Estudo do QuintoAndar aponta descolamento entre preços de anúncios e contratos fechados de aluguel
Com o levantamento, a imobiliária digital busca entender as razões da diferença de valores e explicar como essa relação tem mudado durante a pandemia de Covid-19
Estudo do QuintoAndar aponta descolamento entre preços de anúncios e contratos fechados de aluguel
28 de maio de 2026
O QuintoAndar identificou descolamento entre preços de anúncios e contratos de aluguel a partir de março de 2020, com contratos 10,8% mais baixos em São Paulo e 13,5% no Rio de Janeiro.
Durante a pandemia de Covid-19, anúncios mantiveram estabilidade ou subiram enquanto contratos fechados caíram bruscamente, sugerindo desalinhamento entre expectativas de proprietários e disposição de pagamento dos inquilinos.
Imóveis com um dormitório desvalorizaram nos contratos, enquanto unidades com dois ou mais quartos mantiveram estabilidade ou subiram, refletindo migração de inquilinos para imóveis maiores durante a pandemia.
Resumo supervisionado por jornalista.
Entre junho de 2019 e fevereiro de 2020, um estudo do QuintoAndar observou uma relação paralela entre os valores de contratos e de anúncios de aluguel em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nesse período, os contratos eram fechados, em média, com valores 3,7% mais baixos em comparação com os anúncio. Mas com o início da pandemia de Covid-19, a imobiliária digital registrou um descolamento na relação entre esses valores. A partir de março de 2020, os anúncios seguiram uma tendência de subida ou de estabilidade. Enquanto os valores de contratos fechados passaram a cair bruscamente.
Em São Paulo, por exemplo, o valor médio dos contratos fechados chegou a ficar 10,8% abaixo da média dos valores dos anúncios. Já no Rio de Janeiro, essa diferença foi ainda maior: – 13,5%.
+ Leia mais: – Índice QuintoAndar: fique por dentro dos valores do aluguel em São Paulo
Estudo do QuintoAndar é inédito
Os dados fazem parte de um estudo inédito lançado pelo QuintoAndar nesta quarta-feira (04/11), sobre a diferença no comportamento dos preços de anúncio e de contratação de aluguéis residenciais em outubro de 2020.
O estudo foi lançado junto com outra grande novidade: o Índice QuintoAndar de Aluguel, que já a partir deste mês de novembro trará atualizações mensais sobre as variações de preço nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, com base em valores de contratos efetivamente fechados.
“O que observamos no período da pandemia é que a queda nos valores de contratos fechados não foi acompanhada por queda de valores de anúncios. Principalmente para imóveis com menor número de dormitórios. Acreditamos que esse fenômeno possa ser relacionado com um desalinhamento entre as expectativas de retorno dos proprietários e a menor disposição dos inquilinos a pagar no período atual. Um estudo mais aprofundado é necessário para apontar as causas desse fenômeno com maior exatidão”, diz o documento divulgado pelo QuintoAndar.
Objetivos do estudo
O objetivo do estudo do QuintoAndar era entender as razões do descolamento entre os dois preços nos últimos meses e explicar como essa relação tem mudado durante a pandemia de Covid-19.
Além disso, o estudo visa ampliar o entendimento de proprietários, inquilinos e especialistas sobre o mercado imobiliário de aluguel. Como uma forma de auxiliar em processos de tomada de decisão, seja pra quem pretende alugar ou investir em imóveis.
“As descobertas deste estudo destacam a importância de um índice baseado em valores reais de contratos fechados, como o Índice QuintoAndar, para entender o comportamento de preços no mercado de aluguel”, concluiu a imobiliária digital.
Número de quartos
Além da diferença na comparação dos preços dos anúncios em relação aos contratos fechados, o estudo apontou que os imóveis com apenas um dormitório tiveram maior desvalorização nos novos contratos.
Já os de dois ou mais quartos apresentaram estabilidade e até mesmo aumento nesses valores.
