Energia solar para condomínios: como funciona, quanto custa e se vale a pena investir

Veja como funciona a energia solar para condomínios, os tipos de instalação e quanto custa investir em um sistema fotovoltaico coletivo ou individual

Por Redação - 20/10/2025 às 14:34
Atualizado: 20/10/2025 às 14:34
Imagem de um homem usando um capacete laranja e uma furadeira elétrica para instalar ou fazer a manutenção de painéis solares ao ar livre sob um céu azul claro.

A energia solar já é a segunda maior fonte de energia do Brasil. Para se ter uma ideia, esse tipo de geração já está presente em todos os estados e em mais de 5,5 mil municípios do país. Nesse cenário, a energia solar para condomínios vem ganhando força tanto em novos empreendimentos quanto em imóveis já existentes. 

Aliada à criação de modelos de compartilhamento de energia, essa tecnologia tem tornado o investimento acessível e vantajoso para diferentes perfis de moradores – inclusive aqueles que vivem em apartamentos. 

Com isso, os condomínios que adotam o sistema passam a gerar parte da própria energia, reduzem a dependência das distribuidoras e cortam gastos com iluminação e uso de equipamentos elétricos.

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura deste artigo para entender como funciona a energia solar para condomínios, quanto custa instalar, os tipos de sistemas disponíveis e se realmente vale a pena investir nessa solução sustentável para o seu lar. 

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Como funciona a energia solar para condomínios?

Imagem de um trabalhador com colete de segurança e capacete ao lado de uma escada apoiada em grandes painéis solares, segurando uma furadeira elétrica e parecendo inspecionar ou realizar a manutenção do painel solar para condomínios ao ar livre.
Em condomínios, o sistema pode abastecer apenas as áreas comuns ou também atender as unidades residenciais

A energia solar para condomínios funciona por meio de painéis fotovoltaicos que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica. Essa eletricidade passa por um inversor que adapta a corrente para o uso diário no prédio ou nas unidades do condomínio.

Depois de convertida, a energia pode abastecer as áreas comuns – como portaria, garagem e elevadores, por exemplo – ou ser dividida entre os moradores, conforme o consumo de cada unidade. 

Além disso, o excedente gerado vira créditos na concessionária e pode ser usado para abater futuras contas de luz.

Nos períodos de menor incidência solar, o condomínio continua conectado à rede elétrica convencional para equilibrar a geração e o consumo. Assim, o sistema garante economia constante, sustentabilidade e maior autonomia no dia a dia.

Pode instalar energia solar em condomínio?

Sim, é possível instalar energia solar em condomínio, desde que haja aprovação dos moradores e viabilidade técnica para o projeto. 

Em condomínios verticais, por exemplo, a instalação costuma atender apenas as áreas compartilhadas, como salão de festas, garagem ou portaria. Nesse caso, o sistema reduz o valor da conta de energia do condomínio, beneficiando todos de forma indireta.

Para colocar o projeto em prática, é necessário elaborar um plano técnico, aprová-lo em assembleia e obter a homologação da concessionária. Assim, o condomínio garante segurança, eficiência e conformidade com as normas vigentes.

Em contrapartida, condomínios horizontais, como vilas e loteamentos fechados, têm mais liberdade para a instalação dos painéis solares, pois cada morador é responsável pela própria casa e pode investir individualmente. 

Tipos de sistemas disponíveis

Imagem de painéis solares em um telhado refletem a luz do sol, com edifícios altos da cidade ao fundo no pôr do sol. O céu está claro e o horizonte da cidade é visível à distância.
Existem vários sistemas de energia solar. O importante é selecionar o que atende melhor às demandas do empreendimento

Existem quatro formas principais de usar energia solar em condomínios: individual, coletiva, compartilhada e por assinatura. Cada uma tem vantagens específicas e se adapta a diferentes tipos de empreendimentos. Entenda:

Energia solar individual

Nesse formato, cada morador instala o próprio sistema fotovoltaico, geralmente em casas de condomínios horizontais ou coberturas com acesso exclusivo ao telhado. A geração é usada apenas pela unidade que fez o investimento, e os créditos de energia são lançados diretamente na conta do titular. 

Assim, a energia solar individual é um modelo indicado para quem deseja autonomia total e quer controlar o retorno do investimento de forma individual.

Energia solar coletiva

Já nos condomínios verticais, é comum optar por um sistema coletivo que é instalado nas áreas comuns do prédio. 

Nesse caso, a energia gerada serve para reduzir o gasto com iluminação, portaria, elevadores e bombas d’água. Como o custo e o benefício são compartilhados, a economia aparece na taxa condominial. 

