“Comprei um apartamento na planta e não consigo financiamento”. Essa frase tem sido a realidade de alguns compradores que, após meses pagando parcelas da entrada, se deparam com a negativa do banco na hora de quitar o saldo devedor. Nessas horas, o sonho da casa própria acaba virando uma dor de cabeça.
Esse cenário acontece porque, geralmente, a formalização do financiamento só acontece quando a obra está concluída. Ou seja, durante o período da construção, o comprador paga a entrada diretamente para a construtora.
Mas, ao chegar na fase de assinar o contrato com o banco, surgem os entraves: score de crédito, comprovação de renda, endividamento e até mesmo mudanças nas regras das instituições financeiras.
A situação se torna ainda mais delicada porque muitos contratos preveem que, se o comprador não conseguir o financiamento, ele deve quitar o imóvel com recursos próprios. E, em caso de desistência, a Lei do Distrato impõe retenções que podem reduzir o valor devolvido.
Se você quer entender o que fazer nesses casos, conhecer seus direitos e conferir dicas para evitar esse tipo de situação, separe a caneta e o bloco de notas e continue a leitura! Vamos lá?!
Navegue pelo conteúdo:
- Comprei um apartamento na planta e não consigo financiamento, e agora?
- Por que o financiamento pode ser negado?
- O que fazer se não conseguir o financiamento?
- O que diz a Lei do Distrato?
- Como evitar problemas ao comprar um imóvel na planta?
- Encontre seu novo lar com o QuintoAndar
- Conclusão
Leia também: Apartamento na planta: conheça as vantagens e desvantagens ao comprar
Comprei um apartamento na planta e não consigo financiamento, e agora?
Se você comprou um apartamento na planta e não conseguiu o financiamento imobiliário, o primeiro passo é não agir no impulso. Comece organizando todas as informações:
- Verifique o contrato assinado com a construtora
- Identifique as cláusulas que tratam do financiamento imobiliário;
- E entenda quais penalidades estão previstas em caso de desistência.
Também é importante checar se a construtora oferece alternativas internas, como prorrogação de prazos ou parcelamento direto do saldo devedor.
Outro ponto é reunir a documentação que foi apresentada no momento da compra e compará-la com as exigências atuais do banco.
Assim, essa análise ajuda a identificar se houve alguma mudança no seu perfil ou se a negativa veio por fatores externos, como regras internas das instituições financeiras.
Por que o financiamento pode ser negado?

A negativa do financiamento para um apartamento na planta pode ter várias causas, e conhecer os principais motivos ajuda a entender a situação:
- Score de crédito e histórico financeiro: quem tem restrições no CPF, histórico de inadimplência ou pouco relacionamento com bancos pode enfrentar mais dificuldade na aprovação;
- Renda insuficiente: os bancos exigem comprovação de renda compatível com o valor da parcela. Se o cálculo da prestação ultrapassar 30% da renda familiar, o crédito pode ser recusado;
- Endividamento: mesmo com renda alta, quem já tem outros financiamentos ou dívidas ativas pode ter o pedido negado;
- Políticas internas do banco: as instituições financeiras podem alterar critérios de análise ao longo do tempo, deixando o processo mais rigoroso;
- Fatores externos: mudanças na economia, taxa Selic alta ou redução da oferta de crédito habitacional também impactam a aprovação.
O que fazer se não conseguir o financiamento?

Receber a negativa do banco não significa que tudo está perdido. Afinal, existem algumas alternativas possíveis. Veja as principais:
1. Negociar com a construtora
Muitas construtoras estão abertas a renegociar, já que também não querem perder o negócio. Nesse sentido, é possível pedir prorrogação de prazos, reescalonamento da dívida ou até a possibilidade de tentar o financiamento em outra instituição dentro de um período acordado.
2. Buscar outros bancos
Nem todos os bancos avaliam os clientes da mesma forma. Uma instituição pode recusar o crédito, enquanto outra pode aprovar. Vale consultar diferentes opções.
3. Avaliar linhas de crédito alternativas
Além do financiamento tradicional, existem outras opções como consórcio com lance, crédito pessoal com garantia e até o uso do FGTS para reduzir o saldo devedor. Porém, você deve analisar essas alternativas com cuidado, já que podem ter custos maiores ou prazos menos vantajosos.
4. Partir para o distrato
Se não houver acordo com a construtora e nenhuma alternativa viável de crédito, a saída pode ser a rescisão contratual. Nesse caso, entra em cena a Lei do Distrato, que prevê retenções consideráveis sobre o valor já pago.
O que diz a Lei do Distrato?

A Lei do Distrato Imobiliário (nº 13.786/2018) regulamenta os casos em que o comprador não consegue seguir adiante com o contrato. Pela regra, a construtora pode reter até 50% do valor pago, além da comissão de corretagem, que geralmente é de 6% do valor total do imóvel.
Imagine um apartamento de R$ 300 mil, em que o comprador já tenha pago R$ 60 mil de entrada. Se optar pelo distrato, a construtora pode reter até R$ 30 mil (50%) desse valor, além da comissão de corretagem de R$ 18 mil (6% do valor do imóvel).
Ou seja, dos R$ 60 mil pagos, o comprador poderia reaver apenas R$ 12 mil, o que significa receber de volta menos da metade do que foi desembolsado.
Porém, decisões recentes da Justiça têm considerado situações em que houve promessa de pré-aprovação do financiamento ou cláusulas abusivas no contrato, garantindo reembolso maior. Em alguns casos, até 80% ou 100% do valor pago.
Por isso, buscar orientação jurídica é essencial para avaliar se o distrato pode ser mais favorável ao comprador do que está escrito no contrato.
Como evitar problemas ao comprar um imóvel na planta?

Com alguns passos simples, é possível reduzir as chances de surpresas desagradáveis durante o pagamento de um imóvel na planta. Veja algumas das principais dicas para evitar problemas:
1. Planejamento Financeiro
O primeiro passo é olhar para as próprias finanças. Avalie sua renda, despesas fixas, seu score de crédito e possíveis imprevistos que possam surgir durante o período da obra. Lembre-se de que o financiamento só acontece depois que o imóvel é entregue, então sua situação financeira precisa estar estável tanto no presente quanto no futuro.
2. Simulação em diferentes bancos
Antes de fechar negócio, procure diferentes instituições financeiras, apresente sua documentação e solicite simulações formais. Assim, você terá uma noção mais clara do valor das parcelas, prazos e exigências de crédito.
3. Leitura atenta do contrato
Muitos problemas surgem porque o comprador não percebe detalhes importantes do contrato. Cláusulas sobre distrato, multas e responsabilidades em caso de financiamento negado precisam ser lidas com atenção. Se algo não estiver claro, peça esclarecimentos por escrito.
4. Outras alternativas de imóveis
Imóveis prontos, novos ou usados, oferecem menos riscos em relação ao financiamento. Isso porque, nesses casos, o crédito é aprovado antes da compra, o que traz mais segurança. Outra vantagem é poder avaliar o imóvel em sua totalidade, verificando a documentação e o estado de conservação.
Continue a leitura: Você conhece o leasing imobiliário? Entenda como funciona esse tipo de crédito para alugar e comprar um imóvel
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Conclusão
Comprar um imóvel na planta pode ser vantajoso, mas envolve riscos que nem sempre ficam claros no início. Nesse sentido, mesmo que o financiamento seja negado, existem alternativas. Porém, mais importante ainda é entender seus direitos e se planejar antes de assinar o contrato.
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