Censo QuintoAndar:  57% dos brasileiros que pretendem se mudar querem comprar um imóvel

Estudo feito pelo Datafolha mostra, no entanto, que apenas 45% dos entrevistados possuem um planejamento financeiro voltado para a realização desse sonho

Por Redação - 09/06/2022 às 00:01
Atualizado: 02/10/2024 às 12:35
Foto que ilustra matéria sobre dados de planejamento financeiro do brasileiro para morar no Censo QuintoAndar mostra uma mulher de óculos, segurando um papel e diante de um notebook e uma calculadora.
  • Maioria dos brasileiros que planeja se mudar nos próximos dois anos deseja comprar imóvel, mas menos da metade possui planejamento financeiro estruturado para concretizar essa aquisição.
  • Financiamento imobiliário é a principal forma de pagamento escolhida por compradores, representando em média 27% da renda familiar, com parcelas médias de R$ 715 mensais no Brasil.
  • Disparidades regionais e de classe social marcam o mercado imobiliário: classes A e B têm maior preparo financeiro e intenção de compra, enquanto falta de recursos é citada por 70% dos que adiam a compra.
Resumo supervisionado por jornalista.

O Censo QuintoAndar de Moradia, pesquisa inédita realizada em parceria com o Instituto Datafolha, trouxe recentemente dados sobre os hábitos da casa e também sobre os anseios de mudança dos brasileiros. Agora, com uma lupa apontada para a parte financeira da moradia, o levantamento mostra que 57% dos entrevistados que pretendem mudar de casa nos próximos dois anos querem comprar um imóvel, mas apenas 45% afirmam possuir um planejamento financeiro para realizar essa conquista. 

Segundo o estudo, sair do aluguel e realizar um sonho são os principais motivos citados por 80% dos que buscam adquirir um imóvel.

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“As   despesas costumam aumentar quando você deixa de ser inquilino e vira proprietário, com a manutenção do imóvel. Por isso, é preciso fazer uma reserva para gastos inesperados   e   não   deixar   tudo   na   transação.   Na   casa   nova,   talvez   sejam necessárias algumas melhorias. O ideal é até fazer um ‘test-drive’ alguns meses antes de comprar para ver a capacidade de arcar com todas as despesas (valor da parcela de um eventual financiamento, condomínio, IPTU)”, afirma Jonas Marchetti, diretor de Crédito do QuintoAndar.

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Desejos de compra por região

Nas três principais Regiões Metropolitanas do Sudeste, apenas Belo Horizonte ficou um pouco abaixo da média geral do Brasil entre as pessoas que pretendem comprar imóvel nos próximos dois anos, com 56%. Rio de Janeiro (58%) e São Paulo (60%) aparecem um pouco acima (Veja o quadro abaixo).

Classes mais altas compram mais

Esse percentual do desejo de compra aumenta entre as classes mais privilegiadas. Segundo o estudo, 67% dos entrevistados da classe A pretendem comprar um imóvel, enquanto 61% da classe B apontaram ter os mesmos planos. 

Motivo para não comprar

Ao mesmo tempo, 70% dos entrevistados apontaram a falta de recursos como o principal motivo para o adiamento deste sonho.

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Planejamento financeiro

A pesquisa aponta que os homens são os mais preparados financeiramente para a compra de um imóvel (52%), à frente das mulheres (40%). Além disso, entre os entrevistados que pretendem comprar, 58% daqueles que estão nas classes A e B e 52% das pessoas sem filhos declararam possuir um planejamento financeiro.

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Por região

Entre os preparados financeiramente estão 51% dos moradores das regiões metropolitanas. Já em cidades do interior esse indicativo cai para 40%.

Veja abaixo esse percentual nas principais Regiões Metropolitanas do Sudeste:

Em São Paulo, 51% revelaram ter planejamento financeiro. Belo Horizonte e Rio de Janeiro tiveram o mesmo percentual: 46%.

Como comprar e pagar um imóvel? Formas de pagamento

Dentro do tema do planejamento financeiro, o Censo QuintoAndar de Moradia também quis saber dos entrevistados sobre as formas de pagamento na compra de um imóvel e quais são as garantias que pretendem usar no caso de aluguel de um novo lar. 

Para aqueles que pretendem comprar um imóvel, fazer um financiamento é a principal saída escolhida (52%), à frente de pagar à vista (25%) e de pedir ajuda financeira a familiares e fazer um consórcio (ambos com 9%). 

“A dica é sempre levar em conta o custo efetivo total. Ou seja, analisar a forma de correção das parcelas, o custo do seguro. É preciso fazer contas. Se a pessoa não estiver segura com todos os cálculos para fazer um financiamento, o ideal é procurar ajuda, conversar com amigos, pesquisar mais”, afirma o diretor de Crédito do QuintoAndar.