Segundo a imobiliária digital, isso pode ser um reflexo de mudanças de comportamento dos inquilinos, numa busca por imóveis maiores pra morar durante a pandemia.
Clique aqui e acesse o estudo completo, com direito a gráficos comparativos sobre o comportamento do preços nos anúncios e nos contratos fechados nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.
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Dúvidas mais comuns
O estudo do QuintoAndar identificou um descolamento significativo entre os preços anunciados e os valores efetivamente fechados em contratos de aluguel. Antes da pandemia (junho de 2019 a fevereiro de 2020), os contratos eram fechados com valores 3,7% mais baixos que os anúncios. Porém, a partir de março de 2020, essa diferença aumentou drasticamente: em São Paulo chegou a 10,8% e no Rio de Janeiro a 13,5%, indicando que os proprietários mantinham preços altos nos anúncios enquanto os inquilinos negociavam valores significativamente menores.
Segundo o estudo do QuintoAndar, a partir de março de 2020, os anúncios seguiram uma tendência de subida ou estabilidade, enquanto os contratos fechados caíram bruscamente. O documento sugere que esse fenômeno pode estar relacionado a um desalinhamento entre as expectativas de retorno dos proprietários e a menor disposição dos inquilinos em pagar durante o período da pandemia. Principalmente para imóveis com menor número de dormitórios, os proprietários mantiveram preços altos nos anúncios apesar da redução na demanda.
O estudo apontou diferenças significativas conforme o número de dormitórios. Imóveis com apenas um dormitório tiveram maior desvalorização nos novos contratos, enquanto imóveis com dois ou mais quartos apresentaram estabilidade e até mesmo aumento nos valores. Essa diferença pode refletir mudanças no comportamento dos inquilinos, que buscavam imóveis maiores para morar durante a pandemia, aumentando a demanda por unidades com mais espaço.
O Índice QuintoAndar de Aluguel é um indicador inédito lançado pela imobiliária digital que traz atualizações mensais sobre as variações de preço nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, baseado em valores de contratos efetivamente fechados. Sua importância reside em fornecer dados reais de mercado, diferentemente dos preços anunciados, permitindo que proprietários, inquilinos e especialistas entendam melhor o comportamento real do mercado imobiliário de aluguel para tomadas de decisão mais informadas.
Em geral, o valor mensal do aluguel corresponde a 0,5% a 1% do valor de mercado do imóvel, dependendo de fatores como localização e demanda. Por exemplo, um imóvel avaliado em R$ 500 mil pode gerar um aluguel mensal entre R$ 2.500 (0,5%) e R$ 5.000 (1%). Essa proporção serve como referência para proprietários definirem preços competitivos e realistas no mercado.
O estudo fornece insights valiosos sobre o comportamento real dos preços de aluguel, mostrando a diferença entre o que é anunciado e o que é efetivamente pago. Essas descobertas ajudam inquilinos a negociar preços mais realistas, baseados em dados de contratos fechados, e auxiliam investidores a precificar seus imóveis de forma mais competitiva e alinhada com a demanda real do mercado, evitando superestimar valores.
O estudo analisou dados de junho de 2019 a outubro de 2020, com foco especial no período da pandemia de Covid-19 a partir de março de 2020. A pandemia representou um ponto de inflexão porque alterou significativamente o comportamento do mercado: enquanto os anúncios mantiveram ou aumentaram seus preços, os contratos fechados caíram bruscamente, criando um descolamento sem precedentes entre esses dois indicadores e revelando mudanças nas expectativas de proprietários e na disposição de pagamento dos inquilinos.
Segundo dados recentes, o preço médio dos novos contratos de aluguel em 2025 subiu 9,44%, mais que o dobro da inflação do período que foi de 5,17%. O preço médio dos contratos chegou a R$ 50,98 por metro quadrado, resultando em um aluguel médio de aproximadamente R$ 2.549 para um apartamento de 50 metros quadrados, representando um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
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