Aumento de aluguel: apesar de reajuste baixo, preço dos novos contratos está subindo

Preços represados ao longo da pandemia seguem se adequando, mas inflação controlada traz alívio para inquilinos com contratos vigentes

Por Redação - 19/01/2023 às 17:54
Atualizado: 27/03/2025 às 18:17
foto que ilustra duas pessoas conversando e segurando uma calculadora
  • Novos contratos de aluguel apresentam alta de preços (5,85% em São Paulo e 4,65% no Rio de Janeiro no primeiro trimestre), impulsionados pelo retorno ao trabalho presencial e demanda por apartamentos compactos.
  • Reajustes de contratos existentes crescem em ritmo mais lento devido à desaceleração inflacionária, com IPCA em 3,94% e IGP-M acumulado negativo em -4,47% para junho.
  • O mercado imobiliário se reequilibra após distorções da pandemia, criando dinâmica dual onde proprietários enfrentam pressão de preços em novos contratos enquanto inquilinos se beneficiam de reajustes reduzidos.
Resumo supervisionado por jornalista.

O aumento do aluguel é um dos temas mais importantes da relação entre proprietários e inquilinos. De um lado, ele representa a preservação do poder de compra e da rentabilidade projetada no início do contrato. Do outro, traz o desconforto da alta de preços para o bolso de quem paga.

Neste primeiro semestre de 2022, contudo, é possível identificar dois fenômenos distintos quando se trata do aumento de aluguel.

Enquanto os preços praticados em novos contratos vem subindo, o reajuste de contratos antigos vem ficando estável – em alguns casos, o aluguel pode até baixar…

Neste texto, explicamos os motivos dessa diferença no aumento do aluguel em cada caso.

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Aumento de aluguel em 2023: novos contratos seguem em alta

De acordo com o Índice QuintoAndar, o aumento do aluguel médio (m²) em São Paulo e no Rio de Janeiro foi de 5,85% e 4,65% apenas nos três primeiros meses do ano.

O Índice é um estudo divulgado pela maior plataforma de moradia do país com base em sua própria movimentação de anúncios, visitas, vendas e contratos de aluguel fechados.

Os números do 1º trimestre confirmam a tendência de preços de 2022, quando o aluguel residencial subiu 15,5% em 2022 na cidade de São Paulo, contra 3,1% em 2021 e queda de -5,4% em 2020, pico da pandemia.

No Rio, a alta do ano passado foi de 17,1%, ante 6,4% em 2021 e baixa de -2,5% há três anos.

Segundo o estudo, o retorno ao trabalho presencial vem favorecendo o fenômeno, que foi puxado principalmente pelos apartamentos compactos, com 1 dormitório.

A FGV, em seu IVAR (Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais), também detectou o mesmo fenômeno, com alta média de 8,25% em 2022 no preço do aluguel em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Belo Horizonte.

Os números indicam um reaquecimento da demanda pelo aluguel residencial, após a grande distorção de mercado e preços gerada pela pandemia, que praticamente estagnou, quando não derrubou, o valor dos contratos.

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Reajuste do aluguel está mais baixo e pode até ser negativo

Se o mercado imobiliário está se reajustando após a reviravolta da pandemia e o aumento do aluguel já é uma realidade para novos contratos, o mesmo não pode ser dito para os reajustes dos últimos meses.

Isso porque, com a desaceleração da inflação, os principais índices de reajuste estão mais mais baixos.

Para os contratos que fazem aniversário em junho, o IPCA em 12 meses está em 3,94%, bem abaixo do que vinha sendo registrado nos últimos tempos.

Já para quem utiliza o IGP-M, o acumulado em 12 meses está negativo, em -4,47%, ou seja, há a possibilidade do inquilino solicitar a redução do preço do aluguel, caso o contrato não contenha uma cláusula que preveja a neutralidade nesses casos.

Leia mais: Qual o melhor índice de reajuste de aluguel

Como achar o preço mais justo do aluguel para proprietários e inquilinos

As flutuações de preço de aluguel são naturais no mercado imobiliário, que tende a se valorizar de maneira constante. Entretanto, negociar ou buscar imóveis em ambientes de pouca liquidez pode prejudicar o investidor ou futuro inquilino.

Por exemplo, se você é proprietário e tem pouca demanda por seu imóvel, pode ter de acabar alugando ou vendendo por um preço mais baixo do que deseja.