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Financiamento

Segundo o estudo, o peso do financiamento, em média no Brasil, é de 27% da renda familiar, com maior impacto no Norte (39%) e menor no Nordeste (19%).

Na região Sudeste, o impacto do financiamento imobiliário para quem escolhe essa forma de pagamento na compra de um imóvel, em média, é de 28%. Com a seguinte distribuição entre as três principais Regiões Metropolitanas:

Rio de Janeiro (34%), Belo Horizonte (31%) e São Paulo (25%)
Média do valor das parcelas

O valor médio das parcelas de financiamento imobiliário no Brasil, de acordo com os entrevistados no Censo QuintoAndar de Moradia, é de R$ 715 mensais. 

Entre as regiões brasileiras, o Sudeste tem o valor médio mais caro de prestação (R$ 867), seguido do Norte (R$ 802) e do Sul (R$ 770). Com valores bem mais baixos, aparecem na sequência o Nordeste (R$ 462) e o Centro-Oeste (R$ 458). 

Sendo que esses valores aumentam quando uma lupa é colocada nas duas maiores Regiões Metropolitanas do Brasil: São Paulo e Rio de Janeiro.

Os valores em média, do mais alto para o menor, são:

RegiãoValor médio das parcelas
Região Metropolitana de São PauloR$ 1.206
Região Metropolitana do Rio de JaneiroR$ 1.111
Baixada SantistaR$ 1.108
SudesteR$ 867
Região Metropolitana de BHR$ 827
NorteR$ 802
SulR$ 770
Ribeirão PretoR$ 638
NordesteR$ 462
Centro-oesteR$ 458

Financiamento

  • Bancos – 52%
  • Programa “Casa Verde e Amarela” – 26% 
  • Construtora/incorporadora – 19%

Entre os que pretendem pagar à vista, as principais formas citadas pelos entrevistados para reunir o montante necessário foram: 

  • Utilizar o dinheiro que está poupando para isso – 39%
  • Venda de outro imóvel, ou mais de um – 28% 
  • Venda de outros bens – 26%

Como alugar um imóvel? Garantia e pagamento

Segundo o estudo, 28% dos entrevistados que pretendem se mudar devem alugar um imóvel. Para esse modelo de contrato, as principais formas de garantia que as pessoas pretendem usar são:

  • Depósito caução – 57%
  • Fiador – 15%
  • Análise de crédito – 7%
  • Seguro-fiança – 7% 

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Principais garantias usadas para alugar um imóvel por região

RegiãoDepósito cauçãoFiadorAnálise de CréditoSeguro-Fiança
Sudeste60%16%10%5%
Sul44%23%6%14%
Nordeste52%16%9%7%
Norte/Centro-Oeste71%3%
R.M. de SP68%8%11%8%
R.M. de BH41%33%13%5%
R.M. do RJ58%11%12%7%

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Impacto do aluguel na renda

O peso de uma locação de imóvel na renda mensal familiar do brasileiro é, em média, de 31%. Na Região Sudeste o percentual é maior: 34%, enquanto no Sul é de 33%. Nas outras três regiões do Brasil, esse peso está abaixo da média, com 30% no Centro-Oeste, 29% no Norte e 27% no Nordeste. 

Nas três principais Regiões Metropolitanas do Brasil, São Paulo apresenta o maior peso do valor de aluguel na renda familiar, com 38%, seguido de Rio de Janeiro (34%) e Belo Horizonte (31%).

Valor médio do aluguel

Já o valor médio pago, segundo declararam os entrevistados do Censo QuintoAndar de Moradia, é de R$ 686 no país. 

A região com o aluguel mais caro é a Sudeste (R$ 824), à frente da Sul (R$ 791), do Centro-Oeste (R$ 640), do Nordeste (R$ 579) e da Norte (R$ 400).

Os valores do aluguel, em média, do mais alto para o menor, são:

RegiãoValor médio das parcelas
Região Metropolitana de São PauloR$ 1.078
Baixada SantistaR$ 951
Região Metropolitana de BHR$ 876
Ribeirão PretoR$ 851
Região Metropolitana do Rio de JaneiroR$ 834
SudesteR$ 824
SulR$ 791
Centro-oesteR$ 640
NorteR$ 579
NordesteR$ 400

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Como encontrar um novo imóvel?

Por fim, o levantamento aponta que o método mais utilizado na hora de buscar um novo lar, citado por 48% dos entrevistados, é a busca pelas clássicas plaquinhas de “Aluga-se” ou “Vende-se” nas ruas. 

