Rentabilidade de imóveis e aluguéis mostra resiliência do mercado imobiliário em 2022

Segundo estudos do QuintoAndar, momento desafiador não impede mercado imobiliário de gerar renda e preservar valor, batendo aplicações tradicionais

Por Redação - 15/03/2023 às 09:00
Atualizado: 10/07/2025 às 20:09
Foto que ilustra matéria sobre rentabilidade de imóveis mostra duas pessoas dando as mãos com uma caderneta e mini casinhas que estão na mesa.
  • Imóveis em São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram valorização em 2022 apesar dos juros altos, com retorno combinado de aluguel e valorização superando 10% ao ano em SP e 19,3% no RJ.
  • O aumento da demanda por aluguel compensou a redução de compradores financiados, gerando retornos anuais estimados de 7,84% em São Paulo e 8,97% no Rio apenas com locação de imóveis.
  • No longo prazo, imóveis com aluguel entregaram 314% de rentabilidade entre 2009 e 2019, superando Selic, Ibovespa e poupança, consolidando o setor como hedge contra inflação.
Resumo supervisionado por jornalista.

A rentabilidade de imóveis provou mais uma vez em 2022 porque o investimento imobiliário é tão buscado por quem deseja ter segurança e preservar seu patrimônio ao mesmo tempo em que gera renda.

Segundo dados do Relatório de Compra e Venda e do Índice de Aluguel, ambos os estudos realizados pelo QuintoAndar, o valor médio de venda dos imóveis em São Paulo e no Rio de Janeiro apresentaram valorização, apesar do juros altos, que tendem a derrubar o mercado.

Por outro lado, o retorno dos aluguéis disparou nas capitais. Combinado, o retorno total superou o Ibovespa, os FIIs, a poupança e, no Rio, bateu até mesmo o CDI, índice de referência para a renda fixa e que é beneficiado com a Selic em alta.

Abaixo, destrinchamos esse resultado e mostramos por que ele reforça a solidez e a lucratividade dos imóveis no longo prazo.

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Preço de venda sobe em SP e no Rio

De acordo com o Relatório de Compra e Venda do QuintoAndar, relativo ao 4º trimestre de 2022, o preço médio de venda do metro quadrado na cidade de São Paulo ficou em R$ 6.685, alta de 2% em relação a 2021.

Já no Rio de Janeiro, o m² saiu por R$ 5.039, alta consolidada de 9,56%.

Apesar de a valorização média em SP ter sido pequena, esse cenário de estabilidade/leve alta pode ser considerado positivo diante da escalada dos juros básicos ao longo do ano, que saíram de 9,25% para 13,75% ao ano.

Quando os juros sobem, as condições de financiamento ficam mais difíceis, o que reduz o preço que os compradores estão dispostos a pagar por um imóvel.

Leia mais: Entenda o efeito dos juros no mercado imobiliário

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Aluguel disparou e melhorou rentabilidade de imóveis

Se os juros altos diminuem a demanda pelo financiamento de imóveis, é natural que a procura pelo aluguel suba, já que as pessoas e famílias precisam de algum lugar para viver.

Essa dinâmica pode acabar atuando como um contrapeso para o investidor que mantém uma propriedade interessado em ganhar tanto com a valorização como com a renda dos aluguéis.

Em São Paulo, por exemplo, o m² foi alugado, em média, por R$ 42,22 mensais, enquanto no Rio ele saiu por R$ 36,20.

Considerando o preço de venda do m² e fazendo um exercício de preços, é possível estimar que o retorno anual do aluguel tenha ficado em 7,84% a.a. em SP e em 8,97% a.a. na capital fluminense.

Mesmo em um “ano ruim”, apenas renda fixa competiu com os imóveis

Somando o retorno com a valorização de imóveis e com os aluguéis, a rentabilidade média estimada, segundo os números do QuintoAndar, ficou em 10% ao ano em São Paulo e 19,3% no Rio de Janeiro.

A desempenho é superior ao da inflação registrada pelo IPCA no período (5,79%) e dos principais balizadores do mercado financeiro, como a poupança (7,25%), o Ibovespa, principal índice de ações do país (4,69%), e o Ifix, índice de fundos imobiliários (2,22%).

O único benchmark que competiu com os imóveis foi o CDI (11,49%), principal referência para os títulos de renda fixa, que acompanha de perto o aumento dos juros.

Aluguel + valorização RJ19,3%
CDI11,49%
Aluguel + valorização SP10%
Valorização RJ9,56%
Aluguel RJ8,97%
Aluguel SP7,84%
Poupança7,25%
IPCA5,79%
Ibovespa4,69%
Ifix2,22%
Valorização SP2%
Tabela CDI

Contudo, é improvável que a Selic se mantenha em um patamar tão elevado ao longo dos anos, o que deve baixar para menos de dois dígitos o retorno anual do indicador.

No longo prazo, imóveis batem as principais aplicações financeiras

Para quem investe ou pretende investir em imóveis, o desempenho razoável de 2022 precisa ser analisado sob duas óticas:

  1. O cenário de juros altos, que tendem a frear o mercado;
  2. O recorte temporal de um ano, que tende a estar sujeito a distorções.

Ao considerarmos períodos mais longos, que englobam diversos cenários econômicos, é possível ter uma noção mais correta do desempenho dos imóveis.

