Com o IGP-M em alta, saiba como fazer pra negociar o reajuste do aluguel

Segundo o QuintoAndar, transparência entre inquilino e proprietário é crucial. Desde o início da pandemia, mais de 6 mil contratos foram renovados abaixo do índice na plataforma imobiliária digital

Por Redação - 02/09/2020 às 14:44
Atualizado: 21/11/2024 às 13:37
Com o IGP-M em alta, saiba como fazer pra negociar o reajuste do aluguel
  • O IGP-M acumulado nos últimos 12 meses atingiu 13,02%, servindo como referência para reajuste de aluguéis na maioria do mercado imobiliário brasileiro.
  • Desde abril de 2020, mais de 6 mil contratos na plataforma QuintoAndar foram renovados com reajustes negociados abaixo do IGP-M acumulado através de diálogo entre inquilinos e proprietários.
  • A transparência sobre dificuldades financeiras do inquilino durante negociações diretas com proprietários aumenta as chances de acordo sobre reajustes menores, evitando rescisão contratual e multas.
Resumo supervisionado por jornalista.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) tem passado por uma forte alta em 2020, bem acima da inflação oficial. Como o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses é usado pela esmagadora maioria do mercado imobiliário como referência pro reajuste dos aluguéis, sua alta tem representado um impacto nos preços. Mas, segundo Jonas Marchetti, Diretor de Crédito QuintoAndar, o atual cenário não necessariamente precisa representar um peso no bolso dos inquilinos. Assim como não deve ser um desfalque nas contas dos proprietários que alugam seus imóveis. De acordo com a plataforma imobiliária digital, desde o início da crise causada pela pandemia de Covid-19, mais de seis mil contratos de locação foram renovados sem que o IGP-M precisasse ser usado. Pra isso, é preciso boa vontade e negociação entre ambas as partes.

Após registrar alta de 2,74% em agosto, de acordo com os dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, o índice já acumulou 9,64% apenas este ano e subiu 13,02% no acumulado dos últimos 12 meses

Veja abaixo a evolução do IGP-M acumulado nos últimos 12 meses:

IGP-M 2026
O IGP-M, calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas e é muito usado no mercado imobiliário para o reajuste anual dos contratos de aluguel. O cálculo considera a variação acumulada nos últimos 12 meses.
MAI
7,02%
JUN
4,39%
JUL
2,96%
AGO
3,03%
SET
2,82%
OUT
0,92%
NOV -0,11%
NOV
-0,11%
DEZ -1,05%
DEZ
-1,05%
JAN -0,91%
JAN
-0,91%
FEV -2,67%
FEV
-2,67%
MAR -1,83%
MAR
-1,83%
ABR
0,61%
MAI
7,02%
JUN
4,39%
JUL
2,96%
AGO
3,03%
SET
2,82%
OUT
0,92%
NOV -0,11%
DEZ -1,05%
JAN -0,91%
FEV -2,67%
MAR -1,83%
ABR
0,61%

Negociação entre inquilino e proprietário

Em muitos casos, o valor de um aluguel pode compor parte ou até mesmo a totalidade da renda do dono de um imóvel. Por esse motivo, nem sempre um proprietário pode abrir mão do aumento. “E em casos como esse, o ideal é tentar chegar a um meio termo que seja viável pra ambos”, segundo Jonas Marchetti.

“Todos os nossos contratos usam o IGP-M acumulado dos últimos doze meses como referência. Ainda assim, por conta da pandemia, criamos uma força tarefa pra auxiliar inquilinos a negociar com proprietários tanto o valor do aluguel em si como a própria aplicação do IGP-M. Desde abril, mais de seis mil proprietários já aceitaram negociar mudanças na aplicação do IGP-M pra nossos inquilinos”, afirmou o Diretor de Crédito QuintoAndar.

É preciso ter transparência

Em entrevista ao portal Infomoney, Marchetti apontou a transparência como um ponto crucial na negociação entre inquilinos e proprietários. 

“A melhor abordagem é ser transparente com o proprietário sobre os motivos por trás da negociação – seja uma redução na renda, um gasto inesperado, ou mesmo a pandemia. Isso ajuda a deixar claro que a intenção é manter o aluguel em dia e evitar qualquer problema. O efeito com os proprietários normalmente é muito positivo”, disse Marchetti.