De acordo com o estudo, imobiliárias tradicionais e a busca por sites e apps possuem o mesmo percentual de citação (41%). 

Nas classes A e B, 55% utilizam sites ou apps para encontrarem uma residência. Já as C e D possuem um percentual menor de entrevistados que usam os meios digitais para a procura: 41% e 28%, respectivamente.

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Comprar ou alugar

Para Jonas Marchetti, seja qual for o motivo da busca por um imóvel, para compra ou aluguel, o importante é entender o momento de vida e os planos futuros, assim como as possibilidades financeiras. 

“Tudo depende muito da fase da vida em que cada um está. Se a pessoa vai casar, é preciso pensar em um imóvel que caiba todo mundo, especialmente se pretende ter filhos ou um pet. Como os custos de transação são caros, é essencial planejar o período que se espera ficar no imóvel. Se for pouco tempo, talvez seja melhor alugar que comprar”

Perfis dos entrevistados

O Censo QuintoAndar é um estudo desenvolvido pelo Datafolha que entrevistou 3.816 pessoas acima de 21 anos entre os dias 11 e 21 de outubro de 2021. 

E além de ter passado pelas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, o Censo QuintoAndar traz uma amostra representativa das regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte e dos macropolos da Baixada Santista e de Ribeirão Preto.

Veja aqui mais informações sobre os perfis dos entrevistados.

Inspiração e impacto no ecossistema imobiliário

O QuintoAndar é a maior plataforma de moradia da América Latina e oferece uma experiência direta, simples e transparente para quem busca um lugar para morar e para quem tem uma casa para alugar ou vender.

Como referência e autoridade em moradia, estamos compartilhando esse estudo para inspirar e impactar positivamente todo o ecossistema imobiliário, de empresas a consumidores.

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Dúvidas mais comuns

De acordo com o Censo QuintoAndar, 57% dos brasileiros que pretendem se mudar nos próximos dois anos desejam comprar um imóvel. No entanto, apenas 45% desses entrevistados afirmam possuir um planejamento financeiro para realizar essa conquista, indicando uma lacuna significativa entre o desejo e a preparação financeira.

Para se organizar financeiramente, é essencial fazer uma reserva para gastos inesperados e não deixar tudo na transação inicial. Recomenda-se reservar pelo menos 20% do valor do imóvel, poupar 30% da renda mensal e preparar-se para despesas adicionais como manutenção, melhorias e possíveis reformas. Também é importante fazer um 'test-drive' alguns meses antes de comprar para avaliar a capacidade de arcar com todas as despesas, incluindo parcelas de financiamento, condomínio e IPTU.

O financiamento é a principal forma de pagamento escolhida por 52% dos entrevistados que pretendem comprar imóvel, seguido por pagamento à vista (25%), ajuda financeira de familiares (9%) e consórcio (9%). Ao escolher financiamento, é importante analisar o custo efetivo total, incluindo a forma de correção das parcelas e o custo do seguro.

O financiamento imobiliário representa, em média, 27% da renda familiar no Brasil. Esse impacto varia por região, sendo maior no Norte (39%) e menor no Nordeste (19%). Na região Sudeste, o impacto médio é de 28%, com Rio de Janeiro apresentando o maior percentual (34%), seguido de Belo Horizonte (31%) e São Paulo (25%).

O valor médio das parcelas de financiamento imobiliário no Brasil é de R$ 715 mensais. Nas regiões metropolitanas maiores, os valores são significativamente mais altos: São Paulo (R$ 1.206) e Rio de Janeiro (R$ 1.111). Nas regiões com menor custo, como Nordeste (R$ 462) e Centro-Oeste (R$ 458), as parcelas são consideravelmente menores.

A falta de recursos financeiros é apontada por 70% dos entrevistados como o principal motivo para adiar o sonho de comprar um imóvel. Essa dificuldade é mais pronunciada nas classes sociais mais baixas, enquanto 67% da classe A e 61% da classe B pretendem comprar imóvel nos próximos dois anos.

As principais formas de garantia para alugar imóvel no Brasil são: depósito caução (57%), fiador (15%), análise de crédito (7%) e seguro-fiança (7%). O depósito caução é predominante em todas as regiões, especialmente no Norte/Centro-Oeste (71%) e na Região Metropolitana de São Paulo (68%), enquanto em Belo Horizonte o fiador é mais utilizado (33%).

O valor médio do aluguel no Brasil é de R$ 686 mensais, representando 31% da renda familiar em média. Na região Sudeste, esse impacto é maior (34%), com São Paulo apresentando o maior percentual (38% da renda familiar). A região com aluguel mais caro é a Sudeste (R$ 824), enquanto a região Norte tem o menor valor (R$ 400).


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