Um levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), por exemplo, mostrou que, de 2009 a 2019, período em que o executivo nacional foi comandado por diversas correntes políticas, com alta flutuação de juros e inflação, a rentabilidade dos imóveis ficou acima dos principais indicadores do mercado financeiro:

Imóveis (com aluguel)314%
Selic180%
Imóveis (sem aluguel)145%
Ibovespa128%
Poupança (antiga)108%
IPCA83%
Dados Abrainc e Banco Central (rentabilidade entre 2009 e 2019)

Esta força diante da inflação, contudo, não foi uniforme. De acordo com o jornal Valor Econômico, a valorização anual dos imóveis no período variou entre -0,5% a +24,9%. Além disso, o rendimento com aluguéis flutuou entre 4,6% e 6,7%.

Como rentabilizar ao máximo seu imóvel

Embora o cenário geral seja importante para avaliar um investimento e as condições de mercado, o fechamento de cada negócio individualmente é o que vai determinar a rentabilidade de cada investidor.

Em outras palavras, de nada adianta que os imóveis em geral entreguem um bom retorno se o investidor não souber fazer uma boa venda, não negociar um bom contrato de aluguel nem agir para evitar a vacância da propriedade, que gera uma série de custos.

Dessa maneira, contar com uma plataforma de moradia ágil e moderna como o QuintoAndar pode ser o fiel da balança para que seu imóvel se torne um bom investimento.

Com uma série de ferramentas de avaliação, comparação e precificação, você terá insumos para cobrar o valor certo pelo seu imóvel, de maneira a ganhar o máximo possível sem que ele fique parado.

Além disso, diante da enorme capilaridade do QuintoAndar (um contrato fechado a cada 4 minutos), o investidor tem acesso a uma enorme demanda, o que facilita o fechamento de bons negócios no menor tempo possível.

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Dúvidas mais comuns

Em 2022, a rentabilidade combinada de aluguel e valorização ficou em 10% ao ano em São Paulo e 19,3% no Rio de Janeiro. Esses números superaram indicadores importantes como a poupança (7,25%), o Ibovespa (4,69%) e o IPCA (5,79%), demonstrando a resiliência do mercado imobiliário mesmo em um cenário de juros altos.

Quando os juros sobem, as condições de financiamento ficam mais difíceis, reduzindo o preço que os compradores estão dispostos a pagar por um imóvel. No entanto, isso aumenta a procura por aluguel, já que as pessoas precisam de um lugar para viver. Essa dinâmica funciona como um contrapeso para investidores que ganham tanto com valorização quanto com renda de aluguéis.

De acordo com dados de mercado, a rentabilidade média residencial no Brasil em 2025 está em torno de 5,82% ao ano. Em 2022, especificamente, o retorno anual do aluguel foi estimado em 7,84% ao ano em São Paulo e 8,97% ao ano no Rio de Janeiro, considerando os preços de venda do metro quadrado e os valores médios de aluguel.

Os imóveis provaram ser um investimento seguro porque combinam preservação de patrimônio com geração de renda. Além disso, no longo prazo, considerando diversos cenários econômicos, os imóveis superam as principais aplicações financeiras. Entre 2009 e 2019, por exemplo, imóveis com aluguel tiveram rentabilidade de 314%, superior à Selic (180%) e ao Ibovespa (128%).

A rentabilidade total dos imóveis resulta da soma de dois componentes: a valorização do imóvel e o retorno gerado pelos aluguéis. Em 2022, essa combinação entregou resultados superiores aos de investimentos financeiros tradicionais. Por exemplo, no Rio de Janeiro, o retorno combinado de 19,3% superou até mesmo o CDI (11,49%), principal referência para renda fixa.

No período de 2009 a 2019, imóveis com aluguel tiveram rentabilidade de 314%, enquanto imóveis sem aluguel (apenas valorização) tiveram 145%. Isso demonstra que a renda gerada pelos aluguéis é fundamental para maximizar a rentabilidade total do investimento imobiliário ao longo do tempo.

A rentabilidade de cada investidor depende de decisões individuais, como fazer uma boa venda, negociar um bom contrato de aluguel e evitar a vacância da propriedade. Utilizar plataformas modernas com ferramentas de avaliação, comparação e precificação ajuda a cobrar o valor certo pelo imóvel e acessar maior demanda, facilitando o fechamento de bons negócios no menor tempo possível.

Sim, os imóveis tendem a manter boa rentabilidade mesmo com queda de juros. Embora o CDI tenha competido com imóveis em 2022 (11,49%), é improvável que a Selic se mantenha em patamares tão elevados ao longo dos anos. Historicamente, quando se consideram períodos longos com diversos cenários econômicos, os imóveis superam consistentemente os principais indicadores do mercado financeiro.

Ao longo deste artigo, você conferiu dados sobre a rentabilidade e resiliência do mercado imobiliário em 2022, baseados em estudos do QuintoAndar. Viu detalhes sobre a valorização dos imóveis e o aumento expressivo dos aluguéis em São Paulo e Rio de Janeiro, mesmo diante de juros elevados. Também acompanhou uma análise comparativa que demonstra como o retorno total dos imóveis superou várias aplicações financeiras tradicionais, tanto em 2022 quanto no longo prazo.

Conteúdo revisado por redator.


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