financiam imóveis usados, incluindo a Caixa Econômica Federal, que anteriormente não oferecia essa modalidade. As condições praticadas pelos bancos estão bastante equilibradas, embora variem conforme a instituição. Recomenda-se fazer simulações em diferentes bancos para comparar taxas e condições, podendo utilizar plataformas especializadas que fazem essa pesquisa e negociação com múltiplas instituições financeiras para encontrar as melhores ofertas do mercado.

Os documentos padrão exigidos pelos bancos incluem: RG e CPF, comprovante de residência, comprovantes de renda, comprovante de estado civil e extrato atualizado do FGTS (se for utilizar o fundo). O banco também realizará uma análise de crédito para avaliar sua capacidade de pagamento antes de aprovar o financiamento. Além disso, será necessária documentação específica do imóvel, incluindo verificação de dívidas e ônus relacionados à propriedade.

O programa Minha Casa, Minha Vida começou a financiar imóveis usados em 2020, mas com restrições específicas. Na faixa 3 do programa, o valor máximo financiado para imóveis usados é de R$ 270 mil, enquanto para imóveis novos é de R$ 350 mil. Essa diferença existe para estimular a construção civil. A participação de imóveis usados no programa cresceu significativamente, passando de 7% em 2022 para 24% em 2024, indicando uma mudança no perfil de financiamentos.

Além das parcelas do financiamento, você terá custos adicionais como tarifas cobradas pelo banco, custos de cartório (escritura de imóvel e registro de imóvel), e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Também é importante considerar despesas com possíveis reformas, mobiliário, decoração e manutenção do imóvel. Portanto, é essencial fazer um planejamento financeiro completo antes de contratar o crédito imobiliário, considerando todos esses gastos além da entrada e das parcelas mensais.

No passado, havia restrições significativas ao financiamento de imóveis usados. A Caixa Econômica Federal e o programa Minha Casa, Minha Vida não financiavam imóveis usados, e nos bancos que aceitavam, as taxas eram mais altas e as condições mais restritas. Isso ocorria porque o governo priorizava o financiamento de imóveis novos para estimular a indústria da construção civil e gerar empregos. Além disso, imóveis usados representavam maior risco para os bancos devido a possíveis problemas de documentação, deterioração do bem e necessidade de verificar dívidas e ônus relacionados à propriedade.


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