Antes de entrar em um consórcio, você precisa saber como escolher o valor da carta de crédito. Afinal, é assim que se evitam duas situações: contratar um crédito insuficiente para o imóvel que você deseja ou assumir parcelas maiores do que seu orçamento permite.
Talvez você já tenha um bairro em mente e saiba de quantos quartos precisa. Porém, também é importante considerar que há despesas com documentação e que os valores dos imóveis podem mudar até o momento da contemplação.
Quer saber como se planejar para conquistar a casa própria? Então, continue a leitura deste artigo e veja como escolher o valor da carta de crédito. Vamos lá?
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- Como escolher o valor da carta de crédito?
- 1. Pesquise o preço do imóvel que você quer comprar
- 2. Levante as despesas da compra
- 3. Separe o dinheiro para complementar a compra e para oferecer um lance
- 4. Confira quanto crédito ficará disponível se usar lance embutido
- 5. Compare as parcelas com o seu orçamento mensal
- 6. Considere os reajustes da carta e as mudanças no preço dos imóveis
- Qual carta escolher para um imóvel de R$ 400 mil?
- O que fazer se a parcela for alta demais?
- Conheça o Consórcio QuintoAndar
- Conclusão
Leia também: O que é grupo de consórcio e como ele impacta suas chances de contemplação?
Como escolher o valor da carta de crédito?
O valor da carta de crédito deve cobrir a parte do preço do imóvel que você pretende pagar com o consórcio.
Se você procura um apartamento de R$ 400 mil e tem R$ 50 mil para complementar o pagamento ao vendedor, por exemplo, pode considerar uma carta de R$ 350 mil.
Ou seja, se você não tem uma reserva para complementar a compra, a carta de crédito deve cobrir 100% do valor do imóvel.
Veja como fazer as contas e avaliar se as parcelas cabem no seu orçamento:
1. Pesquise o preço do imóvel que você quer comprar
Procure imóveis com características que façam sentido para a sua rotina e compare os preços na região desejada. Considere a metragem, o número de quartos, a existência de vaga de garagem e o estado de conservação.
Para organizar a pesquisa:
- Selecione anúncios de imóveis semelhantes;
- Anote os preços e as características de cada opção;
- Observe quais imóveis aparecem com mais frequência na faixa que você pretende pagar;
- Compare outras regiões, caso os valores ultrapassem o seu orçamento.
Se a maioria dos apartamentos que atendem à sua necessidade custa de R$ 380 mil a R$ 420 mil, essa faixa oferece uma referência mais útil para o planejamento.
Além disso, lembre-se de que o preço anunciado ainda pode passar por negociação.
2. Levante as despesas da compra
O orçamento da aquisição precisa incluir os custos de transferência do imóvel para o seu nome. Se você destinar todo o dinheiro disponível ao pagamento do vendedor, poderá ficar sem recursos para concluir essa etapa.
Confira quais despesas se aplicam à operação:
- ITBI: consulte as regras e a alíquota no município onde fica o imóvel;
- Registro da aquisição: verifique os valores no Cartório de Registro de Imóveis;
- Avaliação e outras cobranças previstas no contrato: peça à administradora a relação dos valores e das condições de pagamento.
Também reserve dinheiro para mudança e eventuais reparos, caso precise dessas providências para ocupar o imóvel.
3. Separe o dinheiro para complementar a compra e para oferecer um lance
Se você tem dinheiro guardado, pode destinar parte dele ao pagamento do imóvel e contratar uma carta de crédito menor. Antes, porém, desconte o necessário para a documentação e deixe um valor reservado para imprevistos.
Por exemplo: para comprar uma casa de R$ 500 mil, quem tem R$ 100 mil disponíveis para pagar ao vendedor precisaria de R$ 400 mil em crédito. Nesse cálculo, o dinheiro das demais despesas já deve estar separado.
Entretanto, se a intenção é usar os R$ 100 mil para oferecer um lance, o valor pago no lance antecipa prestações do consórcio e não fica disponível para complementar o pagamento ao vendedor. Portanto, você ainda precisará de recursos suficientes para cobrir o valor do imóvel.
Para organizar o planejamento, defina quanto pretende destinar a cada finalidade:
- Despesas de documentação e transferência do imóvel;
- Complemento do pagamento ao vendedor;
- Lance com recursos próprios.
4. Confira quanto crédito ficará disponível se usar lance embutido
No lance embutido, você utiliza uma parte da própria carta para oferecer o lance. Se o seu lance vencer, o valor correspondente sai do crédito disponível para a compra.
Em um exemplo hipotético, uma carta de R$ 330 mil com lance embutido de R$ 80 mil deixaria R$ 250 mil para adquirir o imóvel.
Peça à administradora uma demonstração com o lance que pretende oferecer. Confira quanto sobraria para pagar o vendedor e como o lance afetaria as prestações ou o prazo.
