A energia solar já é a segunda maior fonte de energia do Brasil. Para se ter uma ideia, esse tipo de geração já está presente em todos os estados e em mais de 5,5 mil municípios do país. Nesse cenário, a energia solar para condomínios vem ganhando força tanto em novos empreendimentos quanto em imóveis já existentes.
Aliada à criação de modelos de compartilhamento de energia, essa tecnologia tem tornado o investimento acessível e vantajoso para diferentes perfis de moradores – inclusive aqueles que vivem em apartamentos.
Com isso, os condomínios que adotam o sistema passam a gerar parte da própria energia, reduzem a dependência das distribuidoras e cortam gastos com iluminação e uso de equipamentos elétricos.
Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura deste artigo para entender como funciona a energia solar para condomínios, quanto custa instalar, os tipos de sistemas disponíveis e se realmente vale a pena investir nessa solução sustentável para o seu lar.
Navegue pelo conteúdo:
- Como funciona a energia solar para condomínios?
- Pode instalar energia solar em condomínio?
- Tipos de sistemas disponíveis
- Energia solar individual
- Energia solar coletiva
- Geração compartilhada ou autoconsumo remoto
- Energia solar por assinatura
- Como instalar energia solar para condomínios?
- 1. Apresentar a proposta e aprovar em assembleia
- 2. Elaborar o projeto técnico
- 3. Solicitar a homologação junto à concessionária
- 4. Realizar a instalação e os testes
- 5. Manter a operação e acompanhar o desempenho
- Quanto custa instalar energia solar em condomínio?
- Vale a pena investir em energia solar para condomínios?
- Encontre um lar mais sustentável com o QuintoAndar
Leia também: O que é e como funciona um condomínio verde no dia a dia
Como funciona a energia solar para condomínios?

A energia solar para condomínios funciona por meio de painéis fotovoltaicos que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica. Essa eletricidade passa por um inversor que adapta a corrente para o uso diário no prédio ou nas unidades do condomínio.
Depois de convertida, a energia pode abastecer as áreas comuns – como portaria, garagem e elevadores, por exemplo – ou ser dividida entre os moradores, conforme o consumo de cada unidade.
Além disso, o excedente gerado vira créditos na concessionária e pode ser usado para abater futuras contas de luz.
Nos períodos de menor incidência solar, o condomínio continua conectado à rede elétrica convencional para equilibrar a geração e o consumo. Assim, o sistema garante economia constante, sustentabilidade e maior autonomia no dia a dia.
Pode instalar energia solar em condomínio?
Sim, é possível instalar energia solar em condomínio, desde que haja aprovação dos moradores e viabilidade técnica para o projeto.
Em condomínios verticais, por exemplo, a instalação costuma atender apenas as áreas compartilhadas, como salão de festas, garagem ou portaria. Nesse caso, o sistema reduz o valor da conta de energia do condomínio, beneficiando todos de forma indireta.
Para colocar o projeto em prática, é necessário elaborar um plano técnico, aprová-lo em assembleia e obter a homologação da concessionária. Assim, o condomínio garante segurança, eficiência e conformidade com as normas vigentes.
Em contrapartida, condomínios horizontais, como vilas e loteamentos fechados, têm mais liberdade para a instalação dos painéis solares, pois cada morador é responsável pela própria casa e pode investir individualmente.
Tipos de sistemas disponíveis

