Ter um carro elétrico em condomínio deixou de ser algo distante. Afinal, o crescimento da mobilidade elétrica no Brasil faz com que cada vez mais moradores queiram adaptar suas garagens para instalar carregadores e acompanhar essa transformação.
Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), as vendas de modelos elétricos somaram mais de 177 mil unidades em 2024, um aumento de 89% em relação ao ano anterior. Esse avanço pressiona condomínios residenciais a modernizar suas instalações.
O problema é que muitos prédios ainda não têm estrutura adequada e as regras condominiais podem ter algumas brechas. Ou seja, isso pode abrir espaço para dúvidas e até mesmo conflitos entre síndicos e moradores.
Quer saber quem deve arcar com os custos, quais são as autorizações necessárias e o que diz a legislação? Então continue a leitura deste artigo e tire todas as dúvidas sobre como ter um carro elétrico em condomínio.
Navegue pelo conteúdo:
- Como posso ter um carro elétrico morando em condomínio?
- O que diz o projeto de lei sobre carro elétrico em condomínio?
- A instalação elétrica é responsabilidade do condomínio ou do morador?
- Quais são os requisitos para instalar o carregador?
- Quem paga pela instalação do carregador?
- E quem paga pelo consumo de energia?
- O condomínio pode negar a instalação do carregador?
- Como funciona o carregamento coletivo de carro elétrico em condomínio?
- Como solicitar a instalação do carregador no condomínio?
- Encontre um imóvel com tudo o que você precisa
Leia também: O que é e como funciona um condomínio verde no dia a dia
Como posso ter um carro elétrico morando em condomínio?

O primeiro passo para quem mora em condomínio e deseja comprar um carro elétrico é avaliar se o prédio tem estrutura para instalar o carregador. Afinal, tomadas comuns não suportam a carga contínua que o veículo exige, e o uso inadequado pode causar sobrecarga na rede.
Assim, o ideal é consultar o regimento interno do condomínio para saber quais regras tratam de modificações na garagem e do uso da energia elétrica. Afinal, mesmo sem uma lei federal específica, essas normas internas valem.
Prédios novos costumam ter infraestrutura elétrica preparada para pontos de recarga. Já os antigos precisam de adaptações.
Nesses casos, o morador pode propor o tema em assembleia para discutir a viabilidade e os custos da instalação. O condomínio também pode tomar a iniciativa, especialmente quando há mais moradores interessados em aderir à mobilidade elétrica.
O que diz o projeto de lei sobre carro elétrico em condomínio?
Ainda não existe uma lei específica sobre o assunto, mas o tema já chegou ao Congresso Nacional.
Em resumo, o projeto de Lei nº 158/2025, em análise na Câmara dos Deputados, garante ao morador o direito de instalar o ponto de recarga na própria vaga, desde que siga as normas de segurança e arque com todos os custos da obra.
O texto obriga o condomínio a apresentar um projeto elétrico assinado por profissional habilitado, com disjuntor exclusivo, proteção contra sobrecarga e medidor individual de consumo. Nesse sentido, o condomínio só pode negar o pedido se houver laudo técnico que comprove risco à estrutura elétrica.
Entretanto, o projeto ainda está em tramitação e não tem força de lei. Isso significa que cada condomínio continua decidindo de acordo com suas regras internas.
A instalação elétrica é responsabilidade do condomínio ou do morador?

Na maioria dos casos, a responsabilidade pela instalação do carregador de carro elétrico é do morador que faz o pedido.
Ou seja, o interessado precisa arcar com todos os custos da obra, o que inclui o equipamento, a mão de obra e eventuais adaptações na rede elétrica. Essa regra vale sempre que o ponto de recarga for de uso individual.
O condomínio entra na equação apenas quando a instalação impacta áreas comuns ou a capacidade elétrica do prédio. Nesses casos, o síndico deve acompanhar o processo, exigir o projeto técnico e aprovar o início da obra.
Já em condomínios novos, muitas construtoras entregam o prédio com infraestrutura elétrica preparada para receber carregadores. Nessa situação, o morador apenas conecta o equipamento seguindo as especificações técnicas exigidas pela fabricante e pelo projeto elétrico do condomínio.
Quais são os requisitos para instalar o carregador?
Para instalar um carregador de carro elétrico no condomínio, o morador ou o síndico precisa apresentar um projeto elétrico elaborado por um engenheiro.
Assim, esse projeto deve comprovar que a instalação é segura e que não vai comprometer o sistema elétrico do prédio.
As principais normas que orientam esse processo são a ABNT NBR 5410, que trata das instalações elétricas de baixa tensão, e a NBR 17141, que define os requisitos específicos para infraestrutura de recarga de veículos elétricos.
De modo geral, essas normas exigem o uso de disjuntor exclusivo, fiação dimensionada para a potência do equipamento, aterramento adequado e proteção contra sobrecarga e curto-circuito.
Além disso, o ponto de recarga também deve ter um medidor individual de consumo para garantir que a cobrança vá para o morador que usar o equipamento.
Quem paga pela instalação do carregador?
No geral, a responsabilidade pelo custo da instalação do carregador é do morador que faz o pedido. Ou seja, o condomínio não precisa arcar com despesas referentes a pontos de recarga individuais, desde que a instalação não interfira na estrutura elétrica do prédio.
Se o projeto exigir reforços na rede principal, o tema deve ir à assembleia. Nesses casos, o investimento passa a ter impacto coletivo e a decisão depende de aprovação dos condôminos.
E quem paga pelo consumo de energia?
O consumo de energia do carregador de carro elétrico em condomínio também é de responsabilidade do morador que utiliza o equipamento.
Por isso, o projeto elétrico precisa prever um medidor individual que registre exatamente a quantidade de energia usada para abastecer o veículo.
Agora, nos casos em que o condomínio instala um ponto de recarga coletivo, o custo da energia pode ser dividido entre os usuários de forma proporcional ao tempo de uso ou ao consumo registrado em cada carregamento.
Saiba mais: Instituição de condomínio: saiba como funciona e quais são os documentos necessários
O condomínio pode negar a instalação do carregador?

O condomínio pode negar a instalação quando houver risco comprovado à segurança elétrica ou à estrutura do prédio.
Para isso, é necessário apresentar um laudo técnico que justifique a decisão.
Fora dessas hipóteses, a recusa sem embasamento técnico pode ser considerada arbitrária e até questionada judicialmente.
Como funciona o carregamento coletivo de carro elétrico em condomínio?
O carregamento coletivo é uma alternativa para condomínios que ainda não têm estrutura individual em cada vaga.
Nesse modelo, o prédio instala estações de recarga compartilhadas em áreas comuns da garagem e os moradores utilizam os pontos conforme a disponibilidade.
O controle do tempo de uso e consumo de energia de cada veículo pode ser feito por aplicativo, cartão ou sistema de agendamento interno. Assim, é possível fazer uma cobrança proporcional.
Como solicitar a instalação do carregador no condomínio?
O morador que deseja instalar um carregador de carro elétrico em condomínio deve fazer uma solicitação formal ao síndico ou à administradora do empreendimento.
Esse pedido precisa detalhar o tipo de equipamento, a potência desejada e o local da instalação. A partir daí, o síndico avalia se a obra afeta apenas a vaga de garagem do morador ou se exige adaptações na rede elétrica do prédio.
Quando o ponto de recarga é individual, o próprio morador arcará com o custo do projeto técnico e da instalação. Já quando a obra envolve reforços na infraestrutura comum, o tema precisa ir para assembleia e ser aprovado pelos condôminos.
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