Estudo mostra que rentabilidade de imóveis ultrapassa 19% ao ano nas capitais

Parceria entre FGV IBRE e QuintoAndar revela que, somando aluguel e valorização, setor se destaca frente a outros investimentos

Por Redação - 25/03/2025 às 10:00
Atualizado: 25/04/2026 às 20:27
Imagem que ilustra matéria sobre rentabilidade de investimento em imóveis mostra uma casinha de brinquedo em cima de papéis e uma mulher ao fundo mexendo no computador desfocada
  • Imóveis residenciais nas capitais do Sudeste geraram rentabilidade total de 19,1% ao ano em 2024, combinando aluguel (6,2%) e valorização (12,9%), superando muitos investimentos financeiros.
  • A valorização imobiliária variou significativamente entre cidades: Belo Horizonte atingiu 26,6% ao ano, São Paulo 17,2% e Rio de Janeiro 12,9%, com bairros específicos apresentando ganhos ainda maiores.
  • O mercado imobiliário residencial funciona como proteção contra inflação e gera renda periódica, mas permanece limitado pela baixa acessibilidade ao crédito e requer políticas públicas para ampliar transações e reduzir o déficit habitacional.
Resumo supervisionado por jornalista.

Investir em imóveis residenciais se tornou, mais do que uma forma de garantir patrimônio, uma alternativa concreta de ter um rendimento significativo. É o que aponta um estudo  feito  pelo QuintoAndar, em parceria com o FGV IBRE, que analisou o desempenho do setor nas três maiores capitais do Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Essa é a primeira vez que a maior plataforma de moradia da América Latina se une a um dos institutos econômicos mais respeitados do país para produzir um levantamento desta natureza.

Os dados mostram que a rentabilidade total dos imóveis em 2024 chegou a 19,1% ao ano, combinando o rendimento médio com aluguel (6,2%) e a valorização dos imóveis (12,9%). Para quem comprou um apartamento de R$ 365 mil há um ano, por exemplo, o retorno estimado é de quase R$ 70 mil, ou seja, mais de 19% de ganhos, o que supera, com folga, boa parte das aplicações financeiras no mesmo período.

“Ainda que seja preciso levar em conta a questão da liquidez, quando comparada a títulos financeiros, é possível dizer que o imóvel residencial apresenta um desempenho bastante robusto, com uma boa expectativa de ganho no horizonte de médio e longo prazo. A característica de proteção contra a inflação, renda periódica via aluguel e potencial de valorização patrimonial reforça o papel estratégico do mercado imobiliário residencial como uma interessante alternativa complementar de investimento”, diz o economista André Braz, do FGV IBRE.

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Investir em imóveis: quais capitais oferecem maior rentabilidade?

Embora cada capital tenha seu próprio ritmo, os resultados chamam atenção em todas. Em Belo Horizonte, o aumento de valor alcançou 26,6% ao ano. Em São Paulo, chegou a 17,2%, enquanto no Rio ficou em 12,9%.

No recorte por bairros, os destaques também surpreendem, com o Centro de BH liderando os ganhos com 36,5% ao ano; em São Paulo, o Jardim São Luís aparece com 24,7%; e no Rio, a Penha bate os 20,5%. 

A análise leva em conta não só contratos e anúncios do QuintoAndar, mas também o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), indicador da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), com o FGV IBRE, que calcula a variação de preços a partir de dados de financiamento.

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Por que os imóveis são uma opção segura de investimento rentável?

O levantamento também ajuda a entender melhor como fatores como inflação, juros e custos de construção interferem no desempenho do setor. E reforça o papel do imóvel como alternativa estável e menos volátil do que muitos títulos financeiros.

Apesar de imóveis não se venderem tão facilmente, segundo os especialistas, o desempenho consistente, a proteção contra a inflação e a geração de renda periódica colocam os imóveis como uma opção cada vez mais estratégica. Além disso, existem várias estratégias para facilitar a compra ou aluguel de imóveis, além de ações que o proprietário pode fazer para tornar sua casa ou apartamento mais atrativo. 