Geração compartilhada ou autoconsumo remoto

Nesse modelo, a produção de energia ocorre fora do condomínio, em fazendas solares ou centrais fotovoltaicas. Os créditos de energia são então distribuídos entre os moradores, proporcionalmente ao consumo de cada um. 

Aqui, a principal vantagem está em poder participar de um sistema sustentável sem precisar lidar com instalação, espaço físico ou manutenção.

Energia solar por assinatura

Mais recente e acessível, a energia solar por assinatura funciona como um serviço: o condomínio ou o morador paga uma mensalidade para usar a energia gerada por uma usina parceira. Não há investimento inicial, e a economia na conta pode chegar a 15% ou mais, dependendo da região. 

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Como instalar energia solar para condomínios?

Instalar energia solar em um condomínio exige planejamento e organização. Veja abaixo o passo a passo para colocar o projeto em prática:

1. Apresentar a proposta e aprovar em assembleia

O primeiro passo é discutir o tema com todos os condôminos. O síndico ou a administradora deve apresentar os benefícios, custos estimados e possíveis modelos de adesão. 

Nesse momento, é importante definir se o sistema atenderá apenas as áreas comuns ou também as unidades residenciais. Em seguida, acontece a etapa de votação, onde os condôminos irão definir se o projeto é aprovado ou rejeitado. 

2. Elaborar o projeto técnico

Com a decisão tomada, o condomínio precisa contratar uma empresa ou um engenheiro eletricista. O profissional fará o dimensionamento do sistema levando em conta o consumo médio, a área disponível e a irradiação solar local. 

Assim, o projeto define o número de painéis, o tipo de inversor e o melhor posicionamento para garantir eficiência máxima. O documento técnico servirá de base para as próximas aprovações.

3. Solicitar a homologação junto à concessionária

Depois da elaboração do projeto, ele deve ser enviado à concessionária de energia responsável pela região. A empresa analisa a proposta para garantir que o sistema atenda às normas de segurança e às exigências técnicas da rede. 

O condomínio pode iniciar a instalação dos painéis somente após a homologação. Esse processo costuma levar algumas semanas, dependendo da concessionária.

4. Realizar a instalação e os testes

Com tudo aprovado, a empresa contratada instala os painéis solares, os inversores e o medidor bidirecional. Após a montagem, são realizados testes para confirmar se o sistema está operando corretamente e conectado à rede elétrica. 

Dessa forma, o condomínio começa a gerar e consumir sua própria energia limpa, registrando o volume produzido diretamente na conta de luz.

5. Manter a operação e acompanhar o desempenho

Por fim, o sistema exige uma rotina básica de manutenção, como a limpeza periódica das placas e o monitoramento da geração. Manter o sistema em boas condições é fundamental para preservar a eficiência e garantir que a economia se mantenha constante ao longo dos anos. 

Quanto custa instalar energia solar em condomínio?

O custo da energia solar para condomínios varia conforme o tamanho do sistema e o tipo de instalação. 

De modo geral, sistemas individuais custam entre R$ 4.240 e R$ 15.200, dependendo da potência e do consumo mensal. Já os projetos coletivos, instalados para abastecer as áreas comuns de condomínios, podem partir de R$ 50 mil e ultrapassar R$ 500 mil em empreendimentos maiores. 

Ou seja, o investimento muda bastante conforme a estrutura e os objetivos do condomínio.

O retorno costuma acontecer entre quatro e sete anos, e a economia pode chegar a 90% na conta de luz. Depois desse período, a energia gerada representa lucro, já que os painéis duram mais de 20 anos.

Para quem quer gastar menos, há opções sem investimento inicial, como a energia solar por assinatura e a geração compartilhada, que funcionam com mensalidades fixas. 

Também existem linhas de financiamento específicas com juros baixos, o que facilita o acesso e acelera o retorno do investimento.

Vale a pena investir em energia solar para condomínios?

Imagem de vários painéis solares montados ao ar livre em estruturas metálicas, inclinados em direção ao sol, com mais painéis solares instalados verticalmente em um edifício ao fundo. A cena sugere um foco em energia renovável.
Além de reduzir despesas e valorizar os imóveis, essa escolha torna os espaços mais inteligentes e alinhados ao futuro da energia no Brasil

Sim, vale a pena investir em energia solar para condomínios. Além de gerar economia, já que a conta de luz pode reduzir até 90%, esse tipo de geração reforça o compromisso ambiental do empreendimento e valoriza o imóvel no mercado imobiliário. 

Entre as principais vantagens de investir em energia solar, estão:

  • Economia: redução significativa nas despesas mensais com energia;
  • Valorização: imóveis sustentáveis têm mais procura e melhor preço;
  • Sustentabilidade: energia limpa que diminui a emissão de carbono;
  • Autonomia: menos dependência das distribuidoras e das variações tarifárias.
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