Saber quanto tempo demora para um imóvel ir a leilão é uma dúvida comum entre quem enfrenta dificuldades para manter as parcelas do financiamento ou tem outras dívidas relacionadas à propriedade.
Isso acontece porque a ideia de perder o imóvel por falta de pagamento costuma gerar preocupação. Nesse sentido, entender como esse processo funciona é o primeiro passo para agir antes que a situação se agrave.
Embora o leilão não aconteça da noite para o dia, o credor precisa cumprir etapas e prazos específicos. Porém, esse caminho pode variar conforme o tipo de contrato, o motivo da dívida e até mesmo a forma como conduzem o processo.
Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura deste artigo para entender o que significa ter um imóvel leiloado, quantas parcelas atrasadas podem levar a essa situação e, principalmente, o que fazer para evitar perder sua propriedade. Vamos lá?
Navegue pelo conteúdo:
- Quanto tempo demora para um imóvel ir a leilão?
- O que significa um imóvel ir a leilão?
- Qual a diferença entre leilão judicial e extrajudicial?
- Leilão e penhora de imóvel são a mesma coisa?
- Não paguei o financiamento, meu imóvel pode ir a leilão?
- Com quantas parcelas atrasadas o imóvel vai a leilão?
- Quando um imóvel pode ir a leilão?
- Como evitar o leilão de um imóvel?
- Compre e venda imóveis com a segurança do QuintoAndar
Leia também: Como saber se um imóvel tem dívidas: guia completo de como consultar e evitar riscos
Quanto tempo demora para um imóvel ir a leilão?

O tempo médio para um imóvel ir a leilão depende do tipo de dívida e do tipo de processo adotado pelo credor. No geral, esses são os prazos mais comuns:
Leilão extrajudicial
Ocorre em casos de financiamento com alienação fiduciária e o imóvel pode ir a leilão de 5 a 10 meses após o início dos atrasos.
Leilão judicial
Acontece quando há dívidas de IPTU, condomínio ou execuções judiciais, e o processo costuma durar de 6 meses a 2 anos.
Imóveis hipotecados
Nestes casos, pode demorar de 3 a 5 anos para o imóvel ir a leilão.
O que significa um imóvel ir a leilão?
Quando um imóvel vai a leilão, significa que ele será vendido publicamente para quitar uma dívida que não foi paga.
Esse processo é uma forma legal de garantir que o credor, que pode ser um vendedor particular ou um banco, por exemplo, recupere o valor emprestado.
Os casos mais comuns envolvem financiamentos imobiliários, em que o comprador ofereceu o imóvel como garantia. Mas o leilão também pode acontecer quando o morador acumula dívidas de condomínio, IPTU ou é alvo de ações de execução.
Em resumo, o imóvel deixa de ser apenas um bem particular e passa a ser objeto de cobrança judicial ou extrajudicial.
Qual a diferença entre leilão judicial e extrajudicial?

