Como o mercado imobiliário global define o preço dos imóveis?

Tecnologia pode trazer maior transparência aos processos e facilitar escolha das pessoas

Por Redação - 11/02/2025 às 15:07
Atualizado: 25/04/2026 às 20:27
Imagem conceitual de negócios imobiliários, com gráfico de investimento e maquetes de propriedades residenciais, representando estratégias lucrativas de investimento imobiliário.
  • A precificação de imóveis combina fatores subjetivos com análise de dados, sendo transformada por plataformas de inteligência artificial que utilizam histórico de transações para gerar estimativas mais precisas.
  • Nos Estados Unidos, empresas como Zillow e Redfin dominam o mercado com algoritmos automatizados, enquanto no Brasil o QuintoAndar desenvolveu o QPreço usando dados de contratos fechados para contornar a falta de registros públicos.
  • A limitação principal dessas ferramentas é não capturarem particularidades físicas dos imóveis, como estado de conservação e problemas estruturais, levando a distorções que exigem avaliação humana complementar.
Resumo supervisionado por jornalista.

Parte de determinar o preço de um imóvel pode ser subjetiva. Os proprietários avaliam suas casas e apartamentos, muitas vezes, com base em experiências pessoais e percepções de mercado, enquanto compradores e inquilinos buscam referências em anúncios, comparando imóveis com características semelhantes. No meio disso, corretores e imobiliárias tentam definir um valor que equilibre a expectativa de ambas as partes. Mas, nos últimos anos, a tecnologia tem mudado esse cenário, tornando o processo mais embasado em dados reais de transações.

Nos Estados Unidos, empresas como a Zillow e a Redfin transformaram a precificação de imóveis ao introduzir estimativas baseadas em inteligência artificial e análise de dados em grande escala. No Brasil, onde a dinâmica do mercado é diferente e muitas negociações não passam por registros públicos acessíveis, agora está disponível o QPreço, do QuintoAndar, que também busca estipular a quem busca imóveis um direcionamento sobre os valores estipulados, sejam eles acima ou abaixo da média.

O que determina o valor de um imóvel?

O preço de um imóvel não é um número fixo. Ele varia conforme a demanda, a localização e até fatores que não podem ser previstos por um algoritmo. No entanto, alguns critérios costumam pesar mais na precificação, como dados de transações anteriores, infraestrutura do bairro, a oferta e demanda e as características do imóvel em si, tal qual a metragem, quantidade de quartos, vagas de garagem e estado de conservação.

No mercado imobiliário dos Estados Unidos, esses critérios podem ser analisados com base em um grande volume de dados públicos, o que facilita o trabalho de plataformas como a Zillow, que já oferece estimativas automatizadas. Por lá, “dar um Zillow” se tornou uma frase comum, associada a buscar o preço das moradias. 

Mesmo com tecnologia amplamente utilizada, as ferramentas de precificação já enfrentaram desafios. O Zestimate, sistema de precificação da Zillow, chegou a ser usado pela própria empresa para comprar imóveis de forma automatizada, mas a estratégia falhou. Em 2021, a Zillow precisou vender milhares de casas com prejuízo, encerrando o programa e admitindo que seus algoritmos não haviam previsto corretamente a volatilidade do mercado. O próprio CEO da empresa vendeu sua casa por um valor 40% abaixo do que poderia utilizando a ferramenta da companhia.

A principal crítica a essas plataformas é que, embora sejam úteis como referência, elas não capturam particularidades que só podem ser percebidas em uma avaliação mais detalhada. O estado de conservação de um imóvel, reformas recentes ou problemas estruturais não costumam estar nos bancos de dados analisados pelos algoritmos, o que pode levar a distorções consideráveis. Apesar disso, ferramentas por todo o mundo começam a surgir, aproveitando a onda da inteligência artificial e transformando a tendência de locação e compra de casas e apartamentos.

E no Brasil?

Falta de dados é o principal desafio, mas inovações já começam a surgir

O acesso a informações sobre transações é mais limitado no Brasil, o que faz com que a precificação muitas vezes dependa mais da percepção do vendedor e da imobiliária do que de números concretos. Enquanto nos Estados Unidos o preço de venda de um imóvel é frequentemente registrado e pode ser consultado, por aqui muitas negociações ocorrem de maneira privada.