Por outro lado, se você é um potencial inquilino e só procura imóveis em imobiliárias ou plataformas com poucas opções, vai acabar pagando mais caro, tanto pela oferta restrita como pela falta de base de comparação.

Por conta disso, contar com o QuintoAndar, que possui mais de 12 milhões de visitas mensais e um negócio fechado a cada quatro minutos, é fundamental.

Além da maior exposição do país, o proprietário pode modelar seus preços com base na inteligência da plataforma e dos anúncios de imóveis com características similares aos do seu.

Da mesma maneira, o inquilino que usa o QuintoAndar consegue visualizar inúmeros anúncios, filtrando por localidade, preço e características desejadas, a fim de encontrar o imóvel que mais se ajuste ao seu bolso, desejos e necessidades.

Assim, ambos tendem a chegar a um valor justo de maneira rápida, sem precisar esperar muito ou entrar em negociações.

Por fim, como o reajuste do QuintoAndar é feito pelo IPCA (e não pelo IGP-M), ele fica menos sujeito a volatilidade para ambos e o aumento reflete, de fato, as mudanças no custo de vida do proprietário e do inquilino.

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Dúvidas mais comuns

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), popularmente conhecido como inflação do aluguel, fechou 2023 com queda de 3,18%, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). Isso significa que muitos contratos que utilizam o IGP-M como índice de reajuste tiveram redução no valor do aluguel, permitindo que inquilinos solicitassem a diminuição do preço, caso o contrato não contenha cláusula de neutralidade.

Existem dois fenômenos distintos no mercado de aluguel. Os novos contratos refletem a demanda atual reaquecida, com aumentos de 5,85% em São Paulo e 4,65% no Rio de Janeiro no primeiro trimestre de 2023, impulsionados principalmente pelo retorno ao trabalho presencial. Já os reajustes de contratos antigos seguem índices como IPCA e IGP-M, que estão mais baixos devido à desaceleração da inflação, resultando em aumentos menores ou até reduções.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) são os principais índices usados para reajustar aluguéis. O IPCA reflete melhor as mudanças no custo de vida do proprietário e inquilino, sendo menos volátil. O IGP-M é mais sensível às flutuações do mercado e pode apresentar variações negativas, permitindo redução de aluguel quando acumulado em 12 meses fica negativo, como ocorreu em 2023.

Para encontrar o preço justo, é importante utilizar plataformas com alta liquidez e grande volume de anúncios, como o QuintoAndar, que permite comparar imóveis com características similares. Tanto proprietários quanto inquilinos devem analisar múltiplas opções, filtrar por localidade, preço e características desejadas, e usar ferramentas de precificação inteligente que consideram dados de mercado atualizados para evitar pagar acima ou receber abaixo do valor de mercado.

O Índice QuintoAndar é um estudo divulgado pela maior plataforma de moradia do país com base em sua própria movimentação de anúncios, visitas, vendas e contratos de aluguel fechados. Ele monitora as variações de preço do aluguel médio por metro quadrado em principais cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, fornecendo dados confiáveis sobre tendências do mercado imobiliário e ajudando proprietários e inquilinos a tomar decisões informadas.

Em 2022, o aluguel residencial subiu 15,5% em São Paulo e 17,1% no Rio de Janeiro, segundo o Índice QuintoAndar. Esses aumentos representaram um reaquecimento significativo do mercado após a pandemia, quando os preços haviam caído 5,4% em São Paulo (2020) e 2,5% no Rio de Janeiro (2020). A alta foi puxada principalmente por apartamentos compactos com 1 dormitório, refletindo a mudança nos padrões de demanda.

Sim, é possível solicitar redução de aluguel quando o índice de reajuste acumulado em 12 meses é negativo, como ocorreu com o IGP-M em 2023 (-4,47%). Porém, essa possibilidade depende do contrato não conter uma cláusula que preveja neutralidade nesses casos. Proprietários e inquilinos devem verificar os termos do contrato para entender seus direitos e obrigações em situações de índices negativos.

A pandemia causou uma grande distorção no mercado imobiliário, praticamente estagnou e até derrubou o valor dos contratos de aluguel. Em 2020, houve queda de 5,4% em São Paulo e 2,5% no Rio de Janeiro. O retorno ao trabalho presencial em 2022 e 2023 reverteu essa tendência, reaquecendo a demanda pelo aluguel residencial e impulsionando os preços dos novos contratos para cima.


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