Investimento em imóveis: qual é o impacto dos indexadores de reajuste de aluguel

Com a alta do IGP-M, o QuintoAndar foi pioneiro na adoção do IPCA como base para o reajuste. Veja como é importante a negociação entre proprietários e inquilinos

Por Redação - 13/02/2021 às 11:53
Atualizado: 05/11/2024 às 18:17
Negociar aluguel - IGP-M ou IPCA
  • O mercado imobiliário brasileiro migra do IGP-M para o IPCA como indexador de aluguel, pois o IGP-M chegou a ficar cinco vezes acima da inflação oficial desde 2020.
  • O QuintoAndar foi pioneira na adoção do IPCA em novos contratos e oferece negociação proativa de taxas menores para evitar rescisão contratual e perda de liquidez dos imóveis.
  • A mudança de indexador reduz o risco de inadimplência e desocupação para investidores imobiliários, enquanto protege inquilinos de reajustes desproporcionais à inflação real.
Resumo supervisionado por jornalista.

Historicamente, o mercado imobiliário sempre usou o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) como taxa de referência para os reajustes anuais dos valor dos aluguéis residenciais e comerciais. No entanto, desde meados de 2020, o índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas vem subindo vertiginosamente, a ponto de ficar até cinco vezes acima da inflação oficial do país, que é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com esse cenário, muitos proprietários, entre eles os investidores de imóveis, têm aceitado negociar o aluguel. E uma das saídas tem sido o uso do IPCA como base para o reajuste.

Primeira imobiliária a adotar o IPCA como referência para o reajuste de aluguel, o QuintoAndar adotou essa nova prática para evitar o impacto negativo causado pelas distorções do IGP-M, especialmente em meio à crise causada pela pandemia provocada pelo Covid-19, em que milhares de pessoas perderam seus empregos ou tiveram a renda diminuída.

“Essa variação não é boa para ninguém. O proprietário tem dificuldade em conseguir a correção integral e ainda corre o risco de o inquilino rescindir o contrato. Para o morador, também não é bom, pois ele tem todo o desgaste de ter de procurar um imóvel novo e se mudar caso não haja negociação”, disse Gabriel Braga, co-fundador e CEO do QuintoAndar, ao portal Infomoney.

Riscos de falta de liquidez

Assim como para aquele proprietário que depende do valor que recebe de aluguel como fonte de renda, perder um inquilino é um cenário muito ruim para quem investe em imóveis e tem no recebimento de alugueis a sua fonte de lucro. E, o que seria pior para ambos os casos: a insistência no IGP-M pode significar uma perda de liquidez do imóvel, com demora para a obtenção de um novo inquilino.

Por isso, além de ter adotado o IPCA como índice balizador nos novos contratos, o QuintoAndar também atua para facilitar a hora de negociar aluguel entre inquilinos e proprietários.

Negociar aluguel de forma proativa

Uma das estratégias adotadas pela imobiliária digital tem sido entrar em contato com os donos de imóveis para sugerir a aplicação, de forma proativa, de taxas menores no reajuste dos aluguéis.

Os clientes ainda têm a flexibilidade de optar pelo IGP-M. Pelo menos nos contratos que foram fechados com propostas feitas até o dia 25/11/2020. A partir desta data em diante, o IPCA já consta como o índice base de reajuste nos contratos do QuintoAndar.

A decisão sobre usar ou não o IGP-M, no entanto, é inteiramente dos proprietários.

“Os contratos vigentes pela plataforma não serão impactados pela mudança de padrão, e permanecerão com o IGP-M como referência até seu vencimento”, afirmou Jonas Marchetti, diretor de crédito do QuintoAndar, à Infomoney.

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Dúvidas mais comuns

O IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, é historicamente usado como referência para reajustes de aluguel. Porém, desde 2020, o IGP-M vem subindo vertiginosamente, chegando a ficar até cinco vezes acima da inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Essa discrepância significativa faz com que o IPCA seja uma alternativa mais equilibrada para ambas as partes.

O QuintoAndar foi pioneira na adoção do IPCA como referência para reajuste de aluguel para evitar o impacto negativo causado pelas distorções do IGP-M, especialmente durante a crise da pandemia de Covid-19. A alta do IGP-M criava dificuldades tanto para proprietários em conseguir a correção integral quanto para inquilinos, aumentando o risco de rescisão de contratos e perda de liquidez dos imóveis.

Embora o IGP-M historicamente oferecesse reajustes maiores, o IPCA é mais vantajoso para proprietários no cenário atual. Isso porque a insistência no IGP-M pode resultar em perda de liquidez do imóvel, com dificuldade em encontrar novos inquilinos. O IPCA oferece um reajuste mais moderado e realista, reduzindo o risco de rescisão de contratos e mantendo a estabilidade do investimento imobiliário.

O IPCA acompanha a inflação oficial do país de forma mais próxima e realista. Em contraste, o IGP-M pode variar significativamente acima da inflação, criando reajustes desproporcional. Por exemplo, em março de 2025, o IPCA acumulado em 12 meses refletiu uma variação de 0,56%, oferecendo uma correção mais equilibrada e previsível para ambas as partes envolvidas no contrato de aluguel.

O principal risco de usar IGP-M é a perda de liquidez do imóvel. Quando o reajuste é muito alto, inquilinos podem optar por rescindir o contrato e procurar outro imóvel, deixando o proprietário sem renda de aluguel por um período. Além disso, proprietários podem ter dificuldade em conseguir a correção integral do valor, criando um cenário desfavorável para ambas as partes e prejudicando o investimento imobiliário.

Não. Os contratos vigentes pela plataforma do QuintoAndar que foram fechados antes de 25 de novembro de 2020 não foram impactados pela mudança de padrão e permanecerão com o IGP-M como referência até seu vencimento. A partir dessa data, o IPCA passou a constar como o índice base de reajuste nos novos contratos, mas proprietários mantêm a flexibilidade de optar pelo IGP-M se desejarem.

O QuintoAndar adota uma estratégia proativa de contato com proprietários para sugerir a aplicação de taxas menores no reajuste dos aluguéis, utilizando o IPCA como base. Essa abordagem oferece flexibilidade aos proprietários, que podem escolher entre aceitar reajustes mais moderados ou manter o IGP-M. A negociação proativa reduz conflitos e mantém a estabilidade dos contratos, beneficiando tanto proprietários quanto inquilinos.

Para investidores que dependem do recebimento de aluguéis como fonte de lucro, perder um inquilino representa um cenário muito prejudicial. A insistência em reajustes muito altos pode levar à rescisão de contratos e à perda de liquidez do imóvel, com demora para encontrar um novo inquilino. Portanto, estar aberto à negociação e usar indexadores mais realistas, como o IPCA, é fundamental para manter a rentabilidade e a estabilidade do investimento imobiliário.


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