Diante desse cenário, o QPreço, desenvolvido pelo QuintoAndar, adota uma abordagem diferente. Em vez de basear suas estimativas apenas em anúncios, ele usa dados reais de contratos fechados dentro da plataforma, o que reduz a margem de erro ao comparar preços de imóveis semelhantes.

Há vários fatores que diferenciam a ferramenta para além desse uso de valores de transações concluídas, como a atualização constante, e o fato da ferramenta analisar as características do imóvel que podem elevar ou abaixar o seu preço, como o estado real da infraestrutura, obtida a partir de imagens e vídeos feitas.

Por Caio Melo, “Meio”

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Dúvidas mais comuns

O preço de mercado de um imóvel refere-se ao valor estabelecido pelas condições normais de oferta e demanda, podendo aplicar-se tanto à venda quanto à locação. Ele não é um número fixo, mas varia conforme fatores como localização, demanda, infraestrutura do bairro, características do imóvel (metragem, quartos, garagens) e estado de conservação. O preço de mercado é determinado pela análise de transações anteriores e pela percepção de compradores, vendedores e corretores.

Os principais fatores incluem: dados de transações anteriores, localização e infraestrutura do bairro, oferta e demanda, metragem do imóvel, número de quartos e vagas de garagem, e estado de conservação. Além disso, reformas recentes, problemas estruturais e particularidades do imóvel que só podem ser percebidas em avaliações detalhadas também influenciam significativamente o preço final.

Empresas como Zillow e Redfin nos Estados Unidos utilizam inteligência artificial e análise de dados em grande escala para oferecer estimativas automatizadas de preços. No Brasil, o QPreço do QuintoAndar segue abordagem semelhante, usando dados reais de contratos fechados na plataforma para reduzir margens de erro. Essas ferramentas analisam características do imóvel através de imagens e vídeos, oferecendo referências mais embasadas em dados concretos.

Embora sejam úteis como referência, os algoritmos não capturam particularidades que só podem ser percebidas em avaliações detalhadas. Fatores como estado real de conservação, reformas recentes e problemas estruturais frequentemente não estão nos bancos de dados analisados, levando a distorções consideráveis. Um exemplo notório foi o Zestimate da Zillow, que falhou ao prever a volatilidade do mercado em 2021, forçando a empresa a vender milhares de casas com prejuízo.

Nos Estados Unidos, os preços de venda de imóveis são frequentemente registrados e consultáveis publicamente, facilitando análises baseadas em grande volume de dados. No Brasil, muitas negociações ocorrem de forma privada, sem registros públicos acessíveis, tornando a precificação mais dependente da percepção do vendedor e da imobiliária. Essa falta de dados é o principal desafio para o desenvolvimento de ferramentas de precificação automatizadas no país.

O QPreço utiliza dados reais de contratos fechados dentro da plataforma em vez de apenas anúncios, reduzindo significativamente a margem de erro. A ferramenta oferece atualização constante e analisa características específicas do imóvel que podem elevar ou abaixar seu preço, incluindo o estado real da infraestrutura obtida através de imagens e vídeos, proporcionando estimativas mais precisas e contextualizadas.

Proprietários avaliam suas casas com base em experiências pessoais e percepções de mercado, enquanto compradores e inquilinos buscam referências em anúncios, comparando imóveis com características semelhantes. Corretores e imobiliárias tentam equilibrar as expectativas de ambas as partes. Atualmente, essa avaliação está se tornando mais embasada em dados reais de transações, especialmente com o auxílio de plataformas tecnológicas que oferecem estimativas mais objetivas.

No Brasil, muitas negociações imobiliárias ocorrem de forma privada, sem registros públicos acessíveis, diferentemente dos Estados Unidos. Essa falta de dados dificulta a análise em larga escala e torna a precificação mais subjetiva, dependendo principalmente da percepção do vendedor e da imobiliária. Inovações como o QPreço buscam contornar esse desafio utilizando dados de transações concluídas dentro de plataformas específicas para oferecer estimativas mais confiáveis.


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