5. Compare as parcelas com o seu orçamento mensal
Depois de estimar quanto crédito precisa, simule as opções disponíveis e confira o valor das prestações.
Para saber quanto pode pagar por mês, desconte da renda líquida as despesas da casa, as dívidas e os valores que costuma reservar. Considere também gastos que aparecem em determinados períodos, como impostos, material escolar e manutenção do carro.
Se você paga aluguel, por exemplo, essa despesa continuará junto com o consórcio enquanto a compra não acontecer. Portanto, a parcela precisa caber nas contas durante a espera pela contemplação.
Além disso, confira a composição da prestação e as regras de reajuste.
6. Considere os reajustes da carta e as mudanças no preço dos imóveis
O apartamento que hoje custa R$ 350 mil pode ter outro preço quando você conseguir usar o crédito. Por isso, o planejamento precisa considerar o tempo de espera e as mudanças no mercado da região onde pretende comprar.
A carta também segue critérios de atualização previstos no contrato. Antes de escolher o valor, confira qual referência o plano utiliza, quando ocorrem os reajustes e como eles afetam as parcelas.
Entretanto, a atualização do crédito não garante que ele acompanhará o preço do imóvel que você deseja. Os valores de um bairro podem subir em ritmo diferente do índice adotado pelo consórcio.
Em vez de acrescentar uma margem arbitrária à carta, compare cenários. Avalie quanto conseguiria complementar se o imóvel ficasse mais caro e quais alternativas aceitaria, como outra metragem ou localização. Ao longo do plano, acompanhe os anúncios para revisar suas expectativas de compra.
Continue a leitura: Conheça as regras para uso do FGTS para compra de imóvel
Qual carta escolher para um imóvel de R$ 400 mil?
Qual seria o valor da carta de crédito para comprar um imóvel de R$ 400 mil?
Para fazer essa conta, vamos considerar mais R$ 20 mil em despesas com documentação e transferência.
Veja como os recursos disponíveis e a escolha do lance alteram o cálculo, mas lembre-se: os custos são aproximados e servem apenas como exemplo, pois variam conforme a localização do imóvel e as condições da compra.
| Crédito para pagar o imóvel | Recursos próprios necessários | |
| Compra sem complemento e sem lance embutido | R$ 400 mil | R$ 20 mil para as despesas com documentação |
| Compra com R$ 50 mil de complemento e sem lance embutido | R$ 350 mil | R$ 50 mil para o vendedor e R$ 20 mil para as despesas com documentação |
| Carta de R$ 400 mil com lance embutido de R$ 80 mil | R$ 320 mil após o desconto do lance | R$ 80 mil para completar o pagamento ao vendedor e R$ 20 mil para as despesas com documentação |
O que fazer se a parcela for alta demais?
Se as simulações ultrapassarem o valor que você pode pagar, retome o planejamento antes de contratar. Uma carta maior pode cobrir o valor do imóvel, mas dificultar o pagamento das contas durante o consórcio.
Nesse caso, vale avaliar algumas possibilidades:
- Rever a busca pelo imóvel: comparar bairros, metragens e características pode revelar opções mais próximas do orçamento;
- Juntar um complemento maior: aumentar os recursos próprios pode reduzir o crédito necessário;
- Comparar prazos disponíveis: confira o efeito sobre a prestação, os encargos e o tempo de compromisso;
- Adiar a contratação: esse período pode ajudar a quitar dívidas e formar uma reserva.
Por outro lado, escolher uma carta menor apenas para reduzir a mensalidade deixa uma diferença a resolver na compra. Antes de aceitar essa opção, defina de onde virá o complemento.
Conheça o Consórcio QuintoAndar
O Consórcio QuintoAndar é uma forma inteligente de planejar a compra do seu imóvel, sem entrada e sem juros, e com parcelas mais leves.
Além das vantagens de um consórcio, ele oferece benefícios exclusivos: 10% de cashback sobre o valor da carta de crédito ao comprar um imóvel pelo QuintoAndar, e a opção de resgatar o saldo acumulado após 60 parcelas para comprar um imóvel na plataforma, mesmo sem contemplação.
Assim, aqui no QuintoAndar, você tem mais previsibilidade e pode conquistar a casa própria pagando menos.
Conclusão
Para entender como escolher o valor da carta de crédito, coloque no papel o preço dos imóveis que procura, as despesas da aquisição e quanto poderá pagar com recursos próprios. Se pretende fazer um lance, separe esse dinheiro e confira quanto crédito restará para a compra.
Com essa conta pronta, compare as parcelas e as condições das propostas. Caso o valor necessário ultrapasse seu orçamento, reveja o plano antes de contratar. O importante é que o valor da parcela caiba no orçamento e que a carta de crédito seja suficiente para a compra.
Saiba mais: Consórcio imobiliário para quem tem mais de 50 anos: ainda vale a pena?
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