Como financiar construção em terreno próprio? Conheça o passo a passo e saiba se vale a pena

Crédito imobiliário para construção possui algumas diferenças em relação à compra do imóvel pronto

Por Redação - 26/11/2024 às 19:40
Atualizado: 26/11/2024 às 19:42
Imagem que ilustra matéria sobre Como financiar construção em terreno próprio mostra uma casa em reforma
  • Financiar construção em terreno próprio é possível através do SFH (até R$ 1,5 milhão) ou SFI (sem limite), com liberação gradual conforme evolução da obra e prazos até 35 anos.
  • Bancos aprovam até 100% do valor da obra em terreno já comprado, mas exigem projeto de engenheiro e fazem vistorias periódicas antes de liberar cada parcela do crédito.
  • Para investidores, o financiamento evita descapitalização, mas para moradores apresenta taxas ligeiramente maiores e risco de perda do terreno por inadimplência via alienação fiduciária.
Resumo supervisionado por jornalista.

O financiamento imobiliário é o caminho mais comum para quem deseja adquirir um imóvel, seja para realizar o sonho da casa própria ou até mesmo investir.

Mas vocês sabia que, além de financiar um imóvel já pronto ou na planta, você pode financiar a construção de um imóvel e até mesmo a aquisição de um terreno para este fim?

Além da vantagem em realizar a obra como for mais conveniente, essa modalidade permite que investidores também obtenham ganhos financeiros.

Mas você sabe como financiar construção em terreno próprio? Ou mesmo como adquirir um terreno financiado para construir?

Neste artigo, explicamos como funciona o financiamento imobiliário para construção e quando vale a pena optar por ele.

Navegue pelo conteúdo:

Como financiar construção em terreno próprio?

O financiamento imobiliário voltado para a construção é uma linha de crédito oferecida pela Caixa e pelos demais bancos, que pode se encaixar em duas modalidades de empréstimo:

  • O Sistema Financeiro da Habitação (SFH), mais restrito e voltado para residências, com taxas de juros menores e valor limitado a R$ 1,5 milhão.
  • O Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), sem limite de valores ou restrições de uso residencial, com negociação direta com os bancos.

Leia mais: Entenda as diferenças entre SFH e SFI

Além disso, assim como no financiamento do imóvel pronto, há a possibilidade de financiamento por longos períodos (até 35 anos), bem como de utilizar o FGTS na entrada ou amortização das parcelas.

A contratação do crédito imobiliário também pode ser voltada exclusivamente para construção em um terreno que já é de propriedade do contratante, bem como para adquirir o terreno para posterior construção.

Financiamento imobiliário em terreno já comprado

Para quem já possui um terreno próprio, é mais fácil obter o crédito imobiliário para a construção, já que, além da Caixa, os principais bancos do país e até mesmo fintechs atuam nessa modalidade.

Aqui, geralmente o valor aprovado corresponde a 100% do valor estipulado para a obra, que deve ser detalhada em um plano aprovado por um engenheiro.

Contudo, a liberação da verba se dá por fases: a cada período estipulado, o banco confere a evolução da obra conforme o plano apresentado, antes de liberar um novo crédito.

Esta modalidade costuma ser menos burocrática e suas taxas tendem a ser um pouco menores, já que o risco para o banco é menor.

Além disso, ela pode ser utilizada mais facilmente por investidores que desejam construir para revender com lucro.

Financiamento da construção e compra do terreno

Para quem não possui um terreno próprio, existe uma linha de crédito que, junto à construção, financia também a aquisição do terreno. Essa modalidade é mais restrita e, entre os grandes bancos, só é oferecida pela Caixa e pelo Bradesco.

No caso da Caixa, o valor do crédito pode chegar a até 80% do preço do terreno, mais 100% do projetado na construção.

Nesse modelo, o comprador não recebe nada de imediato: os 80% do terreno vão para o vendedor e o comprador precisa desembolsar os 20% da entrada. Já o empréstimo para a construção também é liberado conforme a evolução da obra.

Apesar de ser mais inclusiva, essa modalidade é também mais burocrática e, pela Caixa, é restrita à construção para fins residenciais.

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Qual o passo a passo para financiar construção em terreno?

Confira as principais etapas que você deve percorrer para financiar a construção de um imóvel:

  1. Análise prévia e definição do projeto: Antes de solicitar o financiamento, é preciso avaliar se o empreendimento é viável em termos de regulamentação e planejamento financeiro;
  2. Contratação: escolha da instituição financeira e modalidade mais adequada;
  3. Análise de documentos e de crédito: instituição financeira verifica documentação e capacidade de pagamento do contratante;
  4. Liberação dos recursos;
  5. Vistorias para acompanhamento da obra e liberação gradual dos pagamentos;
  6. Quitação.

