Apartamentos de 1 dormitório valorizam e se destacam como aposta para investidores

Studios e apartamentos menores voltam a ficar em evidência, o que abre oportunidades de negócios

Por Redação - 07/03/2025 às 16:34
Atualizado: 07/03/2025 às 16:46
Imagem que ilustra matéria sobre valorização de apartamentos com 1 dormitório mostra um apartamento pequeno
  • Apartamentos de 1 dormitório apresentam valorização de preço por metro quadrado superior à de unidades maiores em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, impulsionada pelo retorno da demanda por imóveis bem localizados próximos a polos de emprego.
  • A mudança ocorre após período de pandemia quando inquilinos buscavam imóveis maiores e afastados, revertendo para preferência por unidades compactas em regiões com acesso facilitado a transporte público e centros econômicos.
  • Imóveis compactos representam oportunidade de investimento com alta liquidez, valores absolutos menores e potencial de retorno financeiro acelerado, atendendo público diverso de jovens profissionais, estudantes e investidores de aluguel por temporada.
Resumo supervisionado por jornalista.

Uma nova tendência no mercado imobiliário é a de apartamentos com apenas um dormitório. Segundo um levantamento do QuintoAndar, o crescimento do preço do metro quadrado para aluguel desses imóveis é maior do que o de unidades com dois ou mais quartos em diversas capitais, como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre, impulsionado pelo aumento da demanda.

Isso acontece a partir de uma mudança de comportamento dos inquilinos. Durante o período da pandemia e depois com a maior adesão ao home office, houve um movimento em direção a imóveis maiores, muitas vezes mais afastados dos grandes centros. Nos últimos meses, porém, a busca tem se concentrado em regiões bem localizadas, próximas de locais de trabalho.

Thiago Reis, gerente de Dados do Grupo QuintoAndar, explica que essa reconfiguração do mercado ajudou a impulsionar a valorização dos apartamentos menores. “As pessoas voltaram a procurar imóveis perto dos grandes centros e polos de emprego, com acesso facilitado ao transporte público, o que fez a demanda por apartamentos menores (e mais em conta) crescer. Isso acabou impulsionando o preço dos studios”, afirma.

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Cidades onde a valorização se destacou

Os números mostram que essa tendência não é pontual e tem ocorrido em diferentes regiões do país. Em São Paulo, por exemplo, em janeiro de 2025, a alta acumulada em 12 meses para apartamentos de 1 dormitório foi de 9,77%, o maior percentual registrado desde julho de 2023. A Vila Olímpia, na Zona Sul, é um exemplo desse movimento. Com uma grande oferta de microapartamentos, o preço do metro quadrado na região ultrapassou os R$100, tornando-se o mais caro da cidade e o segundo maior do Brasil, atrás apenas do Leblon, no Rio de Janeiro. O Centro do Rio, por sua vez, concentra uma grande oferta de imóveis pequenos e o metro quadrado na região valorizou quase 20% em um ano.

Já em Belo Horizonte, o mercado imobiliário da capital mineira tem um diferencial importante, pois há poucos apartamentos compactos, o que impulsiona ainda mais a valorização desses imóveis. Em bairros como Savassi e Centro, a demanda tem sido alta, tornando-os alguns dos mais procurados da cidade.

Por que os imóveis menores são oportunidades?

A alta demanda pode ser explicada, portanto, por alguns fatores. Apesar da alta proporcional, por vezes os valores absolutos são menores. Além disso, há alta liquidez, porque esses imóveis atendem a um público amplo, desde jovens profissionais em início de carreira e estudantes, até investidores interessados em aluguéis por temporada. Esse cenário indica que os imóveis compactos continuarão sendo uma alternativa interessante no mercado imobiliário, seja para quem busca um lugar para morar ou para quem quer investir.