Existem dois tipos principais de leilão: o judicial e o extrajudicial. Aqui, a diferença está no tipo de processo que conduz a venda do imóvel.
Em primeiro lugar, o leilão judicial é aquele que depende de um processo na Justiça. Nesse caso, como envolve citação das partes, prazos legais e a atuação de um juiz, costuma ser mais demorado.
Além disso, é bem comum em situações de dívidas de condomínio, IPTU ou ações de execução de bens.
Por outro lado, o leilão extrajudicial é aquele que acontece fora do Judiciário, ou seja, em cartório. Esse segundo caso é muito comum em contratos com alienação fiduciária para cobrar dívidas de financiamentos imobiliários.
Para isso, o banco notifica o devedor, concede prazos para o pagamento e, se ele não quitar a dívida, consolida a propriedade em seu nome e publica o edital do leilão.
Leilão e penhora de imóvel são a mesma coisa?
Não, leilão e penhora de imóvel não são a mesma coisa. Aliás, a penhora é uma etapa anterior ao leilão, ou seja, é o ato de indicar o bem como garantia de dívida dentro de um processo judicial.
Já o leilão é a venda pública do bem penhorado. Ou seja, todo imóvel leiloado foi penhorado antes. Porém, nem toda penhora resulta em leilão. Afinal, a penhora pode ser revertida em caso de pagamento da dívida.
Não paguei o financiamento, meu imóvel pode ir a leilão?
Sim. Quando há atraso no pagamento das parcelas do financiamento, o credor pode iniciar o processo de consolidação da propriedade, etapa que transfere oficialmente o imóvel para o nome da instituição financeira antes que ele vá a leilão.
Funciona assim: ao financiar um imóvel com alienação fiduciária, o bem fica em nome do comprador, mas o banco mantém a propriedade como garantia até o fim do pagamento.
Se o cliente deixar de pagar, o credor tem o direito de consolidar essa propriedade em seu nome, ou seja, retomar legalmente o bem.
Porém, esse procedimento só pode acontecer depois de algumas etapas.
Primeiro, o banco notifica o devedor sobre as parcelas atrasadas e concede um prazo de 15 dias para que ele quite a dívida. Esse é o chamado prazo para purgar a mora. Se o devedor não fizer o pagamento, o banco transfere o imóvel para seu nome e, em seguida, publica o edital de leilão.
Em média, todo esse processo leva de 5 a 10 meses, dependendo da agilidade do cartório e das tentativas de negociação. Por isso, é importante agir rápido e buscar alternativas antes que o imóvel deixe de ser seu juridicamente.
Com quantas parcelas atrasadas o imóvel vai a leilão?
Na maioria dos casos, três parcelas atrasadas são suficientes para o banco iniciar o processo. Mas isso pode variar conforme o contrato.
Alguns credores notificam após o segundo atraso, enquanto outros tentam acordos antes de acionar o cartório. O importante é lembrar que, após a notificação, o devedor tem 15 dias para quitar ou renegociar o valor total em aberto.
Continue a leitura: Qual é a melhor época para comprar imóvel? Saiba analisar se é hora de agir ou esperar mais um pouco
Quando um imóvel pode ir a leilão?
Além dos financiamentos, há outras situações em que o imóvel pode ser leiloado:
- Dívidas condominiais: quando o morador deixa de pagar as taxas e o condomínio aciona a Justiça;
- IPTU atrasado: se o débito não for pago, o município pode iniciar execução fiscal e levar o imóvel a leilão;
- Processos judiciais: ações de cobrança, partilhas e execuções podem incluir o imóvel como garantia da dívida.
Como evitar o leilão de um imóvel?

É possível evitar o leilão do imóvel. Entretanto, o proprietário precisa estar atento para agir antes da consolidação da propriedade. Veja o passo a passo:
1. Entre em contato com o credor
Assim que o atraso ocorrer, procure a instituição financeira ou o credor responsável pelo contrato. Quanto mais cedo o diálogo começar, maiores são as chances de negociar.
2. Negocie os atrasos
Antes de o imóvel ser levado a leilão, ainda é possível regularizar a dívida. Em casos de financiamento, existe o direito de “purgar a mora”, ou seja, quitar o valor total em atraso dentro do prazo de 15 dias após a notificação formal.
Se você não conseguir pagar tudo de uma vez, verifique se é possível parcelar, obter descontos ou até mesmo incluir valores em atraso nas próximas faturas.
3. Fique atento ao contrato
Leia atentamente o contrato de financiamento ou a convenção do condomínio. Esses documentos indicam quais são os prazos legais, juros aplicados e penalidades.
4. Avalie vender o imóvel
Em situações em que a dívida se torna impagável, vender o imóvel antes do leilão pode ser uma saída inteligente. Ao realizar a venda de forma particular, você mantém controle sobre o valor negociado e evita que o bem seja arrematado por um preço inferior em leilão.
Saiba mais: Como comprar um imóvel que ainda não foi quitado? Guia completo com tudo sobre o assunto
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