Conforme destacou o Infomoney, a relação entre inquilinos e proprietários é regulada por um contrato de aluguel de imóvel. Que, por sua vez, segue a Lei do Inquilinato (Lei 8245/91). A partir do momento em que um inquilino assina esse compromisso, ele se compromete a aceitar os reajustes propostos.

“Caso não aceite o aumento, o inquilino tem o direito de rescindir o aluguel. Mas, dependendo do prazo, pode ser aplicada uma multa por encerramento antecipado. O mais indicado, portanto, é buscar uma renegociação diretamente com o proprietário. Pois só ele pode aceitar mudanças sobre o que foi previamente combinado. Seja na aplicação do reajuste ou mesmo da multa de rescisão”, afirmou, ao Infomoney, o Diretor de Crédito do QuintoAndar.

Quer saber o reajuste do seu aluguel com base no IGP-M acumulado? Use nossa calculadora:

IGP-M: abril de 2026

Os contratos que fazem aniversário no mês seguinte terão reajuste de 0,61%.

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O valor reajustado do seu aluguel é de:
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Dúvidas mais comuns

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) é um índice de inflação divulgado pela Fundação Getúlio Vargas que mede a variação de preços no mercado. A esmagadora maioria do mercado imobiliário utiliza o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses como referência para reajustar aluguéis, pois ele reflete as variações econômicas do período e serve como parâmetro objetivo para ambas as partes.

Para calcular o reajuste do aluguel pelo IGP-M, você deve aplicar o percentual acumulado dos últimos 12 meses ao valor atual do aluguel. Por exemplo, se o IGP-M acumulado é de 13,02% e seu aluguel é de R$ 1.000, o novo valor seria R$ 1.130,20. Muitas plataformas imobiliárias, como o QuintoAndar, disponibilizam calculadoras específicas para facilitar esse cálculo.

Segundo a Lei do Inquilinato (Lei 8245/91), ao assinar um contrato de aluguel, o inquilino se compromete a aceitar os reajustes propostos. Porém, o inquilino tem o direito de rescindir o aluguel se não aceitar o aumento, embora possa ser aplicada uma multa por encerramento antecipado dependendo do prazo. A melhor alternativa é buscar uma renegociação diretamente com o proprietário.

A negociação deve ser baseada em transparência e boa vontade entre ambas as partes. O ideal é ser honesto sobre os motivos da negociação, como redução de renda, gastos inesperados ou dificuldades financeiras. Isso demonstra a intenção de manter o aluguel em dia e evitar problemas. Segundo dados do QuintoAndar, mais de 6 mil contratos foram renovados com sucesso através de negociação, muitas vezes chegando a um meio termo viável para ambos.

De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas, o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses chegou a 13,02% em 2020, com uma alta de 9,64% apenas naquele ano. Em agosto de 2020, o índice registrou uma alta de 2,74%, demonstrando uma forte elevação bem acima da inflação oficial durante esse período.

Se o proprietário não aceitar negociar, o inquilino tem duas opções: aceitar o reajuste conforme previsto em contrato ou rescindir o aluguel. Caso opte pela rescisão, pode haver aplicação de multa por encerramento antecipado, dependendo do prazo estabelecido no contrato. Por isso, é importante tentar a negociação diretamente com o proprietário, pois apenas ele pode aceitar mudanças no que foi previamente combinado.

Muitos proprietários aceitam negociar abaixo do IGP-M por compreender as dificuldades financeiras dos inquilinos, especialmente em períodos de crise como a pandemia de Covid-19. Embora o aluguel possa compor parte ou até a totalidade da renda do proprietário, alguns preferem manter um inquilino confiável com um reajuste menor do que correr o risco de desocupação ou inadimplência. A transparência e a boa comunicação são fundamentais para chegar a esse acordo.

A transparência é crucial na negociação entre inquilinos e proprietários porque demonstra honestidade e intenção genuína de manter o aluguel em dia. Ao explicar claramente os motivos da negociação – seja redução de renda, gastos inesperados ou situações de crise – o inquilino cria um ambiente de confiança que normalmente resulta em uma resposta positiva do proprietário. Essa abordagem honesta aumenta significativamente as chances de sucesso na renegociação.


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