Isso porque a valorização dos imóveis de um dormitório não é apenas um reflexo das mudanças no comportamento do mercado, mas também representa uma oportunidade de retorno financeiro mais rápido para venda e aluguéis. Além disso, essa tendência reforça o papel dos imóveis compactos na reconfiguração das cidades. À medida que profissionais e estudantes voltam a priorizar mobilidade e acesso a polos econômicos, cresce a necessidade de unidades menores e bem localizadas. Para proprietários, isso significa uma oportunidade estratégica de negócio, de disponibilizar seus imóveis no mercado em um período de valorização.

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Por Caio Melo, “Meio”

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Dúvidas mais comuns

A valorização dos apartamentos de 1 dormitório é impulsionada pela mudança no comportamento dos inquilinos. Após o período de pandemia e home office, as pessoas voltaram a buscar imóveis bem localizados perto dos grandes centros e polos de emprego, com acesso facilitado ao transporte público. Isso aumentou significativamente a demanda por apartamentos menores e mais acessíveis, resultando em crescimento de preço superior ao de unidades com dois ou mais quartos em capitais como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Em São Paulo, em janeiro de 2025, a alta acumulada em 12 meses para apartamentos de 1 dormitório foi de 9,77%, o maior percentual registrado desde julho de 2023. A Vila Olímpia, na Zona Sul, é um exemplo destacado dessa valorização, com o preço do metro quadrado ultrapassando R$100, tornando-se o mais caro da cidade e o segundo maior do Brasil, atrás apenas do Leblon, no Rio de Janeiro.

Além de São Paulo, outras capitais também registram valorização significativa. No Rio de Janeiro, o Centro concentra grande oferta de imóveis pequenos com valorização de quase 20% em um ano. Em Belo Horizonte, a escassez de apartamentos compactos impulsiona ainda mais a valorização desses imóveis, especialmente em bairros como Savassi e Centro, que se tornaram alguns dos mais procurados da cidade.

Os imóveis compactos oferecem várias vantagens para investidores. Apesar da alta proporcional de valorização, os valores absolutos são frequentemente menores, facilitando a entrada no mercado. Além disso, possuem alta liquidez, pois atendem a um público amplo: jovens profissionais em início de carreira, estudantes e investidores interessados em aluguéis por temporada. Isso proporciona oportunidades de retorno financeiro mais rápido tanto para venda quanto para aluguel.

De acordo com dados de mercado, a rentabilidade média residencial no Brasil em 2025 está em torno de 5,82% ao ano, chegando a 6,58% para imóveis de 1 dormitório, segundo o índice FipeZap. A rentabilidade é calculada dividindo o aluguel mensal pelo valor total do imóvel. Por exemplo, um aluguel de R$ 3.000 em um imóvel de R$ 600.000 resulta em rentabilidade bruta de 6% ao ano.

A rentabilidade de um apartamento alugado depende da relação entre o valor do aluguel e o preço do imóvel. Imóveis de 1 dormitório apresentam rentabilidade média de 6,58% ao ano, superior à média residencial geral de 5,82%. O cálculo é simples: se o aluguel mensal é de R$ 3.000 e o imóvel vale R$ 600.000, a rentabilidade bruta é de 0,5% ao mês, ou 6% ao ano.

Os apartamentos compactos atendem a um público diverso e amplo. O mercado inclui jovens profissionais em início de carreira que buscam imóveis bem localizados perto do trabalho, estudantes que necessitam de moradia próxima às instituições de ensino, e investidores interessados em aluguéis por temporada. Essa diversidade de demanda contribui para a alta liquidez desses imóveis e torna-os uma alternativa estratégica tanto para moradores quanto para investidores.

A crescente demanda por apartamentos de 1 dormitório reflete a reconfiguração das cidades em torno das necessidades de mobilidade e acesso a polos econômicos. À medida que profissionais e estudantes priorizam imóveis bem localizados perto de centros de trabalho e transporte público, cresce a necessidade de unidades menores e estrategicamente posicionadas. Para proprietários e investidores, isso representa uma oportunidade estratégica de negócio ao disponibilizar seus imóveis no mercado durante um período de valorização significativa.


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