Preço do aluguel: “regra de ouro” do mercado imobiliário cai em desuso
29 de abril de 2026
A "regra de ouro" de calcular aluguel em 0,5% do valor do imóvel tornou-se obsoleta após a crise econômica iniciada em 2014, cedendo lugar a metodologias baseadas em dados de mercado.
Dados da Fipe mostram que a rentabilidade do aluguel caiu de 0,5% em 2013 para 0,37% em 2023, refletindo maior sensibilidade dos preços de locação às flutuações econômicas.
Proprietários agora utilizam comparação de preços regionais, consulta a corretores e ferramentas de inteligência artificial para precificar aluguéis, substituindo a fórmula fixa anterior.
Resumo supervisionado por jornalista.
A revolução do mercado imobiliário vem derrubando alguns pilares de décadas. Com as novas tecnologias, figuras pré-históricas como o fiador de aluguel e o depósito-caução já são coisa do passado. E uma prática – outrora tão consolidada que ficou conhecida como “regra de ouro” -, praticamente caiu em desuso de poucos anos pra cá: a de estipular o aluguel tendo como base 0,5% do valor de venda do imóvel.
De acordo com uma reportagem publicada nesta semana pela editoria de economia do portal Terra, a crise do últimos anos no mercado imobiliário, definitivamente, mudou a regra do jogo. Atualmente, o cálculo do valor a ser cobrado pelo aluguel é motivo de mais atenção por parte dos donos de imóveis.
Novas variáveis no cálculo
Como a “regra de ouro” se tornou obsoleta, o cálculo do valor do aluguel ganhou outras variáveis. Entre elas, estão a comparação de preços de imóveis semelhantes e na mesma região; a consulta a corretores e o uso da tecnologia para análise de dados de mercado, com a ajuda da inteligência artificial. Além disso, num momento posterior, ainda tem a negociação entre inquilino e proprietário, que muitas vezes acaba impactando no preço final.
O cálculo do valor de um aluguel é um dos serviços que o QuintoAndar oferece. Com uma ferramenta online de precificação de aluguel, você preenche um formulário com informações sobre o imóvel e sua localização. E a tecnologia faz o resto.
Dados da Fipe
Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que calcula todos os meses a taxa de rentabilidade do aluguel, o último ano em que o retorno com a locação chegou a 0,5% do preço de venda foi 2013. Com o início da recessão econômica, em 2014, esse percentual começou a cair. E no ano passado, por exemplo, o valor de aluguel passou a representar, em média, 0,37% do valor de venda de um imóvel.
A reportagem do Terra faz uma comparação sobre o comportamento do mercado usando os anos de crise econômica, de acordo com dados da Fipe. Segundo o artigo, em janeiro de 2015, o valor de venda dos imóveis havia subido 12,7%, em 12 meses. Em 2017, considerado o último ano da crise, esse valor de venda havia caído apenas 0,74%, também em 12 meses. Por outro lado, o valor médio das locações, que subiram 1,6% em janeiro de 2015, caíram 2,9% em janeiro de 2017.
“O preço de aluguel é mais sensível ao mercado. O valor de locação caiu bastante durante a crise. Teve três anos de queda e só voltou a subir no ano passado em termos nominais. Enquanto isso, o preço de venda ficou estagnado”, disse o economista Bruno Oliva, da Fipe, ao Terra.
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Dúvidas mais comuns
A 'regra de ouro' era uma prática consolidada no mercado imobiliário que estipulava o aluguel com base em 0,5% do valor de venda do imóvel. Essa metodologia foi amplamente utilizada durante décadas, mas caiu em desuso nos últimos anos devido às mudanças no mercado e à crise econômica que afetou o setor imobiliário.
A regra de 0,5% perdeu validade principalmente após a crise econômica iniciada em 2014. Segundo dados da Fipe, em 2013 o retorno com aluguel ainda atingia 0,5% do preço de venda, mas esse percentual caiu significativamente. Em 2017, o valor de aluguel representava apenas 0,37% do valor de venda de um imóvel, refletindo a maior sensibilidade do mercado de locação às crises econômicas.
Atualmente, o valor mensal do aluguel corresponde a uma porcentagem que varia entre 0,3% e 0,6% do valor de venda do imóvel, dependendo de fatores como localização e demanda. Esse intervalo é mais amplo e flexível do que a antiga regra de ouro, refletindo a complexidade maior do mercado imobiliário contemporâneo.
Com a obsolescência da regra de ouro, o cálculo do aluguel passou a considerar múltiplas variáveis: comparação de preços de imóveis semelhantes na mesma região, consulta a corretores, uso de tecnologia para análise de dados de mercado com inteligência artificial, e negociação direta entre inquilino e proprietário. Essas novas abordagens permitem uma precificação mais precisa e adaptada às condições reais do mercado.
Ferramentas online de precificação de aluguel, como a oferecida pelo QuintoAndar, utilizam inteligência artificial para analisar dados de mercado. O proprietário preenche um formulário com informações sobre o imóvel e sua localização, e a tecnologia realiza a análise automática, oferecendo uma estimativa mais precisa baseada em dados atualizados do mercado.
Durante a crise econômica, o preço de aluguel mostrou-se muito mais sensível às flutuações do mercado do que o preço de venda. Enquanto o valor de venda dos imóveis caiu apenas 0,74% em 12 meses (2017), o valor médio das locações caiu 2,9% no mesmo período. O aluguel teve três anos consecutivos de queda e só voltou a subir em termos nominais após o fim da crise.
O mercado de aluguel é significativamente mais sensível às variações econômicas do que o mercado de venda de imóveis. Enquanto os preços de venda tendem a ficar estagnados durante crises, os aluguéis caem mais rapidamente e de forma mais acentuada, refletindo a maior flexibilidade e volatilidade do mercado de locação em resposta às mudanças nas condições econômicas.
De acordo com dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 2013 foi o último ano em que o retorno com aluguel chegou a 0,5% do preço de venda do imóvel. A partir de 2014, com o início da recessão econômica, esse percentual começou a cair progressivamente, demonstrando como a crise impactou a rentabilidade do mercado de locação.
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