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Ainda assim, o estudo chama atenção para outro aspecto fundamental, de que o mercado imobiliário está aquém do seu potencial total de transações, por conta da falta de acessibilidade ao crédito para grande parte da população. Nesse sentido, é fundamental políticas públicas para equilibrar o mercado e torná-lo mais inclusivo, além de combater o déficit habitacional do país. “Isso pode ser feito por meio de políticas que ampliem a oferta de imóveis, especialmente nas grandes capitais, e medidas que facilitem o acesso ao crédito imobiliário, tornando a compra de imóveis mais acessível para famílias e estimulando o volume total de transações no mercado”, afirma Thiago Reis, gerente de Dados do Grupo QuintoAndar.

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Por Caio Melo, “Meio”

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Dúvidas mais comuns

De acordo com o estudo realizado pelo QuintoAndar em parceria com a FGV IBRE, a rentabilidade total dos imóveis residenciais nas três maiores capitais do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) chegou a 19,1% ao ano em 2024. Esse retorno é composto pela combinação do rendimento médio com aluguel (6,2%) e pela valorização dos imóveis (12,9%), superando muitas aplicações financeiras tradicionais no mesmo período.

A rentabilidade de um imóvel é calculada pela soma de dois componentes principais: o rendimento gerado pelo aluguel (renda periódica) e a valorização do imóvel ao longo do tempo. No estudo analisado, a rentabilidade total combina o rendimento médio com aluguel de 6,2% ao ano com a valorização patrimonial de 12,9% ao ano, resultando nos 19,1% de retorno total anual.

Segundo o estudo do QuintoAndar e FGV IBRE, a rentabilidade média com aluguel é de 0,4% a 0,6% ao mês sobre o valor do imóvel, o que corresponde a aproximadamente 6,2% ao ano. Além dessa renda mensal periódica, o bem também se valoriza ao longo dos anos, contribuindo para o retorno total do investimento.

Belo Horizonte liderou a valorização com aumento de 26,6% ao ano, seguida por São Paulo com 17,2% ao ano e Rio de Janeiro com 12,9% ao ano. Quando analisados por bairros específicos, o Centro de Belo Horizonte apresentou o maior ganho com 36,5% ao ano, o Jardim São Luís em São Paulo com 24,7%, e a Penha no Rio de Janeiro com 20,5% ao ano.

Os imóveis residenciais são considerados uma opção segura de investimento porque oferecem proteção contra a inflação, geram renda periódica através do aluguel e possuem potencial de valorização patrimonial. Além disso, apresentam desempenho robusto e menos volátil do que muitos títulos financeiros, com expectativa de ganho consistente no horizonte de médio e longo prazo, reforçando seu papel estratégico como alternativa complementar de investimento.

Um apartamento adquirido por R$ 365 mil há um ano, conforme exemplo do estudo, gera um retorno estimado de quase R$ 70 mil, representando mais de 19% de ganhos. Esse retorno é resultado da combinação entre o rendimento do aluguel e a valorização do imóvel, demonstrando como o investimento imobiliário pode superar significativamente muitas aplicações financeiras tradicionais.

Enquanto imóveis residenciais oferecem rentabilidade total de 19,1% ao ano (combinando aluguel e valorização), os fundos imobiliários (FIIs) geralmente apresentam dividend yield variável, com exemplos de 0,85% ao mês ou 12% ao ano em fundos multimercado. Os imóveis residenciais oferecem maior potencial de valorização patrimonial e proteção contra inflação, mas com menor liquidez, enquanto os FIIs são mais líquidos e acessíveis com investimentos menores.

O mercado imobiliário está aquém de seu potencial total de transações principalmente pela falta de acessibilidade ao crédito para grande parte da população. Para resolver isso, são necessárias políticas públicas que ampliem a oferta de imóveis nas grandes capitais, facilitem o acesso ao crédito imobiliário e tornem a compra de imóveis mais acessível para famílias, estimulando o volume total de transações e combatendo o déficit habitacional do país.


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