Quais os documentos necessários para financiar construção em terreno?

Cada instituição financeira possui suas próprias exigências, mas geralmente os documentos pedidos são os seguintes:

  • Documentos pessoais, como RG e CPF;
  • Comprovantes de renda, como holetire e declaração de IR;
  • Documento relacionados ao terreno, como matrícula atualizada;
  • Projeto de cronograma da obra, assinado por responsável técnico credenciado.

Vale a pena financiar a construção?

Para quem deseja um imóvel para morar, o financiamento da construção em terreno possui prós e contras em relação a um financiamento de um imóvel pronto.

As principais vantagens são a possibilidade de executar um projeto próprio, com as características desejadas, e o preço total, que tende a ser mais baixo.

Por outro lado, como o risco do banco é maior, a taxa tende a ser um pouco mais alta. Isso sem falar na responsabilidade de tocar o projeto.

Além disso, caso seja construído em terreno próprio, há a possibilidade de perder o terreno em caso de inadimplência, já que vigora a garantia da alienação fiduciária.

Já para quem já constrói para investir, o financiamento pode ser uma boa saída, já que não precisará se descapitalizar.

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Dúvidas mais comuns

Sim, é possível financiar tanto a construção quanto a aquisição do terreno. Essa modalidade é oferecida principalmente pela Caixa e Bradesco, permitindo que você financie até 80% do valor do terreno mais 100% do valor da construção. Nesse modelo, você precisa desembolsar apenas 20% da entrada do terreno, enquanto o restante é financiado junto com os custos da obra.

No financiamento de construção em terreno próprio, o banco aprova um valor correspondente a 100% do custo da obra, que deve ser detalhada em um plano aprovado por engenheiro. A liberação dos recursos ocorre por fases: a cada período estipulado, o banco verifica a evolução da obra conforme o plano antes de liberar o próximo crédito. Essa modalidade é menos burocrática e oferece taxas menores, pois o risco para o banco é reduzido.

O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) é mais restrito, voltado para residências, com taxas de juros menores e valor limitado a R$ 1,5 milhão. Já o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) não possui limite de valores ou restrições de uso residencial, permitindo negociação direta com os bancos. A escolha entre eles depende do valor do projeto e da finalidade da construção.

O processo envolve cinco etapas principais: (1) Análise prévia e definição do projeto, avaliando viabilidade regulatória e financeira; (2) Contratação da instituição financeira e escolha da modalidade; (3) Análise de documentos e crédito pela instituição; (4) Liberação dos recursos; (5) Vistorias periódicas para acompanhamento da obra e liberação gradual dos pagamentos; e (6) Quitação final do financiamento.

Os documentos geralmente solicitados incluem: documentos pessoais (RG e CPF), comprovantes de renda (holerite e declaração de IR), documentos relacionados ao terreno (matrícula atualizada) e projeto de cronograma da obra assinado por responsável técnico credenciado. Cada instituição financeira pode ter exigências específicas adicionais, portanto é recomendável verificar com o banco escolhido.

O financiamento de construção oferece vantagens como a possibilidade de executar um projeto personalizado com características desejadas e preço total geralmente mais baixo. Porém, apresenta desvantagens: taxas de juros um pouco mais altas (devido ao maior risco do banco), responsabilidade de gerenciar o projeto e risco de perder o terreno em caso de inadimplência pela garantia de alienação fiduciária. Para investidores, pode ser uma boa opção para não se descapitalizar.

Correto. Nenhum banco oferece financiamento de 100% do valor do imóvel ou terreno. Todas as instituições financeiras exigem um valor mínimo de entrada (também chamado de sinal) como forma de garantir o pagamento do empréstimo. No caso de financiamento de terreno e construção pela Caixa, por exemplo, o banco financia até 80% do terreno, exigindo 20% de entrada do comprador.

Investidores que desejam construir para revender com lucro se beneficiam significativamente, pois não precisam se descapitalizar e podem aproveitar a liberação gradual dos recursos conforme a obra avança. Além disso, pessoas que já possuem terreno próprio encontram condições mais favoráveis, com menos burocracia e taxas menores, tornando essa modalidade uma alternativa viável para diferentes perfis de tomadores de crédito.


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