Existem quatro formas principais de usar energia solar em condomínios: individual, coletiva, compartilhada e por assinatura. Cada uma tem vantagens específicas e se adapta a diferentes tipos de empreendimentos. Entenda:
Energia solar individual
Nesse formato, cada morador instala o próprio sistema fotovoltaico, geralmente em casas de condomínios horizontais ou coberturas com acesso exclusivo ao telhado. A geração é usada apenas pela unidade que fez o investimento, e os créditos de energia são lançados diretamente na conta do titular.
Assim, a energia solar individual é um modelo indicado para quem deseja autonomia total e quer controlar o retorno do investimento de forma individual.
Energia solar coletiva
Já nos condomínios verticais, é comum optar por um sistema coletivo que é instalado nas áreas comuns do prédio.
Nesse caso, a energia gerada serve para reduzir o gasto com iluminação, portaria, elevadores e bombas d’água. Como o custo e o benefício são compartilhados, a economia aparece na taxa condominial.
Geração compartilhada ou autoconsumo remoto
Nesse modelo, a produção de energia ocorre fora do condomínio, em fazendas solares ou centrais fotovoltaicas. Os créditos de energia são então distribuídos entre os moradores, proporcionalmente ao consumo de cada um.
Aqui, a principal vantagem está em poder participar de um sistema sustentável sem precisar lidar com instalação, espaço físico ou manutenção.
Energia solar por assinatura
Mais recente e acessível, a energia solar por assinatura funciona como um serviço: o condomínio ou o morador paga uma mensalidade para usar a energia gerada por uma usina parceira. Não há investimento inicial, e a economia na conta pode chegar a 15% ou mais, dependendo da região.
Continue a leitura: Carro elétrico em condomínio: tudo o que você precisa saber sobre o assunto
Como instalar energia solar para condomínios?
Instalar energia solar em um condomínio exige planejamento e organização. Veja abaixo o passo a passo para colocar o projeto em prática:
1. Apresentar a proposta e aprovar em assembleia
O primeiro passo é discutir o tema com todos os condôminos. O síndico ou a administradora deve apresentar os benefícios, custos estimados e possíveis modelos de adesão.
Nesse momento, é importante definir se o sistema atenderá apenas as áreas comuns ou também as unidades residenciais. Em seguida, acontece a etapa de votação, onde os condôminos irão definir se o projeto é aprovado ou rejeitado.
2. Elaborar o projeto técnico
Com a decisão tomada, o condomínio precisa contratar uma empresa ou um engenheiro eletricista. O profissional fará o dimensionamento do sistema levando em conta o consumo médio, a área disponível e a irradiação solar local.
Assim, o projeto define o número de painéis, o tipo de inversor e o melhor posicionamento para garantir eficiência máxima. O documento técnico servirá de base para as próximas aprovações.
3. Solicitar a homologação junto à concessionária
Depois da elaboração do projeto, ele deve ser enviado à concessionária de energia responsável pela região. A empresa analisa a proposta para garantir que o sistema atenda às normas de segurança e às exigências técnicas da rede.
O condomínio pode iniciar a instalação dos painéis somente após a homologação. Esse processo costuma levar algumas semanas, dependendo da concessionária.
4. Realizar a instalação e os testes
Com tudo aprovado, a empresa contratada instala os painéis solares, os inversores e o medidor bidirecional. Após a montagem, são realizados testes para confirmar se o sistema está operando corretamente e conectado à rede elétrica.
Dessa forma, o condomínio começa a gerar e consumir sua própria energia limpa, registrando o volume produzido diretamente na conta de luz.
5. Manter a operação e acompanhar o desempenho
Por fim, o sistema exige uma rotina básica de manutenção, como a limpeza periódica das placas e o monitoramento da geração. Manter o sistema em boas condições é fundamental para preservar a eficiência e garantir que a economia se mantenha constante ao longo dos anos.
Quanto custa instalar energia solar em condomínio?
O custo da energia solar para condomínios varia conforme o tamanho do sistema e o tipo de instalação.
De modo geral, sistemas individuais custam entre R$ 4.240 e R$ 15.200, dependendo da potência e do consumo mensal. Já os projetos coletivos, instalados para abastecer as áreas comuns de condomínios, podem partir de R$ 50 mil e ultrapassar R$ 500 mil em empreendimentos maiores.
Ou seja, o investimento muda bastante conforme a estrutura e os objetivos do condomínio.
O retorno costuma acontecer entre quatro e sete anos, e a economia pode chegar a 90% na conta de luz. Depois desse período, a energia gerada representa lucro, já que os painéis duram mais de 20 anos.
Para quem quer gastar menos, há opções sem investimento inicial, como a energia solar por assinatura e a geração compartilhada, que funcionam com mensalidades fixas.
Também existem linhas de financiamento específicas com juros baixos, o que facilita o acesso e acelera o retorno do investimento.
Vale a pena investir em energia solar para condomínios?

Sim, vale a pena investir em energia solar para condomínios. Além de gerar economia, já que a conta de luz pode reduzir até 90%, esse tipo de geração reforça o compromisso ambiental do empreendimento e valoriza o imóvel no mercado imobiliário.
Entre as principais vantagens de investir em energia solar, estão:
- Economia: redução significativa nas despesas mensais com energia;
- Valorização: imóveis sustentáveis têm mais procura e melhor preço;
- Sustentabilidade: energia limpa que diminui a emissão de carbono;
- Autonomia: menos dependência das distribuidoras e das variações tarifárias.
Saiba mais: Megacondomínios: o que são, como funcionam e como é viver neste tipo de empreendimento imobiliário
Encontre um lar mais sustentável com o QuintoAndar
Viver em um espaço que produz a própria energia é mais do que uma questão de economia: é um novo jeito de pensar a moradia. Afinal, sustentabilidade e bem-estar caminham juntos quando o lugar onde se vive reflete escolhas conscientes.
No QuintoAndar, encontrar esse tipo de imóvel é simples. A plataforma reúne milhares de opções para comprar ou alugar em todo o Brasil, com filtros que ajudam a localizar empreendimentos modernos, bem localizados e com diferenciais sustentáveis.
E se você já tem um imóvel e pensa em anunciar, a Calculadora QPreço te ajuda a definir quanto cobrar de aluguel ou qual o melhor valor para vender seu imóvel com base em dados reais do mercado. Dessa forma, você toma decisões com segurança e sem burocracia. Veja como a ferramenta funciona:
Acesse o site ou app do QuintoAndar e descubra como é fácil viver em um lugar mais sustentável, com praticidade, transparência e tecnologia.
Carregando comentários...